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 [TVXQ]+[Super Junior] Rumo ao Paraíso

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MensagemAssunto: [TVXQ]+[Super Junior] Rumo ao Paraíso   Qua Set 08, 2010 11:31 pm

NOTA DA AUTORA:

A Rumo ao Paraíso foi escrita na sequência de uma suposta banda cover dos TVXQ/DBSK, portuguesa, que foi formada no Forum Odisseia (forum português dos TVXQ). Como já referenciei as raparigas portuguesas são todas reais e a historia foi escrita de maneira a que a personalidade da personagem fosse o mais fiel possível à pessoa que lhe deu nome, de referenciar que no decorrer da historia nenhuma delas NUNCA soube o papel desempenhado pela sua personagem ou como esta se comportaria. Ainda que os resultados tenham sido positivos e as personagens, até a data, se mantenham fieis ao original, é possível que no decorrer da historia haja acções que a pessoa real pudesse não ter frente a determinadas situações.
À parte isso, esta fanfic tem, neste momento, 11 capítulos escritos e públicos e um 12º que ainda não foi revelado. Queria apenas avisar que esta fanfic tem uma previsão de 16 a 18 capítulos. No entanto, a fase da historia em que a mesma se encontra já deveria ter acontecido à 2 ou 3 capítulos atrás portanto é possível que chegue aos 20.
Para vocês não terá uma grande repercussão uma vez que os capitulos vão ser postados por completo.
Como eu sou uma má pessoa (e como já viram gosto de dar seca a escrever) os primeiros capítulos são curtos e os seguintes bem mais longos... portanto para deixar um bocadinho de àgua na boca eu vou deixar, além do prefácio e do primeiro capitulo, um segundo capitulo como bónus. Infelizmente terá que ser um double post e desde já peço desculpa à administração por isso!


Apenas um conselho: MUITA ATENÇÃO AOS DETALHES. Esta historia vai tendo pequenas pistas, pequenos acontecimentos, que podem vir a explicar ou a significar acontecimentos futuros: Lei da Acção e Consequência. Notem também que a frase antes de qualquer capitulo tem significado para aquele capitulo mas também para a história em si e para acontecimentos futuros.
Assim sendo vou-me, finalmente, calar e deixar-vos a ler!
Espero que gostem!
______________________________________________________________


Prefácio




Vi a luz desaparecer ao longe por trás dos montes e a noite inundou o vale lentamente. O crepúsculo sempre fora considerado, desde o início dos tempos, como uma hora mágica em que a luz dá lugar à noite. Era o meu momento preferido do dia, logo após o pôr-do-sol, o momento em que o dia era finalmente vencido pela noite. Não que me desagradasse por completo a luz, apenas preferia a noite. Não que um campo verdejante sob a intensa luz do sol de uma tarde de verão não fosse uma bela visão, apenas não me atraia; não como os mistérios das sombras da noite, as estrelas que cobrem o manto negro do céu nocturno ou o toque irreal e prateado de tudo quando banhado pela pálida luz da lua sobejante num céu escuro.

Não se trata de nenhuma batalha do bem contra o mal, apenas de uma questão de preferência, muitos são aqueles que gostam do dia, eu prefiro a noite. Na verdade, a luz do “dia” é uma questão subjectiva, na escura imensidão do espaço, o que nós chamamos de dia são estrelas que iluminam os pequenos planetas à sua volta, no entanto, no entanto não chega para iluminar por completo o universo.

Na noite há silêncio, calma, paz. O que mais quero é mesmo paz, sossego; viver no esquecimento, quero que o mundo se esqueça que eu existo. Esquecer os sonhos, os sentimentos estranhos, a dor intensa no meu peito, aquela que não tem hora, momento ou local, que me assola como uma chaga, uma lâmina que me trespassa até ao coração. Tenho-a desde que me lembro, desde sempre, desde que tenho memória que calo esta dor, que a suporto em silêncio. É como uma parte do meu destino, um sinal para um final atroz, um relógio no tempo contado da minha vida marcando os minutos para o final, o meu final.

Toda a minha vida fui impelida por sentimentos que ainda hoje não sei explicar, como um sexto sentido que me indicou onde ir, sonhos sobre uma vida passada que me aterrorizaram quando era criança. Sempre soube que tinha que procurar alguém ainda que nunca mo tenham dito, sempre soube que tinha uma missão nesta vida, algo que tenho que fazer antes que o meu tempo acabe. O problema é que nunca soube em concreto o quê, as únicas indicações que tenho são aquelas que os meus instintos apurados me vão dando e assim vou desesperando na impaciência de estar perdida e sem rumo, de sofrer sozinha porque pensariam que sou doida se o contasse a alguém, de lutar sozinha para que me entendam porque perdi a esperança. Esperança de amar, de ser amada, de um dia poder vir a ser feliz e compreendida, completa.

Vou aguardar pelo meu destino. Um dia vou ter que o cumprir!



"A busca de um sonho é por vezes o concretizar de um Destino"

Capitulo 1
Encontro Atribulado




Saíram do avião com o estômago ao pulos. Não que estivessem enjoadas mas porque estavam em Seul e para elas o aeroporto de Incheon era a materialização das portas do paraíso na Terra. Quase que ainda não acreditavam, nem todas aquelas horas enfiadas dentro do maldito avião as faziam acreditar que estavam mesmo no aeroporto de Incheon.

Continuaram caladas até entrarem no autocarro e Nayo se fazer ouvir: – Belisquem-me que ainda não consigo acreditar. – Ahri antecipou-se a Munny e beliscou-a, ela soltou um sonoro "Au!" fazendo com que todos dentro do autocarro se virassem para ela – Para que foi isso?

– Foi o que pedis-te. – observou Munny.

– Não era literal! - exclamou ela ainda a esfregar o braço.

Suri começou a rir e Nayo beliscou-a: – Ai! ‘Tás parva?!

– Então, rivaru-chan, já achas piada? – perguntou ela

Bony suspirou: – Quase parece mentira. Estamos na Coreia do Sul.

Munny olhou em volta: – Continuo à espera dos gajos jeitosos.

– FDX. Estes ainda são os mesmos do avião. Vê se metes a cabeça no gelo! – observou Nayo.

Munny revirou os olhos: – Também ainda tou à espera do dia em que me vou habituar a estares constantemente a dizer asneiras!

– Procura um banquinho e senta-te que vai demorar!

O autocarro começou a andar e em pouco tempo estavam ao pé do tapete à espera das malas.

– Bem... A TAP é uma merda. Vamos esperar que estes sejam qualquer coisa melhores. – observou Nayo – Se eu fico sem a minha bagagem armo aqui a puta!

Suri abanou a cabeça à quantidade de asneiras de Nayo: – Neste momento a única coisa que quero é chegar ao maldito hotel e tratar deste Jet Lag.

– Somos duas! – assentiu Bony.

Munny abanou a cabeça: – Suas fracas!

– Falas assim porque dormiste que nem uma porca todo o caminho! – exclamou Nayo.

– Ora, alguém tinha que fazer companhia à Ahri – observou ela.

Ahri estava calada desde que o autocarro começara a andar. Parecia estar noutro planeta, como ela gostava de dizer.

– Terra chama Ahri! – chamou Suri

Ahri olhou-as espantada: – Que foi?

Bony riu: – Estás perdida nos teus pensamentos desde que chegamos.

– Estás um bocado para o branca. – observou Munny preocupada

– Querias que ela estivesse o quê? Preta? – atalhou Nayo.

Munny olhou-a com ar irritado: – Acho que devias ser tu a enfiar a cabeça no gelo.

– Então meninas! Calma. Eu estou bem! – observou ela. – Acabem com a picardia.

As outras entreolharam-se e Bony levou a mão a testa de Ahri: – Não estás bem. Tas um bocado quente.

– Isto passa.

– Assim que chegarmos a casa vais tomar qualquer coisa para isso! Ouvis-te! E nem reclames. – ordenou Nayo.

Ahri ainda pensou em informa-las da resistência do seu organismo à grande maioria dos fármacos mas acabou por assentir com a cabeça decidindo para si que elas ficariam mais descansadas se tomasse os medicamentos que lhe dessem. De qualquer dos modos depois de uma boa noite de sono tinha a certeza que ficaria melhor.

As malas acabaram por chegar e elas agarraram o primeiro táxi para o apartamento que a S.M. lhes disponibilizara para a sua estadia ali. Pela manhã teriam que ir para a S.M. treinar para a apresentação dessa tarde e outras que teriam ao longo da semana.

Assim que entraram no apartamento, Nayo, fez Ahri engolir os comprimidos sob o seu olhar atento.

Enquanto desmanchavam as malas Munny deu voz ao seu descontentamento: – Tenho fome!

– Agora que falas nisso também eu. – disseram Nayo e Suri ao mesmo tempo começando depois a discutir sobre quem copiara quem.

Bony e Ahri olharam-se: – Nós vamos comprar qualquer coisa para fazer o jantar.

As outras entreolharam-se e sorriram: – Boa sorte.

– Muito engraçadinhas. Tentem não se degolar umas às outras enquanto estivermos fora, pode ser? – pediu Ahri saindo depois de ter agarrado na carteira e no casaco com Bony no seu encalço – Espero que o teu parco coreano nos safe. Não estou a ver ninguém por aqui a falar inglês.

– Já ouvis-te falar em cartão de crédito? – perguntou a outra mordaz.

Ahri abanou a cabeça: – Eu já... Mas por eles não ponho as minhas mãos no fogo.

Riram e desceram até ao rés-do-chão de elevador. Ao abrirem a porta foram apanhas pelo gélido vento de fim de tarde.

Bony gemeu: – Ui! Estamos na Coreia ou no Pólo Norte?

Ahri riu sem grande vontade, morta por se despachar e voltar para o apartamento para se poder deitar e descansar: – Quando vínhamos no táxi eu vi uma espécie de supermercado aqui perto. Acho que é por aqui.

Seguiram pela rua a pé durante uns 5 min até que avistaram o que parecia o letreiro de um minimercado.

– UUU! É mesmo grande! – exclamou Bony com ironia.

Ahri rolou os olhos: – Aishh! É melhor que nada. É melhor despacharmo-nos ou quando voltarmos temos as carpideiras todas a guinchar de fome aos nossos ouvidos.

Bony começou a rir e entraram no minimercado. ao fazerem-no aperceberam-se que era maior que o que parecia por fora no entanto nada indicava que tivesse visa ou multibanco. Tiveram alguma dificuldade com os condimentos mas lá conseguiram chegar ao que parecia ser o que precisavam, estavam a meio caminho de pagar quando se lembraram que também precisavam de carne. Ahri virou-se de súbito e chocou com alguém.

Ele era tão alto que pareceu a Ahri ter chocado com um poste acabando por cair para trás com o impacto. O rapaz riu e disse algo em coreano.

– Acho que ele está a perguntar se estás bem. – traduziu Bony

O rapaz tinha um gorro enfiado até as orelhas e uma máscara de médico na cara e vestia um fato de treino. Ele estendeu uma mão para a ajudar mas ela ignorou-o.

– I’m fine! – exclamou ela enquanto se levantava e irritada por o rapaz se ter rido – Sorry. – disse e afastou-se a passos largos seguida por Bony

– Ele parecia giro... E parecia o Changmin.

– Sim, sim. E o recepcionista no aeroporto parecia o Yoochun, o rapaz da rua o Jaejoong e o tipo do prédio que sorrio quando chegamos parecia o Junso.

Bony amuou: – Não gozes. Os outros pareciam. Aquele era o Changmin, tenho certeza.

– Aquele é o Changmin e eu sou vizinha do Yunho, aliás, sou o Pai Natal. – resmungou ela continuando em direcção à zona dos frescos começando a examinar as embalagens de carne.

– Falta-te a barba branca e o fatinho vermelho. – riu Bony.

Ahri olhou-a de esguelha e pôs um sorriso maroto: – Barba não sei mas posso sempre usar o fatinho para ti quando quiseres!

Bony fez cara de enjoada: – Oh! Poupa-me.

– Preferes de outra cor?

– Se isto fosse Portugal ou as pessoas te percebessem iam ficar com ideias erradas. – disse a outra ofendida.

– Podemos sempre dar-lhes razão! – exclamou Ahri piscando-lhe o olho.

Bony bateu-lhe no ombro: – Tas-me a irritar.

Ahri riu debilmente: – Essa é a ideia. Além de que foste tu que começaste. – Ahri continuou a ver as embalagens de carne – Esta tem um frango desenhado, portanto, pelo aspecto, presumo que seja preito de frango... Que foi? Porque tas a olhar assim para mim? – Bony continuou a olhar fixamente para ela – Não sou lésbica, ‘tá! ‘Tava-me só a meter contigo.

A outra pareceu escolher as palavras que usar, como se estivesse a ganhar coragem para se proferir: - Pareces ainda mais branca que há pouco. É mesmo melhor despacharmo-nos.

O pagamento foi a parte mais difícil, acabando por ser feito mais por contas de cabeça que pelo que a mulher dizia. Quando iam a sair quando foram interrompidas por uma rapariga na casa dos 17 anos que lhes falou em inglês: – A minha avó – era a neta da velhota, dirigia-se a Bony – disse que era melhor a tua amiga usar uma máscara e ir ao médico.

– Eu estou bem, obrigado, apenas acabo de fazer uma longa viagem. Após uma noite de descanso isto passa. – explicou Ahri com um sorriso mas a rapariga não ficou convencida.

A velhota aproximou-se de Ahri e antes que esta pudesse falar ela pôs-lhe uma mão sobre o peito e disse algo em coreano. Ahri olhou a rapariga e Bony tão atrapalhada quanto surpresa.

– Ela disse que tens um coração de cristal. Tão belo quanto quebradiço e uma alma marcada pelo destino mas que tens que seguir o teu coração sem deixar que ele se parta. Deixar-te guiar pelos teus instintos. – traduziu a rapariga.

Bony riu mas Ahri não conseguiu esconder o choque: – What is that soposed to mean?

A rapariga sorriu: – Ela diz que quem sabe és tu.

Ahri irritou-se: – Obrigadinho mas temos de ir.

Arrastou Bony para bem longe dali. Estavam quase a chegar ao prédio quando Bony ganhou coragem para falar. Achava aquilo muito estúpido mas de alguma forma parecia ter afectado Ahri: – A velhora era um bocado esquisita, não? No entanto, deixou-me a pensar, que raio queria ela dizer com aquilo?

Ahri não lhe respondeu.

– Bués de estranho a maneira como ela te pôs a mão no peito, não achas? – perguntou ela pondo a mão ao puxador da porta. Virou-se ao ouvir um baque surdo e deparou-se com Ahri caída no chão a uns passos atrás dela, correu para ela mas chegou ao mesmo tempo que o rapaz da máscara, que haviam encontrado no minimercado, e um outro de boné e óculos de sol.

Bony pôs a mão na testa de Ahri e soltou um gemido agudo de agonia. O rapaz do boné imitou-a e depois virou-se rapidamente para o rapaz da máscara dando-lhe umas chaves e indicações rápidas em coreano não dando tempo a Bony de perceber o que ele dissera ou ao outro de reclamar. O outro afastou-se e ele virou-se para ela: – Onde moram? – perguntou ele num inglês arrastado.

– No 11º andar, porta C. – respondeu ela ainda chocada e olhando Ahri.

Ele olhou-a com espanto mas agarrou em Ahri ao colo quando o fez Bony percebeu que ele dissera algo como “pesada”. Abriu a porta para ele passar e chamou-lhes o elevador.

Ficou ainda mais branca quando viu, através dos óculos de sol degrade, o olhar carregado de preocupação que ele fazia quando a respiração de Ahri se tornou aflitiva, notava-se que ela se esforçava por respirar.

Mas o que realmente deixara Bony branca fora os olhos que vira por trás dos óculos que sol e que, com a claridade do loby do prédio, se viam melhor. O rapaz que carregava Ahri era nada mais nada menos que o Yunho dos DBSK.





Última edição por shadows_owner em Dom Ago 26, 2012 8:34 pm, editado 3 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: [TVXQ]+[Super Junior] Rumo ao Paraíso   Qua Set 08, 2010 11:33 pm

"Only the dead will see the end of the War" Platão


Capitulo 2
Hospital não!


Irromperam casa adentro não dando respostas a nenhuma das perguntas que as outras faziam, só parando no quarto quando deitaram Ahri na cama. As outras entraram de rompante atrás deles atropelando-se com perguntas quando viram quem era o rapaz que carregara Ahri ficaram embasbacadas. Munny teve que se sentar numa das camas para não cair para o lado e Nayo ficou de boca aberta. Porque raio é que só Ahri tinha aquele tipo de sorte, se ela sobrevivesse matavam-na elas. Foram despertes pelo angustiante contorcer de Ahri que apertava uma mão sobre o peito como se quisesse arrancar de lá algo. Um telemóvel tocou e Yunho atendeu respondendo qualquer coisa em coreano à velocidade da luz e nem dois minutos depois alguém tocava à campainha.

Munny foi abrir a porta e deparou-se com o rapaz da máscara, ficou especada a olhar para ele e ele disse qualquer coisa em coreano. Ela encolheu os ombros: – Sorry, can’t understand you.

– Where is the sick girl? I brought the doctor. – o inglês era péssimo mas ela afastou-se da entrada da porta para o deixar passar e apontou o quarto ao fundo do corredor. Ele e um homem de alguma idade entraram disparados. Quando chegaram ao quarto o velhote aproximou-se de Ahri passando por Yunho com um simples cumprimento. Mediu-lhe a febre e depois tirou um estetoscópio e ouviu o bater do coração dela, olhou o rapaz da máscara e depois virou-se para Yunho e disse qualquer coisa em Coreano.

Yunho traduziu para inglês: – Ela queixou-se de alguma coisa?

– Quando saímos de Portugal ela disse que estava outra vez com um ataque de alergia. – respondeu Suri.

Nayo olhou as outras: – A verdade é que ela tem muitas dores...

Munny deu-lhe uma cotovelada discreta e terminou por ela: – Dores no corpo. Será uma gripe? Ela estava com um bocado de febre.

O médico tirou um frasco da mala e uma seringa e estava para lhe injectar o liquido quando fui parado por Nayo: – Que é isso? – perguntou ela em inglês

Yunho traduziu e o médico respondeu algo um bocado irritado pelo atrevimento da rapariga: – Ele disse que é um medicamento para alergia. Ela parece estar a ter um ataque de asma. Provavelmente alergias.

– Ela tem rinite e sinusite, espero que isso não lhe faça mal. – observou Nayo

Yunho voltou a traduzir e o médico respondeu-lhe um bocado mal disposto pela insistência da rapariga: – Ele disse saber o que está a fazer.

– Podes dizer-lhe que eu estudo medicina. Também sei o que é alergia.

Yunho traduziu olhando-a espantado. O médico grunhiu qualquer coisa e deu-lhe a injecção. Yunho não lhes disse o que ele dissera, provavelmente não adiantava.

Ahri voltou a contorcer-se de agonia e acabou por abrir debilmente os olhos. Yunho tirou os óculos e ficaram ambos a olhar-se um bocado, notava-se que ela mal conseguia manter os olhos abertos porque mal os abria. Levantou debilmente uma mão na direcção dele: – Have I died and gone to Heaven or is this Hell and they are punishing me?

Ele apenas sorriu.

– Ahri! – chamou Munny. – Tás melhor?

Ahri tentou levantar-se mas foi impedida por tantos pares de braços que ficou confusa: – Que se passa? Eu estou bem! – disse ela. Mas foi novamente açulada por uma tontura que a fez cair novamente sobre a cama. – Tenho sono. – confessou por fim.

O velhote disse qualquer coisa a Yunho e ele traduziu: – Ela te que descansar.

– Grande médico – suspirou Nayo em português mas respondeu em inglês – We can see that.

Ela mantinha os olhos abertos a custo e todos podiam ver isso. O médico voltou a dizer algo a Yunho e ele respondeu qualquer coisa com espanto e olhou as raparigas e depois para Ahri que fitava Munny.

– Que se passa? – perguntou Munny a Yunho em inglês

– Ele diz que agora ela fica bem mas assim que possível ela tem que ir a um hospital. – respondeu ele no seu precário inglês.
Ahri tentou levantar-se mas foi novamente impedida por vários pares de mãos. Praguejou em português mas respondeu em inglês: – Eu estou bem. Não preciso de hospital nenhum.

Eles olharam-se entre si, o médico disse algo a Yunho e tiirou um novo frasco da mala e outra seringa, Yunho explicou que era para ela descansar.

Ahri olhou o médico e refreou a vontade de o mandar enfiar aquilo num sitio que ela sabia: – Dispenso esse tipo de coisas. Só quero dormir umas horas. Amanhã temos uma actuação e as 7h temos que sair de casa.

Yunho olhou-a estupefacto mas explicou o que ela tinha dito ao médico. Este guardou o frasco e a seringa visivelmente aborrecido. Resmungou qualquer coisa e levantou-se. Yunho apontou o rapaz da máscara mas a única coisa que perceberam, e que realmente interessava, foi Changmin. Olharam-se estupefactas e depois novamente para os rapazes. O médico saiu e ouviram a porta a fechar-se atrás dele. Ele e Changmin olharam-se e este último encolheu os ombros em resposta à pergunta que outro apenas fizera com o olhar.

Bony sorrio: – Vês! Eu disse que era o Changmin.

Ahri sorrio debilmente: – Pronto, tinhas razão.

Changmin olhou-a e depois para Bony quando ouviu o seu nome. Um laivo de reconhecimento brilhou nos seus olhos: – You are the girl I bumped in at the store.

– Nice, Sherlock. You just won the lottery. – respondeu Ahri sendo acotuvelada por Munny.

Yunho ignorou a ironia de Ahri e dirigiu-se às outras: – Ela precisa urgentemente de um hospital.

Nayo respondeu em japonês agarrando-se a todas as suas forças para não desmaiar por estar a falar com o Yunho dos DBSK: – Boa sorte. Ela é mais teimosa que uma mula velha. Quando mete algo naquela cabeça de pedra nem o diabo lha consegue de lá arrancar. Ela não sairia daqui sem espernear um bom bocado! – explicou ela.

– Ela tem de ir – disse ele também em japonês – Não é vossa amiga? Deviam fazer algo por ela não?

Elas olharam-se e depois olharam Ahri que as fitava com um ar arrepiantemente assustador: – Sim. Somos. – começou Nayo – Mas ali a fera Leader-san não gosta que façam as coisas contra sua vontade. Gosto da minha cabeça onde está.

Yunho franziu o sobrolho não percebendo onde ela queria chegar.

– Nayo! – avisou Ahri em inglês – Eu percebi isso.

– Posso perguntar porquê da insistência? – perguntou Bony

Ele pensou um pouco e depois acabou por responder: – O médico disse também que desconfiava que o problema dela não fosse só alergia mas sim o coração.

– Pronto, acabou-se a festa. Eu não vou e ponto final. Agora ponham-se todos na real alheta que eu quero descansar que amanha tenho que acordar cedo e tal porque temos muito trabalho. – disse ela, olhou-as antes de se virar para o outro lado para dormir – Quero-vos como novas amanhã portanto descansem bem, entendido. Agora pisguem-se todos.

Saíram do quarto e Nayo fechou a porta com um suspiro.

– Teimosinha a tua amiga, não? – comentou Changmin para Nayo – Um bocado para o arrogante também.

– Olha quem fala. Não gosto que fales dela assim! – exclamou Munny – Afinal que lhe fizeste tu na loja para ela ficar assim?

– Eu? Nada.

– É verdade. – defendeu Bony – Eles só chocaram um com o outro.

Suri abanou a cabeça: – Não interessa quem fez o quê. Afinal que tem ela e porque raio foram dois membros dos DBSK que vos ajudaram.

Changmin e Yunho olharam-se: – Nós moramos aqui! – disseram ambos ao mesmo tempo – Fomos buscar umas coisas para o Jae cozinhar quando e quando vínhamos para entrar no prédio vimo-la caída no chão. – explicou Yunho.

– Falando nisso, ele deve tar possesso. – observou Changmin agarrando no telemóvel.

As outras ao ouvirem a palavra jantar olharam para Bony que bateu com a mão na testa e depois encolheu os ombro: – Oops! Com tudo isto perdi os sacos lá em baixo.

Nayo estava quase sem paciência: – Eu vou buscar qualquer coisa para comermos rápido e irmos dormir se não amanha a leader-san da treta mata-nos por andarmos a cair pelos cantos nos ensaios.

Yunho olhou-a confuso: – Ensaios? Actuação. Quem raio são vocês?
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Nayomira
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MensagemAssunto: Re: [TVXQ]+[Super Junior] Rumo ao Paraíso   Qua Set 08, 2010 11:59 pm

OK! TIPO...just for the record: eu nao digo assim TANTAS asneiras! nao abusemos, nee??? -.-'' pronto, digo algumas...mas ando-me a refrear! XD
outra coisa...sim, a "ahriana" é mesmo teimosa assim na vida real..just in case you were wondering!

de qualquer maneira, AMO esta fic e ja o sabes! muhihihihih =P principalmente com acontecimentos ainda porvir! XD

continua a postar, PAH!
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kim
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MensagemAssunto: Re: [TVXQ]+[Super Junior] Rumo ao Paraíso   Qui Set 09, 2010 12:46 am

estou a gostar tanto!
Esta dos dbsk andarem ali no mesmo predio... Que sonho! Até me vêm os calores *-*
Aiiie eu também quero que o maknae venha contra mim ;_;
Estou a gostar tanto da historia, do enredo e de como escreves! Isto é viciante e toda esta cena mistica e estes secretismos são entusiasmantes.
Por favor continua a postar!
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Cho MinTae
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MensagemAssunto: Re: [TVXQ]+[Super Junior] Rumo ao Paraíso   Qui Set 09, 2010 12:15 pm

Awww eu estou a gostar tanto *-*
Eu também concordo que o aeroporto é materialização das portas do paraíso na Terra ^^
Achei tão engraçado as implicâncias delas umas com as outras Razz
Omo~~!! Chocar com o Changmin *-* Que sorte!
E acordar com o Yunho logo ali ~~
Eu também quero ter os DBSK como vizinhos *chora*
Agora fiquei preocupada com a Ahri, espero que ela fique melhor rápido *-*

Continua, please ^^
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MensagemAssunto: Re: [TVXQ]+[Super Junior] Rumo ao Paraíso   Qui Set 09, 2010 2:49 pm

Aww, estou a gostar imenso *-*
Gosto da maneira como escreves ^^
Também achei piada elas andarem sempre a implicar umas com as outras, faz-me lembrar alguém xD
Omo! Ainda agora chegaram à Coreia e já tiveram o líder e o maknae dos DBSK dentro do apartamento delas O_O Também quero~~ *amua*
Eu achei imensa piada à personalidade da Nayo, é toda despachada xD
Eu se estivesse no lugar da Ahri, tinha desmaiado outra vez assim que visse o Yunho à minha frente xD
Mas afinal o que será que ela tem? E aquela história da velhota foi esquisita...
E sim, faço a mesma pergunta que o Yunho: Ensaios? Actuação? Quem são elas afinal? O.o

Já fiquei super curiosa e entusiasmada com isto!
Continua, onegai *-*

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MensagemAssunto: Re: [TVXQ]+[Super Junior] Rumo ao Paraíso   Qui Set 09, 2010 3:36 pm

Adorei a tua escrita
Nehh elas são umas castiças
Valeu a pena desmaiar para ter colinho até ao quarto .. ..
Mas coitadinha só espero que não tenha nada de grave
Eu fiquei tipo coiso. O que queria dizer a velhota com aquilo ?!
Uhuhhu vizinhança Cool

Continua sim ?^^
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MensagemAssunto: Re: [TVXQ]+[Super Junior] Rumo ao Paraíso   Qui Set 09, 2010 5:56 pm

Muito Obrigado a todas por gostarem.
Sim a Nayo é uma das personagens q mais gosto! XD Vá-se lá saber, n é maninha?
Espero q continuem a gostar porque muitas, mas mesmo muitas surpresas ainda estão para vir!
____________________________________________________________________



“Small opportunities are often the beginning of great enterprises. “
Demosthenes

Capitulo 3
Demasiado Bom Para Ser Verdade

Elas olharam-se sem saber o que responder àquilo.

Munny abanou a cabeça e falou em português: – Bem ao menos a culpa foi da Ahri!

– Ya. Foi ela quem falou em ensaios e em actuação. – apoiou Suri

– Ainda assim acho que ela não vai gostar muito da ideia. – confessou Bony

Alguém tocou à porta.

– Salvas pelo gonzo. – observou Nayo e foi abrir a porta deixando Yunho e Changmin se perceber o que elas disseram. Ficou de boca aberta quando abriu a porta e se deparou com Jaejoong. Quis dizer qualquer coisa mas estava sem palavras ante o lindíssimo Jaejoong. Changmin apareceu atrás dela ficou a falar qualquer coisa com ele em coreano.

– É... é... é... – tentou falar Bony

– Oh Meu Deus! – exclamou Suri.

– Vocês não me responderam. – observou Yunho em japonês.

Nayo suspirou, não conseguia assimilar a ideia de falar com Yunho, quanto mais ter o Changmin e o Jaejoong também ali: – Somos um grupo português que está aqui a convite da SM.

– Da SM? – perguntou Jaejoong aproximando-se. Ouviram Changmin fechar a porta. – Nós somos os...

– Acho que é claro que nós sabemos quem vocês são! – constatou Munny

Changmin olhou-a: – És um bocado para o respondona.

– E tu és um bocado para o mal-educado

– Olha quem fala.

A campainha voltou a tocar: – Mas que raio se passa hoje? Isto é o quê, a feira da ladra? – queixou-se Suri e foi abrir a porta com a esperança pessoal que desta vez fosse Junsu. Já ali estavam três DBSK, só faltavam dois. Pôs o seu ar mais doce e abriu a porta com um suave “sim” e japonês.

– Aleluia! – exclamou Lili do outro lado da porta – Que raio fizeram vocês à porcaria dos telemóveis? ‘Tou farta de telefonar.

Suri ficou tão espantada quanto desapontada.

– Vais ficar ai a olhar para mim com essa cara de cachorro abandonado ou vais deixar-me entrar? As malas são pesadas bem que podias ajudar – volveu ela e quando a voltou a olhar depois de agarrar numa das malas não pode evitar a pergunta – Estavas à espera que fosse quem? O Junsu?

Suri revirou os olhos: – Por acaso, até estava.

Lili olhou-a sem perceber se ela estava a falar a sério ou a brincar, no entanto, acabou por assumir a segunda pelas mais obvias razões: – Ajudas-me ou não?

Suri afastou-se da porta e foi ajuda-la ao agarrar a mala não pode deixar passar o comentário: – Trazes tijolos da Madeira ou quê?

Lili começou o que poderia ter sido uma gargalhada mas esta morreu-lhe na garganta mal deu dois passos dentro da casa e viu os três rapazes ficando pregada ao chão sem qualquer reacção: – D... Don... Don... Dong....

As outras sorriram e soltaram ao mesmo tempo um “Olá Lili” em japonês.

Yunho foi ajuda-la: – Precisas de ajuda?

Ela estava colada ao chão e paralisada de modo que apenas o olhou com ar atónito e de boca aberta como se desprovida de fala ou raciocínio. Engoliu em seco mas ainda assim as palavras as palavras não saiam. Virou-se para as outras: – Eles... eles... eles são...

Munny soltou uma gargalhada: – O que eu não pagava para poder filmar isto

– Está calada que tu também não estavas melhor. – observou Nayo.

Jaejoong riu: – Não precisas de ter medo de nós.

Nayo sussurrou baixinho ao ouvido de Bony em português: – Eles é que deviam ter medo de nós, mesmo muito medo.

Bony soltou uma gargalhada.

– Eu... eu... – tentou falar Lili, olhou em volta como que em busca de ajuda divina e apercebeu-se de algo – Ahri? – perguntou ela simplesmente

Suri passou por ela: – Doente e a dormir. Estás a estorvar!

– Ah! Gomen. Que se passou? – perguntou ela.

– Longa. Muito longa história. – observou Bony – Depois contamos-te.

Ela apontou os rapazes: – Porque é que eles estão aqui? – perguntou ela começando a articular melhor as palavras.

Munny sorrio: – Faz parte da longa história

– Que raio de língua esquesita é a vossa? – perguntou Changmin – Não a reconheço.

Munny virou-se para ele irritada não dando tempo às outras de lhe travar a língua afiada: – Deves pensar que sabes tudo, tu! É português.

– Português?

– De Portugal? Tipo... na Europa? E isso, sabes onde é? – perguntou ela mordaz

Yunho e Jae olharam-se e depois para Changmin. Ele estava a fazer de propósito para a irritar, parecia estar a gostar da brincadeira. Sorriram.

– És irritadiça.

– E tu és parvo.

– Eh! Tens que ofender?

– Ofendeste-me a mim!

– Tens nome, ao menos?

– Não tens nada com isso.

Changmin sorrio: – Gostava de saber o nome de quem me ofende.

Nayo recordou-se então que ainda não se haviam apresentado: – Oh! Peço desculpa pela nossa indelicadeza. Eu sou a Nayomira, esta é a Suri, a Bony, a Lili e ali a empertigada é a Munny. – explicou ela enquanto as outras faziam vénias e os cumprimentavam conforme Nayo as ia apontando.

– Nomes esquisitos. – observou Jae

– São stage names. – explicou Bony com um sorriso de orelha a orelha, para ela o mundo poderia acabar ali que ela era feliz.

– Ha! – olharam-se – Eu sou o Yunho.

– Eu sou o Jaejoong.

– E eu sou o Changmin. Muito prazer. – disse ele por cima do ombro de Munny que ficara vermelha que nem um tomate e jurava de si para si que Nayo iria sofrer muito por causa daquilo – Muito prazer eh... Munny. Que raio de nome, qual é o teu nome verdadeiro?

– Eu sou a Sandra, ela é a Liliana, a Tatiana e a Filipa. – observou Suri. Preferiu não afrontar Munny, já bastava Changmin para isso.

Nayo antecipou-se: – Ela é a Melanie.

Munny lançou-lhe um olhar quase tão dilacerante quanto o de Ahri: – Vais morrer por isto.

– Podes tentar – desafiou ela.

Changmin sorrio por trás da máscara que trazia: – Espanta-me que alguém tão mal disposto tenha um nome tão bonito? – perguntou ele tirando a máscara e mostrando um sorriso tão lindo que Munny perdeu a capacidade de reacção.

Jae olhou Yunho: – Quem são elas?

O outro encolheu os ombros: – Ao que parece são um grupo português que está cá a pedido da SM.

– São as Ritmo DBSK! – exclamou Lili eufórica. As outras ficaram paralisadas tentando decidir entre mata-la ali mesmo ou esperarem eles saírem para o poderem fazer mais lenta e dolorosamente.

– Ritmo DBSK? – perguntou Changmin confuso.

– Yep. São a vossa banda cover portuguesa. – continuou ela com um sorriso de orelha a orelha

Antes que ela as enterrasse mais Nayo tapou-lhe a boca desejosa de lhe apertar o pescoço com todas as forças do seu corpo: – Pensava que não conseguias falar em frente a eles.

Eles olhavam-nas boquiabertos: – Então vocês são as miúdas europeias que a SM foi buscar por dançarem tal e qual nós e fizeram bués de sucesso no vosso país. O nosso manager tinha dito que vocês iam vir mas não disse quando. – explicou Jae excitado.

– WOW. Vocês são mais giras que o que eu pensava. – observou Changmin. – Pena o Junsu e o Yoochun só chegarem amanhã!

Ficaram vermelhas até à raiz dos cabelos e amaldiçoaram Ahri por não estar ali, só ela tinha sangue frio para lhes responder sem se notar que estava a babar-se para eles.

– Então? – perguntou Jae ansioso – Qual de vocês faz de mim?

Bony corou ainda mais e disse um tremulo “eu” que mal se ouviu.

– Obrigado pelo teu trabalho árduo. – agradeceu ele a sorrir.

– E eu? – perguntou Changmin curioso.

Ficaram todas em silêncio e olharam Munny de soslaio. Ela quiz, naquele momento, um buraco bem fundo para se enfiar. Foi, no entanto, salva pelo seu próprio estômago que rugiu de fome. Cruzou os braços à volta do estômago, envergonhada mas ao mesmo tempo satisfeita por não lhe ter que responder.

– Oh! – fez Jaejoong – Vocês ainda não comeram?

Bony sorrio atrapalhadamente: – Eu e a Ahri tínhamos ido buscar as coisas para o jantar... mas ...

– Ahri? – perguntou ele confuso

– A rapariga doente. – explicou Yunho.

Jae olhou-o espantado: – Ela também devia comer.

– Se ela está a dormir, não convém acorda-la. Come pela manhã. – observou Munny – E ela disse, no avião, que não tinha grande fome.

Nayo olhou-a de lado: – Como sabes isso se dormis-te todo o tempo?

Munny pisou-a: – Feliz como esta estava – começou ela com ironia – e se bem a conheço, se a acordarmos é a mesma coisa que acordarmos um Dragão adormecido. Ela vai-se passar. – observou ela para Nayo em português

– Bem. Muito obrigado pela vossa ajuda. – disse Nayo fazendo uma vénia

Jae olhou Changmin e Yunho: – Bem, podem sempre jantar connosco. – disse ele com um sorriso de orelha a orelha

Os coração delas parou. Munny pensou não estar a ouvir bem, Suri pensou que estava a voar tal foi o impacto das palavras e entre a palidez de Suri e o estado letárgico de Nayo, Bony era a única que exibia um sorriso maior que o de Jae: – Se não for incomodo. – disse Bony com os olhos a brilhar.

– Podem dar-nos 1 minuto? – pediu Nayo arrastando as outras com ela para um canto mais distante. Bateu no ombro de Bony falando em português: – Tas parva?

– Posso perguntar-te o mesmo! – exclamou ela batendo-lhe de volta – Qual é o mal? Alem de que vamos comer comida feita pelo Jaejoong. Queres melhor?

– Ya! – suspirou Lili com uma mão no peito – Isto é o paraíso! Comer com os DBSK, alguma vez imaginaram?

– Vamos estar dentro do apartamento deles. – observou Munny – Diz lá que não te agrada.

Suri acenou com a cabeça com um sorriso estúpido: – Também quero comer comida feita pelo Jaejoong.

– Olhem lá?! Eu sou a unica que acha que isto é tudo muito rápido? – perguntou Nayo.

– Tás com medo que te violem ou algo assim do género? – perguntou Munny. As outras olharam-na em choque – Não que me importasse muito... – disse olhando Yunho de soslaio.

Nayo pisou-a e ela soltou um pequeno grito de dor: – Au!

– Mete a cabeça no gelo, Maria Melanie!

– Isto são influencias tuas! – ripostou a outra.

Lili cruzou os braços a frente do peito: – A Ahri, normalmente, é quem decide este tipo de coisa...

– Mas ela não está aqui! – exclamou Nayo.

– Posso acabar? – perguntou ela ao que as outras acenaram afirmativamente com a cabeça – Como vossa manager vou tomar a posição que normalmente a Ahri toma: Vamos a votos!

Nayo abanou a cabeça derrotada: – Ok. Pronto! Vocês ganharam. Só acho que aqui há gato!

A voz de Changmin fez-se ouvir: – Já passou um minuto e eu tenho fome!

– Aquele tipo começa realmente a irritar-me. – observou Munny visivelmente irritada.

Suri aproximou-se de Lili e sussurrou baixinho ao ouvido dela: – Vai dar coisa entre estes dois.

– Quanto mais não seja dentes partidos. – sussurrou Lili de volta – Começo realmente a acreditar que a Ahri prevê o futuro.

– O que é que vocês estão para ai a cochichar? – perguntou Munny

– Estamos mortas pela comida do Jaejoong. – disseram ambas ao mesmo tempo. A nível temperamental Munny e Ahri eram muito parecidas.

Voltaram para o pé dos rapazes e informaram que jantariam com eles. Agarraram apenas nos telemóveis e saíram do apartamento. Fecharam a porta e ficaram pregadas ao chão quando viram Jaejoong abrir a porta do outro lado do Hall.

– O quê? – perguntaram todas em coro e em choque.

Changmin riu: – Vocês não sabiam?

– A minha bola de cristal avariou ontem. – observou Munny mordaz.

– Podias sempre usar a vassoura. – respondeu ele de volta com um sorriso maroto.

– Se for para te dar com ela, Sim! Com todo o prazer.

– Munny. – chamou Nayo olhando-a reprovadoramente.

Ela apontou Changmin que automaticamente fez carinha de anjo: – A culpa foi dele.

– Gelo, Munny, gelo. – observou Nayo.

Munny estava vermelha de raiva: – Vai tu por a cabeça no gelo!

– Um bocadinho temperamental, não? – perguntou Yunho às outras.

– Devias ver a Ahri! – exclamou Nayo espicaçada pela raiva de Munny.

Ele ainda abriu a boca para perguntar porquê mas recordou-se da teimosia da miuda que desmaiara. Eram um grupo estranho, no entanto, havia algo nelas que lhe lembrava os tempos em que tinham começado a carreira como DBSK. Bony disse uma piada e elas riram. Pareciam boas miúdas... pelo menos não tinham gritado que nem esganiçadas quando os conheceram, e isso espantava-o imenso.

Entraram no apartamento que Jae fez questão de mostrar de ponta a ponta juntamente com Changmin que parecia ter encontrado um novo passatempo: espicaçar a tal Munny.

Sentou-se no sofá exausto. O dia fora longo e a noite complicada. Havia, no entanto, algo que não lhe saia da mente: “Am I in Heaven or is this Hell and they are punishing me?”. Tivera uma vontade tão grande de agarrar aquela mão tremula e aperta-la contra o peito, ela parecera-lhe tão frágil naquele momento. Mal conseguira ver os seus olhos mas a voz era tão doce, tão suave, talvez por estar doente, mas algo nela lhe despertara um sentimento protector e não gostava de não poder controlar as suas emoções.

A mão dela era tão branca, parecia tão frágil, ela tinha um ar tão cansado, tão doente... tão desamparado. Ainda assim mantinha uma vontade de ferro que as outras não ousavam contradizer. No entanto, ainda doente, não as deixara preocupar-se com ela. Abanou a cabeça com força, que raiva. Porque raio estava ele a pensar numa rapariga que mal conhecia, estava a tirar, com toda a certeza, conclusões precipitadas. Provavelmente ela era apenas egoísta e teimosa que nem uma mula além de mandona.

Dois dedos estalaram à frente do seu nariz. Changmin sorrio quando ele o olhou espantado: – Terra chama Yunho. Vais vir comer ou ficar ai a pensar na morte da bezerra?

Só então se apercebeu do cheiro delicioso que provinha dos tachos em que Jae mexia: – Desculpem. – levantou-se e juntou-se a eles, a mesa estava bem mais cheia que de costume.

– Tas preocupado com quê? – perguntou Jae baixinho em coreano.

– Nada – respondeu ele meio atrapalhado.

– Algo mexeu contigo. Já te conheço. Que se passou?

Foram buscar as taças com o resto da comida: – Quando vi a rapariga estendida no chão... Pensei que estivesse morta de tão branca que estava. No entanto, ardia em febre.

– Há mais alguma coisa, não há? – perguntou Jae olhando-o de soslaio.

Ele sorrio: – Não. E mesmo que haja não consigo ainda explicar o quê. Portanto vamos comer e esquecer isto. – sentaram-se à mesa e Yunho olhou as taças desconfiado acabando por perguntar em japonês – Não exageras-te no picante, pois não?

– A comida não está picante, descansa – volveu Jae ofendido.

Changmin ficou desapontado: – Que pena.

Comeram em silêncio. Lili lembro-se que se Ahri ali estivesse era complicado ficar calada. Ela odiava silêncio à mesa, dizia que era um momento de alegria. Depois da refeição, Bony insistiu em tentar ajudar mas Jae não a deixou fazer basicamente nada. Pouco depois o telefone dela tocou e quando foi atender e viu quem era afastou-se com um sorriso de orelha a orelha. As outras olharam-se e entoaram em coro: “O Ian!”

– Quem é o Ian? – perguntou Yunho.

– O namorado dela. – respondeu Suri.

– Os vossos não telefonam? – perguntou Jae.

Elas coraram. Mas foi Lili quem respondeu: – Nós não temos namorado, só ela.

– Ele é inglês? – perguntou Changmin ao perceber que língua em que ela falava.

– Coreano. – respondeu Nayo – Mas estuda no Canadá.

– Gaja com sorte. – deixou escapar Munny.

Changmin soltou uma gargalhada: – A ti ninguém te quer, é? Também a comeres assim tão pouco não admira.

– Dito por quem come por 3 pessoas levo isso como comer por uma pessoa normal. – acicatou ela mordaz – Espanta como és tão magro se comes que nem um boi!

– Lá vamos nós. – observou Suri – Obrigado pelo jantar. Estava muito bom. – agradeceu ela a Jae enquanto Munny e Changmin continuavam a sua picardia.

– Não tem de quê. – agradeceu Jae de volta.

Após Bony terminar a chamada voltaram a agradecer o jantar e voltaram para o seu apartamento, entraram no quarto sem fazer muito barulho para não acordar Ahri e tentaram adormecer embora fosse quase impossível devido a toda a excitação daquele dia.
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MensagemAssunto: Re: [TVXQ]+[Super Junior] Rumo ao Paraíso   Qui Set 09, 2010 6:06 pm

"Changmin: vocês nao sabiam?
Munny: A minha bola de cristal avariou ontem!"


esta frase...eh pah...parto-me a rir cada vez que leio isto!! ta taaaaaaaaaaaaaao fixe!!! XDDD
eu ja li isto tudo, mas pronto..ja sabes qe amo! XD
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kim
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MensagemAssunto: Re: [TVXQ]+[Super Junior] Rumo ao Paraíso   Qui Set 09, 2010 8:56 pm

OMG isto está tão perfeito!
Que comédiaaa xD
Adoro as personagens todas xD as raparigas são tão comicas e eles são tão... nem sei *-*


Citação :

Changmin sorrio por trás da máscara que trazia: – Espanta-me que alguém tão mal disposto tenha um nome tão bonito? – perguntou ele tirando a máscara e mostrando um sorriso tão lindo que Munny perdeu a capacidade de reacção.
O changmin parte-me toda. Aiii eu quero aquele muido Cool

Citação :
– Então? – perguntou Jae ansioso – Qual de vocês faz de mim?

Bony corou ainda mais e disse um tremulo “eu” que mal se ouviu.

– Obrigado pelo teu trabalho árduo. – agradeceu ele a sorrir.

ai eu ri-me tanto com isto. eles todos entusiasmaditos xD
O jae é tão fofo :3

Citação :
– Tás com medo que te violem ou algo assim do género? – perguntou Munny. As outras olharam-na em choque – Não que me importasse muito... – disse olhando Yunho de soslaio.
ahahah parti-me a rir. este tipo de comentario faz-me lembrar alguem... *desvia o olhar para não pensarem que é ela*
aww e o yunho está in lovee *-*
ele a tentar convencer-se que a ahri é horrivel xD que sweet.
Quero que a ahri acordeee. estou ansiosa para ver a sua personalidade de fera xD

Continuaa please, estou a amar ^^



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MensagemAssunto: Re: [TVXQ]+[Super Junior] Rumo ao Paraíso   Qui Set 09, 2010 8:59 pm

Obrigada pelos comments....

-.-' Sim... sou uma fera terrivel nesta fic!

Mas sim...vêem por ai muitas surpresas... os próximos dois cap são um bocado seca mas pronto!

E quanto a humor... acreditem... tb vem por ai mt disso!
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LaLa
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MensagemAssunto: Re: [TVXQ]+[Super Junior] Rumo ao Paraíso   Qui Set 09, 2010 9:13 pm

Eu ri-me tanto com o Changmin e a Munny a picarem-se um ao outro então com aquela de comer por três xD
Aquilo ainda vai dar molho
Uhhuhhhuh um jantar . .. . onde já vai a confiança. Daqui a nada já dormem nas casa uns dos outros *apanha*
E deixaram a Ahri sozinha , ao menos que ficasse o Yunho com ela ne ?
As cachopas são mesmo engraçadas

Continua sim ?^^
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Cho MinTae
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MensagemAssunto: Re: [TVXQ]+[Super Junior] Rumo ao Paraíso   Sex Set 10, 2010 12:00 pm

Opá, eu estou a adorar *-*
Elas são mesmo a maior comédia a implicar umas com as outras Razz (nee, isso também me faz lembrar uma pessoa XD)
Oh tadinha da Suri... não era o Junsu xD
Ri tanto com a Munny e o Changmin sempre a mandar bocas um ao outro Razz
O Jae é tão fofo *aperta*
E o Yunho ficou a pensar na Ahri *-*

Continua ^^
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MensagemAssunto: Re: [TVXQ]+[Super Junior] Rumo ao Paraíso   Sex Set 10, 2010 2:59 pm

NOTA DA AUTORA:
Ainda bem q gostam... os próximos capítulos são um pouco seca e por isso, desde já, as minhas desculpas!
-.-' E não fiquem com ideias quanto ao Yunho... mt àgua ainda há-de passar por baixo dessa ponte!

_________________________________________________________________________



We will make them think it's their idea. That's how all great leaders fool people.
Laura Preble

Capitulo 4
Preparação Para o Grande Momento



Ahri foi acordada pelo despertador do telemóvel. Ainda sentia a cabela pesada mas a febre desaparecera e já se sentia melhor. Haviam feito uma tempestade num copo de àgua, tudo o que ela precisava eram umas boas horas de descanço. Levantou-se e sentiu-se um pouco tonta. As outras ainda dormiam. Decidio dar-lhes apenas o tempo de fazer o pequeno almoço para descançarem mais um pouco. Vestiu-se e agarrou nas chaves do apartamento e na carteira.
Quando voltou com pão fresco e outras iguarias para o pequeno almoço, elas ainda dormiam. Pôs o café a fazer e começou a aquecer o leite. Lili foi a primeira a chegar ao pé dela.
- Bom dia. - disse ela com um sorriso de orelha a orelha.
Ahri olhou-a espantada: - Algué, dormiu bem. Aliás, vocês tinham todas alto sorriso, mesmo a dormir. Desculpa não estar acordada quando chegaste. Estava muito cançada.
- Elas disseram que estavas doente.
- Era só falta de descanço. Estou como nova. - assegurou Ahri - Então como foi a viagem?
- Normal... a chegada é que foi de arromba. - Observou Lili com ar sonhador.
- Então? - perguntou Ahri enquanto punha a mesa.
- Então? Então? Que melhor recepção podia eu pedir que chegar aqui e dar com 3 dos nossos vizinhos. - disse ela sentando-se ainda com o seu sorriso. Olhou a mesa - Já sais-te para comprar isto? WOW.
- Vizinhos? - perguntou Ahri espantada servindo-lhe café com leite.
- Ya! O Yunho, o Changmin e o Jaejoong. Tipo paralizei por completo. - disse ela agarrando num pão e numa faca - Isto parece delicioso.
As outras entraram na cozinha com grandes sorrisos: - Bom Dia! - disseram em unissono.
- Ontem não foi um sonho? - perguntou perguntou Ahri atónita - O Yunho esteve mesmo aqui?
- Correcção! - começou Bony sentando-se à mesa - Carregou-te ao colo até aqui.
Ela ficou pálida. Pensava ter sonhado ou alucinado por causa da febre. Mas nunca pensara ter sido mesmo Yunho a estar ao pé dela.
- Está a ficar vermelha! - exclamou Munny com um sorriso
- Eu... Digam-me por favor que eu não lhe disse nada estupido! - pedio ela deixando o corpo cair sobre uma das cadeiras
Nayo começou a rir: - Tipo: "Estou no Ceu ou isto é o Inferno e eles estão a torturar-me."?
- Oh meu Deus Yunho! - exclamou ela tapando a cara com as mãos .
Elas riram: - A cara dele também foi bues de fixe!
- Hã? - perguntou ela desesperada.
- Sorrio mas notava-se que estava totalmente perdido. Brutal! - exclamou Suri a rir.
Lili ficou aborrecida: - Porque é que eu perco sempre estas coisas?
Tocaram à campainha.
- Deve ser o tipo da SM para nos vir buscar. - observou Ahri levantando-se para ir abrir a porta.
Suri olhou o relógio: - Tipos certinhos! São 6 e 45 da manhã. Haja piedade, bolas.
- Vamos sofrer! Eu quero dormir. - queixou-se Munny.
Desataram todas a rir inclusive Ahri que abriu a porta para ficar de subito sem voz ao deparar-se com Jaejoong.
Bony apareceu atrás dela: - Olá Jae!
- Bom dia! - disse ele em japonês. - Deves ser a rapariga doente. Está melhor!?
Ahri não teve reacção... Era o Jaejoong! O JAEJOONG! Bony disse-lhe para entrar, Ahri estava para fechar a porta, ainda de queixo caido quando uma mão a impediu.
Yunho sorria: - Também posso entrar?
Ela olhou-o e ficaram ambos feitos parvos a olharem um para o outro. Os olhos dela, havia algo nos olhos dela, algo que ele conhecia.
- Claro! Ora... Porque não? Please. - disse ela em ingles - Mais alguém?
- Eu... O ... Bem...
Jae olhou-o surpreendido. Yunho sem palavras, aquela era nova: - O Changmin já foi para a SM. - explicou ele por Yunho.
- Oh! Sim, claro! - exclamou Ahri sarcástica fechando a porta atrás de Yunho
Munny suspirou de alivio.
Lili sorrio de orelha a orelha ao ve-los e disse bom dia. Nayo disse bom dia e desapareceu à velocidade da luz, com Suri, para irem trocar de roupa.
Bony olhou-os: - Querem tomar o pequeno almoço connosco?
Eles olharam um para o outro e encolheram os ombros: - Pode ser.
- Ya! A Ahri comprou comida para um batalhão - observou Lili - É sempre assim.
Eles riram e Ahri corou. Yunho comeu calado enquanto Jae conversava com elas enquanto comia.
- Mas tens certeza que estás melhor? - perguntou ele em japonês para Ahri
- Yes. I'm fine now! - respondeu ela.
- Não falas japonês?
Munny riu: - Ela acha que tem má pronuncia portanto não fala.
Ele sorriu: - O nosso ingles é pior, portanto, podes falar à vontade.
- Posso tentar. Mas aviso que digo imensos erros. - explicou ela em japonês.
Voltaram a tocar à porta.
- Eu vou! - disse Lili - Agora é que deve ser o tipo da SM.
Yunho e Jae olharam-se.
Lili abriu a porta apenas para se deparar com Junsu e Yoochun.
- Bem... - gaguejou ela - Não é o tipo da SM.
- Devem ser o Yoochun e o Junsu. Vemo-nos mais logo. - explicou Jae.
- Adeus - disse Yunho - Obrigado pelo pequeno almoço.
- De nada. - respondeu Ahri
Bony e Munny acompanharam-nos até à porta. Quando voltaram tinham um sorriso do tamanho do mundo.
- Dá para acreditar? - perguntou Munny.
- Ai! Os Dong Bang Shin Ki. Posso morrer feliz - observou Lili pondo uma mão no peito e fingindo desmaiar.
Ahri, que arrumava a mesa, olhou-as com ar de poucos amigos: - Se não querem que seja eu a matar-vos é bom que se arranjem depressa. O gajo da SM deve tar aí a chegar a qualquer momento. Pisguem-se!
Meia hora depois estavam as 6 na SM. Um homemzinho baixo na casa dos 40 anos mostrou-lhe onde podiam treinar. Deixaram os casacos e as suas coisas com Lili, que tratou de as por a um canto da sala, para não as incomodar. Após deliberarem por um pouco decidiram ensaiar primeiro Rising Sun. Ahri pos o CD no leitor, que estava já na sala, e começaram a dançar sempre com Ahri a dar indicações.
- Hoje tás impossivel! - exclamou Nayo estafada.
Ahri abanou a cabeça: - Estamos na Coreia, terra dos DBSK e eles estão cá. Vocês querem fazer figurinha de urso? - perguntou ela sem obter resposta - Então é bom que isto saia bem.
Elas resmungaram qualquer coisa mas voltaram à dança: - Vamos cantar também. - elas olharam-na estupfactas - Vamos imaginar que estamos a actuar para ver como sai.
Após terem dançado ouviram palmas e viraram-se estupfactas ao darem de caras com Jaejoong e Changmin.
- Que raio fazes aqui? - perguntou Munny azul de raiva.
- Queriamos ver como se saiam. - observou Changmin.
- Vocês são boas. - observou Jae com honestidade - Percebo porque a SM vos convidou.
Lili estava com eles, a sorrir feita parva, na opinião de Ahri, que também achava que aquilo começava a ser perseguição. Optou por ignora-los e continuar a treinar com Munny enquanto as outras se babavam para eles. Acabou, no entanto, por se fartar.
- Peço desculpa - interrompeu ela - Mas elas teem que treinar! Não queremos andar aos trambulhões em cima de palco.
- Podemos ficar a ver? - perguntou changmin e Jae concordou.
Munny dilacerou-o com o olhar e olhou Ahri na esperança que ela lhe negasse o pedido, no entanto, ela assentiu assegurando que lhe era totalmente indiferente.
Voltaram à dança desta vez com Purple Line e ficaram ambos perfeitamente espantados com a maneira como elas dançavam. Serial realmente possível, como havia dito o manager deles, que elas não tivessem tido qualquer tipo de aulas de canto ou dança? O homem que lhes indicara aquele lugar regressou interrompendo o ensaio para apresentar um grupo de rapazes: – Sei que não são os vossos back dancers, mas eles estão familiarizados com as coreografias dos DBSK. – explicou ele.
Elas apresentaram-se e eles retribuíram o cumprimento. Eles cumprimentaram também Changmin e Jae, era obvio que se conheciam.
Jae explicou que eles faziam parte da equipa de palco deles, Ahri notou o desapontamento nos seus rostos quando as voltaram a olhar, era obvio que trabalhar com elas devia ser para eles uma espécie de despromoção disfarçada. Era uma honra para elas trabalhar com eles mas Ahri não ia admitir falhas ou mesmo que eles as tomassem por um bando de miudinhas de escola sem nada que fazer: – Deixem apenas informar que somos sérias no que fazemos. – começou ela – Chegamos aqui sem ajudas e apenas com trabalho árduo da nossa parte. Não o fazemos por nós, fazemo-lo com único objectivo de dar a conhecer a musica dos DBSK em Portugal e leva-los a actuar na Europa.
Nayo viu onde ela queria chegar: – Sabemos que dois deles estão aqui. Mas conhecemo-los ontem e isso não nos vai impedir de continuarmos a ser nós mesmas. Hã?!
Ahri continuou: – Estamos aqui apenas a representar o nosso país, ou vá, as fãs do nosso país. Tencionamos faze-lo o melhor que pudermos. Gostaríamos que nos ajudassem se cometermos erros mas também que nos respeitem.
– Não conhecemos ninguém aqui, – observou Munny – portanto só queremos fazer amigos. Não estamos a ser arrogantes.
Lili aproximou-se e sorriu: – Não se deixem iludir pela aparência delas ou intimidar pelo discurso da nossa líder. – riu – Ela fala com voz de ferro mas é boa pessoa. Leva isto muito a sério. Considero que até tem o dom da palavra por escrever mas é uma louca como resto de nós.
Ahri abanou a cabeça. – Aishhhhh! Obrigadinho por insinuares que ladro mas não mordo.
Todas riram. Os rapazes olharam-nas confusos. Não haviam percebido onde queriam chegar e apesar da arrogância da rapariga do cabelo multicolor demonstrara parecia ser apenas fogo de vista.
Jae acotovelou Changmin: – Fecha a boca.
– A tipa sabe dizer duas coisas.
Jae sorrio: – Pensavas que eram um grupo de desmioladas ou quê? Denotei logo que apenas encobrem o trabalho árduo com um sorriso.
– Acho giro como se defendem umas às outras. – observou Changmin, nesse sentido eram parecidas com eles.
Ahri explicou que iam começar com o Purple Line e que “tentavam” dança-lo como os DBSK. Todos riram.
– As nossas back dancers, no nosso pa´se, não vos devem chegar aos calcanhares, portanto espero que compreendam os nossos erros. – pediu Ahri.
Acabaram por fazer a dança sem atribulações. Apenas Ahri não se sentiu muito a vontade no solo do Yunho por ter que dançar com pessoas desconhecidas a toca-la e ela não estava habituada a tal. Elas davam liberdade e mostravam garra no que dançavam e cantavam e pareciam muito à vontade nisso. Tanto os back dancers como os DBSK, Jae e Changmin dentro e os outros três encavalitados uns nos outros, à porta, a espreitar, estavam pasmados com as vozes, dança e irreverência das raparigas.
Depois da dança Ahri começou com a habitual correcção de falhas: – Oh, Munny! ‘Tas com medo de quê?
– Tas a falar de quê?
– Bem, todas dançaram isto na defensiva. Mas tu, além de estares muito mais na defensiva que elas, também parecias desconfia da própria sombra. – observou Ahri.
Munny olhou Changmin enraivecida, este sorriu e piscou-lhe o olho: – É por causa dele.
Foi como quem acendeu o rastilho a Ahri, Nayo quase jurava ver fumo a sair pelas orelhas dela: – Vamos ver se nos entendemos de uma vez por todas, portanto, vou ser clara. – começou ela em português e apontou Jae e Changmin – Eles e os outros vão, com toda a certeza, estar a ver. Provavelmente meia ou mesmo toda a Coreia porque provavelmente eles vão actuar antes ou depois de nós. Concentrem-se no que estão a fazer e relaxem. Vamos ser nós naquele palco em frente a toda aquela gente. – suspirou – Não nego que haja quem espere que falhemos mas como diz a Nayo: Caguei um índio para o assunto! Portanto, vamos dar o que temos de melhor e cagar para o resto.
Munny cruzou os braços: – Melhor falar que fazer.
– Não me interessa! Vamos fazer de conta que não estão lá ou vá, vamos mostrar-lhes que, no mínimo, cantamos melhor em inglês que eles. – atalhou Ahri
Todas riram e quando olharam para as caras de abismados deles desataram a rir ainda mais.
– Isso, eu tenho firme certeza. – apoiou Nayo.
Os dançarinos olharam-nas perdidos e Lili interveio: – Ela está só a moraliza-las.
– Mais parece que está a dar-lhes um sermão. – observou um deles.
Ahri corou e todos riram.
– Pois. Leader-san da treta. – disse Nayo em japonês.
Ahri fulminou-a com o olhar: – Olha que já não preciso de um avião para te bater! – replicou ela também em japonês.
– Como tu costumas dizer: vais precisar de mim. Mas pronto, não passa nada! – exclamou ela.
– É a tua sorte.
Jae e Changmin tiveram que voltar para a “agenda” deles e elas voltaram aos treinos. Após mais algumas musicas foram chamados para almoçar pois da parte da tarde teriam as gravações de voz e depois os ensaios no palco.
Elas e os dançarinos, já mais ambientados a elas, foram para a cantina onde almoçariam todos juntos. Eles, depois de ganharem coragem, inundavam-nas com perguntas sobre Portugal. Elas respondiam e faziam perguntas de volta.
Na cantina, todas agarraram em pauzinhos para grande espanto deles.
– Muitas sessões de treinos em restaurantes chineses e japoneses. – explicou Suri quando Kwang-Sun, um dos dançarinos, lhes perguntou porque não tinham pedido talheres. Elas riram e eles ficaram sem perceber. Nayo explicou que eram todas viciadas em comida asiática.
– Cheut – Ka – Rak! – exclamou Ahri mostrando os pauzinhos e imitando Yunho. Elas partiram-se a rir e eles riram por ela o fazer tal e qual como ele.

– Ainda bem que isto correu bem. – observou Suri quando saíram da sala de gravações.
– É assim que quero as vossas vozes mais logo. – disse Ahri – Bem libertas.
– Pois... Vem merda daqui mas não passa nada.
– Aishhh! Eu tenho andado a refrear as asneiras. – observou Ahri – Tenta fazer o mesmo.
Munny abraçou-se a Ahri: – A minha mana gémea salvadora.
Elas riram
– Somos todas irmãs! – queixou-se Nayo – Portanto larga lá a Leader-san da treta.
– Nisso concordo com a Nayo. – disse Bony abraçando-se também a Ahri – Larguem a U-kinhas que ela também é minha.
Ahri bateu com a palma da mão na testa: – Se é suposto sermos irmãs porque me sinto como vossa mãe!?
Elas riram e foram trocar-se para as roupas que usariam no programa de TV que iriam aparecer. Nayo foi a primeira a ficar pronta e foi procurar Ahri para que esta a ajudasse com alguns acessórios. Mas não foi bem Ahri que ela encontrou.
Entrou na sala a concertar o chapéu e nem olhou para a frente se não quando chocou com alguém. Meia atordoada apanhou o chapéu do chão e preparou-se para pedir desculpa à pessoa com quem tinha esbarrado enquanto sacudias as calças. Nayo ficou parada sem saber o que fazer ou o que pensar, na sua frente, a sorrir como se não houvesse amanhã, estava o Junsu. Ele continuou a sorrir frente à visível atrapalhação da rapariga. O chão fugia-lhe debaixo dos pés. Havia-se preparado para aquele momento após ter conhecido os outros mas ainda assim ele estava ali na sua frente, lindo de morrer, com aquele sorriso capaz de derreter icebergs, e ela não sabia o que dizer ou o que fazer.
– Oh, meu Junsu! – deixou ela escapar em português mais por automático que por outra coisa.
Não percebendo o que ela dizia, a única coisa que Junsu percebeu foi o seu nome: – Yes. Me Junsu. And you?
Ficou sem perceber se ria ou se se atirava ao pescoço dele como se não houvesse amanha: – Eu falo japonês. – disse ela acabando por decidir poupa-lo à vergonha de falar inglês. – Po... Po... Podes chamar-me Nayomira. Prazer. – disse fazendo uma vénia mais para esconder o quão vermelha estava que por respeito.
Ele esboçou um sorriso ainda maior e ela imaginou-se a derreter. Em breve teriam que vir com um aspirador para a apanharem do chão.
Suri entrou lançada sem reparar que Nayo estava acompanhada: – Olha?! Viste o meu top rosa e branco? Acho que o pus na mochila, será que a Ahri sabe? Viste-a?
Nayo olhou-a com uma vontade interior de a esganar ali mesmo: – Hum, hum! – fez ela fazendo também sinal com a cabeça.
– Tas bem da garganta? – perguntou ela olhando-a preocupada – A Ahri passa-se, ela ta sempre a dizer para termos cuidado com a garganta. Viste-a ou não?
– Estás a fazer figura de urso rivaru-sama. – observou Nayo.
– Huh? Eu? Porquê?
Farta, Nayo, fê-la rodar nos calcanhares e olhar para quem estava atrás dela a rir.
– Ue Kyang Kyang. – riu ele.
Suri apontou-o estarrecida: – Jun... Jun... Jun... Jun...
– Sim, sim. É o Junsu. – disse Nayo em português depois apresentou-a em japonês – Esta é a Suri, outro dos membros do nosso grupo.
– Olá! Eu sou... sou... a Su... a Suri. Muito Pr... Prazer. Toma conta... conta de mim. – disse ela em japonês entre suspiros.
Ficaram os três feitos parvos a olhar uns para os outros: – Ue Kyang Kyang. Vocês estão com medo de mim? – perguntou ele.
Elas sorriram e Nayo comentou para Suri em português: – Se alguém aqui devia estar com medo... esse alguém és tu.
Ele olhou-as espantando: – Perdi alguma coisa?
– Não! – atalhou Nayo corada – Estava só a dizer-lhe que não temos medo. De modo algum.
Ele ficou a pensar uns segundos e depois sorriu: – Tu não és a rapariga que faz de mim?
Suri corou até à raiz dos cabelos. O Junsu estava ali à sua frente, a falar com ela, só podia estar a sonhar: – Sim.
– Tens uma voz bonita. – disse ele. Suri quis um buraco para se enfiar para poder morrer de felicidade. – Também acho que a tua voz é muito bonita. Diferentes mas lindas. – foi a vez de Nayo derreter.
– Obrigado! – disseram ambas ao mesmo tempo e depois olharam-se ameaçadoramente.
Ele sorrio: – Também acho que dançam muito bem, todas. As vossas coreografias são mesmo iguais as nossas. Devem ter trabalhado muito para conseguirem cantar e dançar assim. – disse ele com o seu sorriso de derreter icebergs.
A primeira coisa que lhe veio à cabeça foi a chata da Ahri e de todas as vezes que ela reclamara com elas por achar que não estavam a dançar ou a cantar como eles. Tinham que lhe agradecer, o Junsu ali à sua frente vaia todos os esforços do mundo.
Bony entrou lançada e agarrou-se ao pescoço de Nayo: – Tás tão gira. A U-kinhas?
– O meu Deus! Porque raio é que vocês agem como dementes nestas alturas? – perguntou ela em português apontando Junsu.
– Ah! O Junsu. Olá, eu sou a Bony, Hajimemashite. – disse ela.
Junsu sorrio pela boa disposição da rapariga: – Eu sou o Junsu, Hajimemashite.
– Encontraste-as! – exclamou Yoochun entrando.
– Só faltava este mete nojo! Há sempre alguém para borrar a pintura. – exclamou Nayo em português sendo acotovelada por Bony e por Suri. – Dêem-se por felizes por eu não ter falado em japonês. – elas olharam-na com cara de poucos amigos. – O quê?
Apresentaram-se mais uma vez. E contra as expectativas de Nayo ele foi simpático e até tímido e quando ele corou drasticamente a um comentário mais fofo de Bony, Nayo pensou que ele era um idiota total.
Munny entrou disparada: – Não vão acreditar por quem eu acabei de passar!
Elas apontaram Junsu e Yoochun em conjunto.
– Oh! – disse ela ficando sem palavras. Acabou por os cumprimentar em japonês fazendo uma pequena vénia quase tão vermelha como Yoochun.
Riram e foi a vez de Ahri entrar acompanhada por Lili. Ao verem os rapazes sorriram e cumprimentaram-nos.
– Nós somos as Ritmo DBSK. – apresentou Ahri – Lamento, mas temo ter que precisar delas. Esta é a nossa manager. – apontou Lili que sorriu timidamente – Podem falar com ela caso tenham duvidas.
Empurrou as outras quatro para fora da sala e para os camarins embora elas protestassem: – Moram ao lado deles. Chateiem-nos mais logo. – avisou ela – Agora temos trabalho.
– Leader-san da treta. – resmungou Nayo.
Ela riu. Sentaram-se para serem maquilhadas. Ahri sentiu-se incomodada porque não estava habituada àquele tipo de tratamento. Foram encaminhadas para o palco onde ensaiaram as 3 musicas que iam apresentar e mais uma, caso lhes fosse solicitado. Os dançarinos passearam as roupas e o estilo delas e elas riram envergonhadas. Ficaram a aguardar o momento da verdade juntamente com eles, contando piadas para aliviar o Stress.
Fora-lhes explicado que o MC falaria em japonês para que elas percebessem e que caso o público lhes fizesse perguntas ele traduziria a pergunta e a resposta.


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-.- eu avisei q era seca... gomen!
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MensagemAssunto: Re: [TVXQ]+[Super Junior] Rumo ao Paraíso   Sex Set 10, 2010 4:22 pm

Seca? Eu não achei seca nenhuma ^^
Nee, tenho de voltar a dizer que adoro o humor delas e a disposição Razz
Omo~~ que sorte! Eles a bater-lhes à porta logo de manhã e tomarem o pequeno almoço juntos *I wish it too*
O Jae é mesmo querido ^^ E o Yunho tímido é amor *-* O Changmin é a comédia Razz
Ui! A Ahri puxa mesmo pelas meninas. Mas é uma boa líder, faz bons discursos ^^
Epá, eles ali a ver é mesmo um bom motivo para distracções...
Adorei aquela cena da Nayo chocar com o Junsu e depois ir aparecendo toda a gente para atrapalhar XD

Continua~ *-*

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MensagemAssunto: Re: [TVXQ]+[Super Junior] Rumo ao Paraíso   Sex Set 10, 2010 11:56 pm

Nota da Autora...

Se calhar ando a por isto depressa de mais... dps qd chegar as partes q faltam... sou dizimada por demorar!...
Anyway... o capitulo 5 ainda é mais seca q o quatro... portanto... nem sei q diga... melhora no 6, n se preocupem!
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Capitulo 5
O Grande Momento



Foram informadas para tomarem os seus lugares.
O fumo invadiu o palco e tudo ficou escuro. Ouviram o MC falar em coreano mas sabiam o que ele dizia porque já lhes tinham explicado: – Vindas do outro lado do planeta, estas 5 fãs decidiram criar uma banda cover do Dong Bang Shin Ki para poderem dar a conhecer a música deles. – começava ele – Com uma força de vontade inabalável e uma determinação de ferro, pela primeira vez fora do seu país, aqui estão as portuguesas: Ritmo DBSK!
Conforme as plataformas subiram as suas silhuetas foram iluminadas por luzes fracas dando-lhes o aspecto de sombras no meio do fumo enquanto uma música, que mais parecia a apresentação de um filme épico, tocava de fundo uma voz apresentou-as uma a uma enquanto elas iam sendo iluminadas para mostrar as suas faces.
Nayo levou o microfone aos lábios: – Yoh, Ahri! Let’se get some noise beat!
Saltaram das plataformas para o palco e dançaram um pequeno medley de dois minutes com músicas que não era dos DBSK: Take it to The Floor, Everytime we Touch e Revolution do Filme Tomb Rider, apenas para mostrar as suas capacidades de dança.
Com o ultimo acorde de Revolution, mostrando uma coordenação perfeita, elas já estavam em posição para a próxima música. Assim que os primeiros acordes de Rising Sun se fizeram ouvir os back dancers entraram no palco acompanhando-as na coreografia da música que cantaram em japonês e surpreenderam todo mundo ao dançarem-na como os DBSK haviam feito na Tour Rising Sun, isto é, com a parte de Rock e remix pelo meio.
Após o último “rise up” de Ahri o palco voltou a encher-se de fumo e uma luz suave e avermelhada invadiu o palco ao mesmo tempo que se começava a ouvir Asuwa Kuru Kara. Começaram a cantar em português e terminaram em japonês frente a uma plateia verdadeiramente estarrecida.
Riram de propósito para os micros e correram para trás para os entregarem e trocarem para os microfones de auricular. A voz de Nayo fez-se ouvir quando voltaram, nem mei minuto depois, com os balarinos e luzes púrpuras enchiam o palco de cor e vida: – Now! I see the screen, It looks like Purple Line. Gotta introduce myself.
Dançaram Purple Line com tanta garra que a plateia estava embasbacada. Por dentro, elas continham a vontade de pular e gritar de alegria frente a tais reacções. A música acabou e começou o final de Hug e elas fizeram a saída do final do Hug com os O’s. As luzes ficaram mais fortes mostrando que a performance acabara, a plateia explodiu em aplausos e o MC veio ter com elas. Agradeceu-lhes a actuação e elas cumprimentaram-no e agradeceram de volta e apresentaram-se em coro, Ahri massacrara-as para que aquilo saísse perfeito.
– Hai, Ritmo DBSK desu! – exclamaram elas fazendo uma vénia à plateia e às câmaras.
O MC convidou-as a sentarem-se e elas assim o fizeram, na mesma ordem que os DBSK costumam ficar.
– Relembrem-nos quem é quem e qual o membro que representam. – pediu o MC.
– Olá, eu sou a Suri, Sasurinda, e represento o Xiah Junsu.
– Olá, eu sou a Nayo, Nayomira, e represento o Micky Yoochun.
– Olá, eu sou a Bony, Ichigo Bony, e represento o Hero Jaejoong.
– Olá, eu sou a Moon, Munny, e represento o Max Changmin.
Ahri sorrio de si para si ao pensar o que lhe custava dizer aquilo sabendo que ele estava com toda a certeza a ouvir aquilo, imaginou o sorriso de vitória de Changmin e riu.
– Olá, eu sou a Ahri, Ahriana, e represento o U-Know Yunho.
A audiência aplaudiu e o MC olhou-as: – Os vossos nomes não parecem portugueses.
Elas riram e foi Nayo quem explicou: – Não. São os nossos stage names.
– Ah! E podemos saber os vossos nomes? – perguntou ele
Ahri riu: – Usamos os nossos stage names porque... Bem... A maioria de nós assim prefere.
– Não podem dizer? – perguntou ele espantado.
Elas riram e olharam-se e voltaram a rir.
– Acho que vou precisar de ajuda para vos arrancar alguma coisa. Os próprio Dong Bang Shin Ki! – exclamou ele
A plateia foi ao rubro e elas encolheram-se nos seus lugares. Raios, não esperavam por aquilo tão cedo.
Fez-se ouvir Hey! Don’t Bring me Down e elas ficaram ali coladas ao lugar não acreditando que estavam a assistir a uma actuação ao vivo dos DBSK. Era tão diferente que parecia que estavam no paraíso. Podiam morrer ali que não importava. Após cantarem também Wrong Number, juntaram-se a elas no sofá em frente ao seu.
Eles apresentaram-se oficialmente e elas cumprimentaram-nos de volta.
– Bem. – começou o apresentador – Elas não nos querem dizer os nomes delas – explicou ele com um sorriso trocista.
– Eu sei que ela se chama Melanie! – exclamou Changmin apontando Munny. Esta quis um buraco para se enfiar e outro para o enfiar a ele e poder cobrir de terra.
– Hã? Vocês já se conheciam? – perguntou o MC confuso.
Foi Yunho a responder: – Conhecemo-nos ontem.
– Wa! – exclamou o apresentador – Como foi? – perguntou ele para elas.
Foi Bony quem se adiantou: – Não muito bom. – a plateia fez um “O” de espanto – Calma, foi porque a Ahri estava doente e eles ajudaram-nos.
– Wa! Muito responsável da parte deles. – observou o MC
A plateia bateu palmas e os rapazes sorriram.
– Então eles sabem os vossos nomes? – perguntou o MC, elas abanaram a cabeça negativamente.
– Só o dela. – observou Changmin.
Munny jurou a si mesma que ele pagaria caro por aquilo.
Farta da palhaçada, e antes que Munny se atirasse ao pescoço de Changmin para o esganar, ou fosse ela própria a tomar a iniciativa, Ahri resolveu quebrar o misticismo: – Não é grande segredo. A Suri chama-se Sandra, a Nayo chama-se Filipa, a Munny, como ele disse, chama-se Melanie, a Bony chama-se Tatiana e eu sou a Margarida.
As outras olharam-na reprovadoramente e disseram em coro: – É a Susana!
O MC olhou-a sem perceber: – Como assim?
– Ela chama-se Susana Margarida. Mas não gosta do nome Susana tal como a Munny não gosta de Melanie. – explicou Nayo e as outras riram. – Tratamo-la por Sana e à Munny por Milu. Embora agora só usemos os stage names entre nós.
– Há! – fez o apresentador – Continuam a ser difíceis de pronunciar. Como é novamente?
Ahri foi apontando uma a uma enquanto dizia os nomes: – Sandra, Filipa, Tatiana, Melanie e Margarida.
– Porquê esses stage names? – perguntou ele.
Suri sorrio: – Elas arranjaram nomes fixes. O meu foi mais na vertente cómica. Algo típico português. A Ahri é que diminuiu Sasurinda para Suri.
– Nayomira fui eu que inventei por causa de umas logins. É um jogo de palavras, mas acabou por ficar e eu gosto. – explicou ela.
– Bony Ichigo por causa de um anime que gosto e nunca mais mudei. – explicou Bony com o seu típico sorriso deslumbrante.
– Munny...
– Porque é a aluadinha do grupo! – exclamou Nayo levando uma palmada nas costas de Munny.
– O diminutivo de Melanie é Milu e de Milu passou a Munny. A Ahri diminuiu para Moon por diz que sou a outra parte dela. Somos muito parecidas. – riu ela. Ahri abraçou-a.
Vendo que todas a olhavam: – Ahri é o diminutivo de Ahriana.
– Ela é escritora. – informou Bony – Ahriana, pelo que sabemos é o nome de uma personagem das historias dela.
– Wua! – exclamou o apresentador – Escritora, canta e dança. Aqui está uma mulher de muitas qualidades.
Ela sorrio e corou. As outras riram. Ahri ficou grata por não ter que explicar-se quanto à parte da escrita ou quanto ao verdadeiro significado daquele nome. Yunho olhou-a de lado, aquele nome... Quem raio era aquela miúda?
O MC virou-se para os DBSK: – Que acharam da actuação delas?
Junsu foi o primeiro a falar: – Cantam bem.
– E também dançam bem. – completou Jae com um sorriso.
– Estamos muito felizes de ter fãs tão dedicadas a nós. – disse Yunho.
– Obrigado. – disseram todos em coro.
Yoochun falou a seguir: – Fiquei espantado por as ver a dançar tal como nós. – disse ele – Nota-se que gostam do que estão a cantar e a dançar.
– Espantou-me mais elas também cantarem. – atalhou Junsu – Tem vozes muito bonitas.
– E fazem os mesmos truques e posições que nós. – continuou Changmin.
Jaejoong riu: – Achei muita graça que a Ahri faça, inclusive, as mesmas expressões do Yunho quando dança, em especial no Purple Line, quando canta a seguir ao “Yo, check it!”
Elas desataram a rir e Ahri corou até à raiz dos cabelos.
– Na verdade não o está a imitar. – corrigiu Bony.
– Ya. É mesmo a expressão dela. – concluiu Munny – Também achamos muita piada quando reparámos.
– Como te sentis-te ao vê-la? – perguntou o MC a Yunho. Ahri quis um buraco para se enfiar – Ela está envergonhada. – riu ele da expressão de pânico de Ahri.
Yunho pensou um pouco: – Foi tipo: Wow! Ela dança bem e depois olha eu faço aquilo e olha, aquilo também.
– Eu acho que ela chega a dançar melhor que ele. – observou Junsu.
Yunho olhou-o fingindo-se indignado: – Engraçadinho.
– Quando a SM vos disse que vinham cinco raparigas de Portugal que eram a vossa banda Cover, que pensaram? – perguntou o MC.
Eles riram: – Confesso que pensei que eram um grupo mais amador. – confessou Jaejoong.
– O Junsu olhou o Manager e disse: “De Portugal?! WOW. Também somos conhecidos lá? Fixe!” e depois olhou para mim “Onde é Portugal? Na Africa?” – explicou Changmin. Junsu bateu-lhe.
Elas partiram-se a rir e Junsu corou: – Eu estava a confundir com um país na Africa.
– Tu pensavas que era uma cidade. – atalhou Changmin.
– Não pensava nada. – barafustou o outro.
– Eu fiquei surpreendido por elas falarem japonês e por perceberem Coreano. – explicou Yunho.
O MC olhou-as espantado: – Verdade?
– Bem. – começou Ahri – Eu estou a aprender coreano e a melhorar o meu japonês. Mas a Bony é quem percebe mais e fala mais coreano. O resto fala japonês e percebe umas palavras de coreano, tal como eu.
Bony sorrio: – O meu namorado é coreano.
– Sério? Ah! E vocês? Tem namorado?
Elas negaram com a cabeça e Changmin sorrio secretamente de si para si. Então elas eram solteiras. Porreiro.
O MC voltou ao assunto anterior: – Afinal quantas línguas falam vocês? – elas olharam-se e riram – Quem fala mais línguas?
Todas apontaram Ahri. Ela riu-se.
– Que línguas falas?
– Português... – as outras partiram-se a rir – Falo bem melhor que vocês! – resmungou ela.
– Ela acha que fala bem! – comentou Nayo.
– Pronto. Falo espanhol, italiano, japonês, inglês e francês. – respondeu Ahri corada.
– WOW! Podes dizer qualquer coisa em todas elas? – perguntou o MC – Tipo... Adeus!?
– Sayoonara, Arriverdeci, Adieu, Asta despues e Good Bye. – disse ela.
Eles riram mas Bony fez-se ouvir: – Ela está a brincar mas o inglês dela é realmente muito bom.
O MC riu: – Bem já que o Yoochun esteve na América: ela fala e ele traduz.
Nayo sorrio, o estronço ia ver como se falava inglês correcto. Ahri soltou uma gargalhada e Yoochun sorrio: – Well, I’m Ahriana and we are Rhythm DBSK. We are the Portuguese cover group for Dong Bang Shin Ki. We are very happy to finally be able to meet them and show our hard work to everyone. By the way, Portuguese fans: We have done it! Thank you for your support. We would also like to thank SM for presenting us with this unique opportunity.
Ouviu-se um “WOW” geral e o espanto estava estampado na cara de todos os DBSK. Elas regozijaram-se por provarem que falavam melhor inglês que eles todos juntos. O MC olhou-a francamente espantado: – O teu inglês é mesmo muito bom.
– Ela tem uma pronúncia muito correcta. – observou Yoochun
Ahri corou violentamente: – Obrigado.
– Já moraste em algum país de língua inglesa? – perguntou o MC.
– Não. Salvo uma visita de 4 dias e outra de 3 dias a Vigo, Espanha, esta é a terceira vez que saiu do país. – respondeu ela corada.
– Ela está corada! – riu o MC quando se ouviu mais um “Ah!” da plateia.
– Mas elas também falam muito bem inglês. – explicou Ahriana tentando livrar-se das atenções – A Nayo, por exemplo fala muito melhor espanhol que eu. Elas voltaram a rir.
O MC olhou os cartões que tinha na mão: – Vocês são fãs deles, portanto, devem saber todas as qualidades deles. No entanto, gostava que nos dissessem algo que não gostem neles.
Eles riram e elas quiseram desaparecer. Olharam-se e depois para Ahri.
– Hei! Porquê eu? – perguntou ela ofendida.
Todos riram.
Munny resolveu salvar a situação: – Bem, o inglês deles é terrível. – disse ela vermelha como um tomate. Voltaram todos a rir
Ahri acabou por falar: – Há outra coisa que acabei de me lembrar por termos falado há pouco em francês. Desde que vi as filmagens do Photobook em Paris que lhes gostava de dizer algo. – as outras desataram a rir em antecipação, eles olharam-se com um bocado de medo pelo que poderia sair dali. – Na verdade não se diz bonzou! Mas sim Boujour! O “r” pronuncia-se e o “o” e o “u” lêem-se como “u” ou seja Bonjour quase como se tivesse um “e” no fim.
Partiram-se todos a rir mas Junsu e Yoochun mais que os outros visto serem eles os directos implicados. Ela falara com tanta convicção, parecia mesmo que os estava a ensinar.
– Vá! Digam lá correcto! – incitou o MC ainda a rir.
– Bonzour. – disseram eles.
Ahri abanou a cabeça: – Não! Não se diz “z” mas sim “j”, “jeee”. – corrigiu ela – Bonjjjourre.
– Bonjour! – disseram eles ainda com uma pronuncia estranha mas bem melhor que o original.
Todos bateram palmas e Jae levantou-se apontando Ahri: – A nova professora de Francês dos DBSK!
– Toma bem conta de nós. – disseram eles fazendo uma pequena vénia e tanto o MC e a audiência como elas se partiram a rir.
– Que mais fazem vocês alem da musica? – perguntou o MC.
– Eu estudo medicina e vivo em Salamanca, Espanha. – explicou Nayo.
– Oh! Deve ter sido difícil coordenar os ensaios. – observou o MC
– Arranja-se sempre. – explicou ela.
– Ela mora sozinha há 3 anos! – exclamou Bony.
– Wah! – exclamou o apresentador – Deve ser difícil.
Ela sorrio: – Quem corre por gosto não cansa.
Elas riram.
– E as outras?
– Nós estudamos também e a Ahri trabalha. – explicou Suri.
– Então... Que idades tem vocês? – perguntou o MC curioso.
Suri Sorrio: – Eu tenho 20!
– 21. – disse Bony.
– 20. – disse Nayo.
Ahri e Munny olharam-se e apertaram as mãos:
– 16.
– 26. – disseram ambas ao mesmo tempo. Ahri desejou enfiar-se debaixo de uma pedra.
– A mais velha e a mais nova. Que giro. Vocês parecem muito amigas. – observou o MC.
– Elas tratam-se por gémeas. – observou Bony.
– São irritantemente parecidas. – informou Nayo, todas riram novamente.
O MC olhou-as espantado: – Há uma grande diferença nas vossas idades. Isso não é problema?
Elas sorriram: – Ali a leader-san comporta-se como se tivesse a nossa idade na grande maioria das vezes! – observou Bony.
– Apontem lá defeitos vossos! – pediu o MC
– Ela é muito mandona! – exclamaram todas ao mesmo tempo apontando Ahri.
– Aishhhh! Até parece! – exclamou ela. Todos riram. – Ela diz muitas asneiras! – exclamou ela apontando Nayo.
– Mas tu também! – ripostou a outra.
– Bem... pois... – confessou ela e todas riram.
O MC sorrio: – Nota-se que o ambiente entre vocês é muito bom.
– Esquecemo-nos de dizer que ela é mesmo muito mandona e chata. – disse Munny.
– Cala-te que não me ficas nada atrás! – ripostou Ahri e voltaram todas a rir-se – Rirmo-nos é uma maneira de suplantar exigências dos estudos e do trabalho. – observou ela – Somos muito unidas talvez por termos muito em comum e a idade nunca foi uma barreira, aliás, apenas motivo de brincadeiras.
– Godzilla! – exclamaram elas em coro e Munny e Bony abraçaram-se a ela enquanto as outras lhe davam palmadinhas nas costas e os DBSK e a plateia riam.
– Godzilla? – perguntou o MC meio chocado.
Elas riram ainda mais e Ahri apressou-se a responder antes que as outras se adiantassem: – É uma piada por causa da minha idade.
Acabaram por rir ainda mais.
– Agora, a pergunta da noite! – começou o MC, elas olharam-se preocupadas. Que raio ia sair dali? – Como fãs dos DBSK, qual é o vosso preferido?
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MiyaHaru
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MensagemAssunto: Re: [TVXQ]+[Super Junior] Rumo ao Paraíso   Sab Set 11, 2010 2:58 pm

Uahu só agora li os capitulos todos e digo-te está brutal!
Escreves bastante bem *.*
Adoro a historia que a fic tem e pelo o trailer estou aflita para ver a continuação

Adoro como elas ficam evergonhadas quando vêem um deles
aish mas também não é para menos eu tambem ficava assim se visse o Junsu aiiiiiiiii*.* adoro a voz dele!!

Por favor continua *.*
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LaLa
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MensagemAssunto: Re: [TVXQ]+[Super Junior] Rumo ao Paraíso   Sab Set 11, 2010 9:09 pm

Eu não achei seca nenhuma o outro capitulo
Elas são mesmo engraçadas

Ohh quem me dera assistir a uma actuação dos DBSK assim coladinha a eles
Opa o Changmin e a Munny aquilo ainda vai dar muito molho
Ele è tão fodinhas

Com aqueles elogios todos tambem eu me escondia debaixo da terra
Achei fofa a parte de elas se "criticarem" umas às outras.
Nehh agora fiquei naquela para saber quais são so preferidos delas.
Continua sim ?^^
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MensagemAssunto: Re: [TVXQ]+[Super Junior] Rumo ao Paraíso   Dom Set 12, 2010 6:29 pm

Bem... como n tenho nada para fazer.... -.-' Sim Nayo! Sei que tou sou uma desocupada... mas juro q tou a terminar o bendito 11º capitulo!

Mais uma vez muito obrigado a todas por gostarem! Fico feliz que o meu trabalho vos agrade.
Ainda assim, neste novo capitulo aparecem algumas personagens que faltavam mas ainda falta a personagem surpresa desta fic! Sei que vão olhar para o titulo do capitulo e pensar exactamente... o titulo do capitulo! Mas qd acabarem de ler... vão perceber! Muahaha
Aviso já que isto é grande como tudo... mas daqui para a frente vão ser ainda maiores!

Aqui fica o sexto capitulo!....
____________________________________________________________________


"Mesmo que não pertenças ao mesmo mundo que o meu, pertences ao mesmo desejo de o encontrar"
Liliana Jardim


Capitulo 6
WTF? o.O


Como define alguém o destino?
Aquele olhar ou mesmo a voz?
Qual estela brilhante na noite da minha vida... Não! É a lua. Não consigo explicar o calor que sinto no peito ou a vontade de gritar. Mas porquê?
Nunca pedi nada a ninguém, não estou habituada a faze-lo. Porque me ajudaria alguém? A troco de quê? Pedir ajuda. A mim, estas duas simples palavras são estranhas. Pedir ajuda. O que raio é isso? Sempre quis saber como se pede ajuda mas nunca consegui tal resposta. As palavras não saem da minha boca quando o tento fazer para mim. Pedir ajuda para alguém é a coisa mais fácil, ajudar outro é ainda mais. Talvez seja por isso que nunca o fiz. É uma questão de dia e de noite. Todos vêem o dia de mim, porque se preocupariam com a noite? É a noite que dormimos e os outros dormem na noite de mim. Apenas não os quero acordar. Fica mal. Além de que não passa de uma preocupação infundada e banal, não é a vida deles, que direito tenho eu de os preocupar com tal insignificância?
Para mim a solidão é a minha sombra e vai ser até que morra, sempre assim foi e sempre vai ser. Nada vai mudar para quê preocupar-me com o resto. Vou deixa-los viver as suas vidas na paz que querem e ajuda-los no que puder.

****


Elas olharam-se e depois sorriram. Nayo tomou a iniciativa: – Bem, não seria justo da nossa parte faze-lo. Gostamos de todos os DBSK e é por isso que fazemos o que fazemos.
Os DBSK aplaudiram e com eles a plateia e o MC.
– Pelas vossas reacções esta resposta estava planeada. – observou o MC
– Não estava planeada. – começou Ahri – Somos um grupo Cover dos Dong Bang Shin Ki, era natural que, mais tarde ou mais cedo, essa pergunta nos fosse feita. Optamos por apenas revelar um dos nossos preferidos, o que mais gostamos: Todos!
As perguntas continuaram, desta vez para os DBSK, até que o programa estava quase a acabar.
– Como estamos quase a chegar ao fim e elas vieram de tão longe, será que podiam cantar algo com elas? – perguntou o MC aos rapazes.
– Pode ser. – respondeu Changmin antes que mais alguém tivesse sequer tempo de pensar e adiantando-se aos outros.
O MC sorrio de orelha a orelha: – Eu soube que Love in Ice foi a vossa cover de Debout. – disse voltando-se para elas – Podiam cantar essa.
Entre a totalidade de choque e o coma súbito nenhuma delas se atrevia a responder. Não se interessavam com a cara que estariam a fazer: QUERIAM QUE ELAS CANTASSEM COM OS DBSK! O mundo estava louco, começara a andar ao contrário, as galinhas tinham dentes e os porcos voavam com elefantes, gatos ladravam e cães miavam... Já nada fazia sentido.
Após o que lhes parecera uma eternidade mas não passara de um minuto, Ahri tentou salva-las: – Mas nós cantamo-la em p... português e em japonês.
– Mas podemos canta-la toda em japonês! – exclamou Bony com um sorriso de orelha a orelha.
Pela primeira vez desde que a conhecia, Ahri, teve vontade de esganar Bony e de a fazer engolir o sorriso estúpido.
Jae olhava Ahri sorridente: – Vamos cantar aos pares. Cada um canta a sua parte juntamente com a sua representante.
Elas olharam-se. Será que ele não se apercebia que as vozes não eram assim tão compatíveis? Ahri sempre lhes dissera para cantarem com as suas vozes e para não os tentarem copiar, no entanto, nunca contara que algo assim pudesse suceder, nem no mais louco dos seus sonhos.
Jae levantou-se e agarrou nas mãos de Ahri e Bony e fê-las levantarem-se também. As outras seguiram o exemplo deles bem como os restantes DBSK.
Changmin passou o braço por cima dos ombros de Munny: – Podes sempre sorrir. – observou ele em voz baixa – Com uma cara tão linda e uma voz tão bonita devias sorrir mais.
Ahri olhou-a por cima do ombro e sorrio. Com Ahri ali para a defender, Changmin não perdia pela demora e foi isso que a fez sorrir de orelha a orelha. Ficou entre Changmin e Yunho e pensou que por uma vez na vida Changmin tinha valido para alguma coisa.
Após o MC os ter apresentado oficialmente a música fez-se ouvir e começaram a cantar em japonês com Jae e Bony como exemplo.
Munny ficou alheada a tudo, não que não gostasse a 100% de Changmin, ele pura e simplesmente a irritava por terem feitios tão parecidos. A expressão dele mudava tão completamente quando cantava que ela não pode deixar de ficar deslumbrada com a força da voz dele contrabalançada com a calma e serenidade de Yunho do outro lado. No entanto, a paixão pelo que faziam e cantavam era a constante em cada nota e em cada palavra. Paixão em palavras.
Bony sorria como se não houvesse amanhã. Entre Changmin e Jaejoong, ela achava-se a pessoa com mais sorte do mundo. Eles eram as vozes mais fortes do grupo e ela sentia-se fraquejar cada vez que olhar intenso de Jae cruzava o seu. Quando ele a abraçou sentiu-se tonta e por pouco não se esquecia da letra da música, aliás, por pouco não se esquecia de respirar.
Afastada de Junsu, Nayo, tinha vontade de esganar Yoochun. Mas estar a cantar ao lado de Jaejoong compensava ter que estar ao lado de Yoochun. Era como se não se tivesse levantado nessa manhã e ainda estivesse a sonhar, estava a cantar com os DBSK e nem o emplastro que tinha ao lado ia apagar essa grandiosa sensação. As palavras saiam dos seus lábios mas não eram pensadas, saiam por automático, não conseguia pensar naquele momento, quando viu os outros membros abraçarem as amigas sentiu o braço de Yoochun rodear-lhe os ombros. Queria bater-lhe para que ele se afastasse mas ele abraçava-a à distância. Olhou-o desarmada e surpreendida e ele sorriu. Teria ele percebido que ela não o suportava? Tanto melhor, assim já sabia que podia muito bem ir pentear macacos a chateá-la. No entanto, não conseguiu evitar sentir-se esquisita ao ouvir a voz dele ali tão perto dos seus ouvidos, era quente e ele cantava com tanta emoção que ela começava a sentir-se irritada novamente. Porquê ele? Porquê ela?
Suri sorria tanto quanto estava vermelha. Cantar ao lado de Junsu era algo que ela não conseguia descrever por palavras. Ele era ainda mais lindo e fofo visto de perto e quando a abraçou sentiu-se chegar ao paraíso, só por si o abraço já era mais que o que ela alguma vez sonhara mas quando ele cantou olhando para ela com o sorriso mais lindo que alguma vez vira pensou que ia desmaiar de tanta felicidade. Algo assim não era real, era impossível, uma impossibilidade doce mas ainda assim uma impossibilidade que ela tocava.
Ahri, ao lado de Yunho, tinha medo sequer de olhar para ele. Concentrava-se pura e simplesmente em cantar e não se queria enganar. No solo de Yunho olharam finalmente um para o outro e ela ficou tão presa aquele olhar que foi como se o resto do mundo desaparecesse. Aquele olhar penetrante, aquela expressão e mais uma vez aquela sensação de Dejavu que começava a irrita-la. A música terminou e ela reparou que todos haviam abraçado a sua representante menos Yunho. “Uuuu! Começamos bem!” pensou ela “Devo aparentar uma qualquer doença contagiosa. Ou o tipo não me curte nem a lei da bala ou realmente se está nas tintas para a minha medíocre existência. Tens sorte de estarmos em público, porque se não estivéssemos...” enquanto pesava para si teve vontade de lhe dar um pontapé numa canela, no mínimo, “Quem pensava ele que é?” Imaginou Nayo a responder à sua pergunta mental: “Tipo, se calhar ele só é o Yunho dos DBSK, oh Cumida!” sorrio abertamente enquanto agradeciam ao público e regressaram todos juntos aos camarins onde Lili as esperava entusiasmada.
Ela olhou-as muito sorridente
– Que foi? – perguntou Nayo – Porquê o sorriso estúpido? – ainda estava de mau humor por Yoochun a ter abraçado, ao longe, mas ainda assim havia-a abraçado.
Lili ignorou o sarcasmo da amiga: – A SM quer fazer-nos uma proposta. – disse ela
– O quê? – perguntaram as cinco ao mesmo tempo.
– Sim! – respondeu ela – Querem que vocês filmem um Drama com eles!
– O QUÊ? – perguntaram os dez ao mesmo tempo.
Ela olhou-os sorridente: – Não é fixe?
– Como?
– Porquê?
– Quando?
– Quem foi?
– Não é um bocado súbito?
– Foi por isto que viemos?
– Eu nunca representei!
– Eles estão loucos.
– Há qualquer coisa que não está bem!
– Podiam ter avisado.
– Mas porquê?
– PAREM! – gritou Ahri e todos a ficaram a olhar atónitos – Tanta porcaria de tanta pergunta está a pôr-me louca. Parem de falar para monte.
Changmin revirou os olhos: – Olha outra stressada. – disse à boca baixa.
Ahri ouviu-o: – Tu! Baixa a bolinha que eu não me chamo Munny para aturar as tuas bocas. – disse ela apontando-lhe o dedo – Eu também gosto de brincar mas a paciência tem limites e a minha está no limite. Respeitinho, meu menino!
– Uuuuuu! – fizeram as outras cinco ao mesmo tempo. Tinham estado à espera daquele momento. Ahri passara-se em frente a eles, ia ser giro.
Yunho olhou-a de lado: – Ele estava a brincar. Evitar de ser tão dura com ele, estás a exagerar. Tenho que confessar que ele tem razão, estás a ser um bocado para o stressada.
– Eu? Pelo menos demonstro emoções, senhor-eu-sou-importante. – pôs as mãos à cabeça e respirou fundo fazendo pressão sobre a testa. Tinha de se acalmar. Voltou a respirar fundo e apertou a cana do nariz, junto das sobrancelhas, antes de olhar Yunho nos olhos, quando o fez o outro ficou paralisado e afastou-se um pouco involuntariamente tal era a força do olhar dela, o olhar que eles reconheciam como olhar assassino. – Primeiro, stressada é a tua avó. Segundo, lamento se me excedi mas eram vocês que se comportavam que nem crianças. O Changmin pica a Munny de propósito porque sabe que ela vai começar também a pica-lo, mas eu sou diferente. Parem de se comportar que nem putos de cinco anos e olhem a vossa volta e vejam onde estão. – disse ela – Agora que os ânimos arrefeceram mais qualquer coisa podem começar por esperar que a SM nos dê algumas respostas em vez de se porem na peixeirada! Não? – perguntou ela e o silencio cortante da sua plateia embasbacada foi a resposta.
Todos olharam em volta. Jae sorrio e passou um braço a volta dos ombros dela: – Esperei tanto tempo por ti! – exclamou ele.
Todos o olharam espantados e Ahri olhava-o de queixo caído: – Na... Nani? – articulou ela.
– Bem, estava há uma eternidade há espera de alguém que conseguisse calar o Yunho e o Changmin ao mesmo tempo. – observou ele e Ahri corou até à alma – Que giro, ficas envergonhada sempre que te fazem um elogio?
Se tal ainda era possível, Ahri corou ainda mais e sorrio finalmente.
– A nossa U-kinhas é uma kida quando quer. – observou Bony abraçando-a
Jae sorrio confuso: – U-kinhas?
Bony sorrio-lhe de volta: – É como eu lhe chamo.
– Tens um sorriso muito bonito. O teu namorado é um tipo de sorte. – elogiou Jae. Na verdade sentia um pouco de inveja, ela era muito bonita, o sorriso dela era a cereja no topo do bolo.
Bony corou surpreendida: – Obrigado.
– Hei! Estar a ser abraçada pelos dois Jaes é uma sensação muito boa... Mas preciso de respirar. – observou Ahri.
– Desculpa, U-kinhas! – pediu Bony afastando-se.
Ahri olhou Jae: – Sim?
– Nem sonhes! Passas-te a ser a minha melhor amiga! – exclamou ele – Os outros que se roam de inveja!
– Nani?
Ele sorrio simplesmente em resposta.
O homenzinho baixo voltou a aparecer: – Confesso-me surpreendido com o vosso desempenho. – disse ele – Portanto a SM tem uma proposta para vocês.
– A Lili já nos contou. – observou Ahri – Queria-mos era saber melhor em que consiste tudo isto e as condições para tal!
“Raios, que a tipa é osso duro!” pensou Changmin “Com tanto gelo, devia era estar num frigorífico para não derreter.” Concluiu ele não se atrevendo, no entanto, a dizer por palavras o que pensava. Mas Ahri ainda lhe lançou um olhar cortante percebendo o conteúdo dos seus pensamentos. “Gelada, mesmo!”
– Oh! Claro. Sigam-me! – pediu ele. Os rapazes preparavam-se para as acompanhar – Vocês não precisam de vir.
– Não? – perguntou Junso surpreendido.
– Também queremos saber o que se passa. – observou Yoochun – Pelo que parece também nos diz respeito a nós.
– O vosso manager vai explicar-vos o que se passa. – disse o homenzinho – basta que aguardem um pouco.
Changmin olhou o homem desconfiado. A SM não fazia propostas daquelas a troco de nada, tinha a certeza que se preparavam para impor-lhes condições absurdas: – Ainda assim – passou um braço pelos ombros de Suri e outro pelos de Nayo – Não queremos deixar as nossas novas amigas. Sentimo-nos responsáveis por elas. – disse ele com o sorriso mais querido que pôde fazer.
O homem olhou-o sem saber o que dizer. Eles não eram de pedir nada: – Eu...
Jae estreitou Ahri: – Pois!
– Yep! Não vamos sem elas! – disse Junsu abraçando Munny.
– Elas não vão sem nós! – corrigiu Yunho abraçando Lili, que o olhou chocada. Ele sorrio ternamente – Certo?
– S... S... Sim. – respondeu ela. Yoochun abraçou Bony para confirmar as palavras dos amigos.
Sem muito a fazer contra os meninos bonitos da SM, o homenzinho, Dong Sung Oh, acabou por consentir que todos o seguissem. Perguntava-se sobre a razão da teimosia dos rapazes mas também não tinha que esperar muito para descobrir. Mal haviam chegado vinda de onde o diabo perdera as botas, os pequenos demónios já começavam a semear a discórdia.
Yunho virou-se para Changmin em coreano enquanto seguiam o homem, e perguntou em voz baixa: – Estás a pensar no mesmo que eu?
– Eles vão tentar engana-las! – respondeu Changmin também baixo.
Bony ficou quieta no seu canto sem dar a perceber que ouvira a sua conversa, melhor, que entendera a sua conversa.
Junsu aproximou-se deles com Munny: – Porque é que tu ficas com duas? – perguntou ele em japonês.
Yoochun riu: – Nunca estás contente. De que te queixas tu? Para lá de falar como se elas fossem objectos.
Junsu franziu o sobrolho: – Tas a falar mas também estás agarrado a uma!
– Junsu! – exclamaram os 4 ao mesmo tempo.
– O quê? – perguntou ele – Que fiz eu?
Munny riu e ele olhou-a: – Eles estão a brincar. – disse ela.
– Já te disseram que és linda!? – perguntou ele subitamente sério.
Ela corou: – Já. Mas gostei mais de ouvir agora.
– Hei! – exclamou Changmin.
Junsu e Munny riram. Ahri sorrio.
Na reunião foram informadas que trabalhariam com os DBSK num projecto de 6 meses, um Drama do estilo épico, e seriam remuneradas por isso. Changmin entreviu quando Dong Sung Oh lhes disse o pagamento.
– Isso é pouco! – exclamou ele.
– Elas não têm experiência. – observou o outro
Yunho tomou a palavra: – Uma coisa é não ter experiencia, outra bem diferente é extorqui-las!
Elas olharam-se: – Alguém sabe o ordenado mínimo aqui na Coreia? – perguntou Ahri baixinho em português
– Não faço a mais pálida ideia. – respondeu Munny
– Vocês opõem-se a aceitar-mos o salário mínimo? – perguntou Ahri.
Elas olharam-se: – Só podes estar no crlh do gozo? Achas? – perguntou Nayo. – Nós é que lhes devíamos pagar a eles!
Elas riram.
– Até concordo com a Nayo mas ponho de lado a parte das asneiras. – observou Suri – O que quer que seja que nos paguem está bom! Estamos a trabalhar com os DBSK.
– Yep! – disse Bony – Tanto me faz.
– Vamos dizer-lhes... – mas calou-se quando reparou que todos os olhavam e falou em japonês – Desculpem. Estávamos a deliberar sobre o assunto.
Eles olharam-se mas foi Junsu a falar: – A vossa língua é mesmo esquisita.
– Olha quem fala. – observou Nayo em português – Lá porque vocês tem língua de cão nós não temos a culpa.
– Nayo!
– Eles não me percebem!
Munny revirou os olhos: – Ainda assim.
– Que decidiram? – perguntou Dong Sung Oh.
Ahri olhou as amigas e elas acenaram afirmativamente: – Um ordenado normal parece-nos mais que aceitável.
– É pouco! – exclamaram os 5 ao mesmo tempo.
Dong Sung Oh abanou a cabeça: – Pagamos-lhe o que pagamos a artistas em Debout. E não posso subir mais que isto.
Antes que eles falassem Ahri fez-se ouvir: – Está bom!
– Nem sabes quanto é. – observou Changmin.
– Não estamos aqui para extorquir ninguém. – disse Munny.
Changmin ia para abrir a boca mas Yunho e Ahri olharam-no de lado: – Já ouviram falar e liberdade de expressão?
Após mais uns minutos a deliberarem sobre o quão baixo era o que lhes iam pagar, Dong Sung Oh, acabou por informa-los que outros actores da SM iriam contracenar com eles mas que os nomes seriam revelados mais tarde.
Após saírem da reunião foram para os camarins trocar de roupa e voltaram para casa.
Foram todo o caminho a reclamar e quando chegaram ainda tinham cara de enterro.
– Nem devia comentar, mas vocês começam-me a irritar e quando eu começo a rimar é porque não há raios que me consigam parar... Ok! Tou-me mesmo a enervar... Ai! O car****. Esta merda vai acabar? Ok vou deixar de falar. FDX! – exclamou Ahri enervada enquanto cortava peito de frango em pedaços – Não tem porque se chatear, eles devem estar a chegar e de certeza que vos vem visitar. Estou-me realmente a enervar por estar sempre a rimar. Vou-me calar. Ai o car...
– Percebemos a ideia. – disse Bony, enquanto brincava com uma cebola, antes que Ahri concluísse a asneira – Mas é fácil falar. Eu por exemplo não acredito que cantei ao lado do Jae.
– Em vez de brincares com isso, descasca-a. – observou Ahri.
– Chata.
– Perva.
– Pois sou! – disse Bony com um enorme surriso e começou a descascar a cebola. As outras estavam basicamente deitadas em cima da mesa da cozinha com os queixos apoiados nas mãos, pareciam realmente ter chegado de um funeral.
Ahri colocou a carne no Wok e começou a cortar picar a cebola: – Aishhhh! Larguem esses maus génios. Cantamos com eles! Já não é mau.
– Fala por ti! Não tiveste que cantar ao lado do Yoochun. – observou Nayo irritada.
Ahri lançou-lhe um olhar malandro: – Por onde queres que comece?
– Leader-san da tretonia! Cala-te! – exclamou a outra de mau humor
– Bem me parecia.
Munny apontou o forno: – Cheira bem.
– O bolo! – exclamou Ahri abrindo o forno e suspirou – Foi a tempo. Obrigada. – disse tirando a forma do bolo e pondo-a em cima de um pano na bancada.
– Concordo com a Munny, cheira divinamente. – disse Suri
– Obrigada. – acabou de picar a cebola e pô-la também no Wok – Podiam por a mesa para ver se faziam alguma coisinha, não?
Destapou a panela da água a ferver e colocou lá a tagliatelle.
– Estou aqui a reparar. – começou Nayo – Estás a fazer comida para quantos dias?
Ahri surrio: – Ponham a mesa, por favor.
– Hei! Não me respondeste!
Tocaram à porta.
– Ai tens a tua resposta! – respondeu Ahri – Abres? – perguntou enquanto cortava os cogumelos frescos em pedaços.
– Cheira bem! – exclamou Jae.
– Obrigado! – disse Ahri e voltou-se para o Wok para colocar os cogumelos e começou a picar os alhos lá para dentro.
– Onde raio foste buscar esses condimentos? – perguntou Lili em japonês.
Ahri não se voltou mas surrio: – Troce comigo.
– Não acredito! – exclamou Munny – Só tu para fazeres algo assim
– É uma desocupada diz antes assim.
Fingiu não as ouvir e colocou o colorau e o piripiri, colocou sal grosso e algumas folhas de louro, azeite e margarina e ligou o fogo debaixo do Wok. Ouvia-os a rir e a conversar em japonês atrás de si mas preferiu não se virar. Ainda não acreditava que tinha tido um ataque de raiva com o Yunho e o Changmin e estava a arranjar forças para os encarar e o jantar era a desculpa perfeita. Limpou as mãos ao pano que tinha pendurado no aventar e desligou o fogo por baixo da panela da massa e pegou-lhe para escorrer a água mas o peso fez o pulso direito voltar a ceder.
– Merda! – exclamou ela em português. Estava quase a deixa-la cair quando duas mãos apareceram por trás dela e agarraram no tacho por cima das suas mãos ajudando-a a pô-lo em cima do lava-loiça.
– És muito teimosa para alguém tão pequeno. Porque não pedis-te ajuda? – perguntou-lhe Yunho.
– Pequena é o dia... – refreou-se quando o olhou nos olhos – Não costumo pedir ajuda. – explicou voltando a pegar na panela para escorrer a água tentando não transparecer a dor dilacerante que lhe corroía o pulso.
– Que se passa? – perguntou Jae aproximando-se.
– Nada. – responderam os dois ao mesmo tempo arrependendo-se ambos logo em seguida.
– Eh? Agora falam sincronizados? – perguntou ele – É porque pelo que percebi, no que toca a qualquer um de vocês, um “nada” quer dizer muita coisa.
– Vai por a mesa que eu ajudo-a com o jantar. – disse Yunho em tom de ordem.
Jae abraçou Ahri: – Tu!? Na cozinha? Vai ser giro! Tenta não ser mau para ela e vai ordens para o raio que te parta. – disse afastando-se.
– Vocês agora são melhores amigos? – perguntou Yunho tirando-lhe a panela das mãos e pondo a massa no escorredor.
– Quem disse que somos só amigos? – perguntou ela com um meio surriso e tirando-lhe a panela das mãos, pondo-a novamente em cima do fogão. Ele não disse nada e viu-a mexer a comida no Wok, deitar azeite na panela, depois picar uns dentes de alho lá para dentro e voltar a mexer o Wok. Ela apontou o escorredor e ele passou-lhe a massa que ela colocou sobre o azeite que já fervia com o alho no fundo da panela e mexer algumas vezes antes de desligar o fogo.
Agarrou numa garrafa com um liquido amarelado e deitou dentro do Wok. Mexeu mais um pouco e tapou. Abriu o frigorifico e tirou de lá uma taça com o que parecia ser natas e outra com pêssego em pedaços, pousou sobre a bancada e tirou outra taça com um liquido meio amarelado.
– Vais servir de minha sombra? – perguntou ela enquanto lavava as mãos e as secava com o pano do avental – Fala homem!
– Sinto que te conheço de algum lado, é estranho. Não consigo explicar. – confessou ele.
Ela olhou-o estupefacta e depois pegou na forma do bolo e virou-a sobre um prato: – The greatest thing you’ll ever learn is that the best in life can’te be explained. – disse ela agarrando numa faca e partido o bolo em dois na horizontal.
– Que queres dizer com isso? – perguntou ele.
– Queres que traduza? – perguntou ela trocista.
– Não quis dizer isso e tu sabes. – observou ele agarrando-lhe no braço.
– Que queres que te diga? – perguntou ela – Larga-me!
– Responde-me.
– O jantar está a queimar.
Ele olhou para o lado e ela livrou-se do dele com um safanão, agarrou na colher de pau e destapou o Wok e começou a mexer deixando a cozinha emersa do cheiro delicioso da comida.
– Wuah! Cheira bem. – disseram Changmin e Junsu ao mesmo tempo.
Munny olhou Changmin de lado: – Agora já não dizes mal dela?
– Eu nunca disse mal dela! – ripostou Changmin.
– Então? – perguntaram Yunho e Ahri ao mesmo tempo.
Ahri colocou mais uns ingredientes na comida e mexeu a comida, provou e juntou os rebentos de soja e o bambu que já tinha, partido em pedaços, junto ao fogão e voltou a mexer. Abriu novamente o frigorifico e tirou de lá duas taças uma com um liquido branco e outra camarões descascados, tirou também um pacote que deu a Nayo: – Põe isso em cima da mesa numa taça. – pediu ela. Tirou um pequeno tacho do armário onde pos a maior parte do liquido branco e o restante no Wok juntamente com os camarões.
– Isso cheira a coco. – observou Yunho fitando-a.
– É normal. É leite de coco. – disse ela mordaz
Ela adicionou açúcar ao taco e um pó branco bem como um pouco de natas, acendeu o lume e começou a mexer. Parou apenas para mexer o Wok e adicionar as restantes natas. Tapou e voltou ao tacho mexendo até ferver e apagou o lume por baixo do Wok no entretanto.
Tirou um pauzinho fino e comprido de uma gaveta e começou a espetar o bolo e depois verteu o liquido denso do tacho por cima de ambas as partes do bolo no fim colocou pedaços de pêssego na parte de baixo do bolo.
– Isso tem óptimo aspecto. – disse Yoochun por cima do ombro dela, surrindo. Pôs a mão de lado sobre a boca como se fosse dizer um segredo mas falou normalmente: – Esconde-o do Changmin ou não sobra migalha sobre migalha para podermos provar.
– Eu ouvi isso! – disse o outro aproximando-se. Olhou o que ela estava a fazer – Isso parece realmente bom e o jantar cheira mesmo bem.
– Jantar? – perguntou Munny atónita – Mas vocês vão jantar connosco?
Nayo e Ahri cruzaram olhares e desataram a rir que nem perdidas: – Serio que ás vezes não sei se te fazes de burra ou se não serás mesmo. – disse Nayo
– Hei! Eu não sou burra!
Junsu aproximou-se dela com ar inocente: – Eu também não sabia. – disse ele muito sério.
– Parece que não é só ela que é lenta. – observou Yoochun
– Hei! Não sou lento! – exclamou Junsu.
– Nem eu! – exclamou Munny.
Junsu e Munny olharam-se: – Como te percebo! – exclamaram os dois ao mesmo tempo abraçando-se. Nayo e Suri dilaceraram-na com o olhar.
– Não te preocupes. Ele tem que ser muito parvo para não gostar da tua personalidade. Já nem falo pela beleza, porque essa, salta à vista. – sussurrou-lhe Yoochun ao ouvido e afastou-se dando-lhe um sorriso.
Nayo ficou pregada ao chão e arrepiada dos pés a cabeça sem saber o que pensar. Não bastava o blog dele e agora ali estava ele novamente a comprovar precisamente o contrário do que ela pensava. Faria ele ideia do que isso a enervava? Olhou Ahri e ao ver o sorriso dela percebeu que ela ouvira.
Yunho aproximou-se dela: – Porquê esse sorriso? – perguntou baixinho.
Ela olhou-o espantada: – Tas a falar de quê. – tirou uma colher da gaveta e pô-la no Wok que por sua vez pos em cima da mesa, tirou uma taça de um armário e serviu a massa.
– Bon apetit!
– vais, algum dia, chegar a responder às minhas perguntas? – perguntou Yunho sentando-se ao lado dela.
Ela sorriu “Lá se vai o meu apetite”, pensou servindo Jae ao invez de lhe responder.
– Humm. Concorrencia. – disse Jae dando um beijo na face de Ahri – Está uma delicia.
– Humm! – fizeram Yoochun e Junsu ao mesmo tempo – Sugoi.
Changmin engoliu o que tinha na boca: – Estás contratada. Desculpa Jae, mas isto está bom de mais.
Munny e Bony olharam-se e desataram a rir.
– Nem me vou importar com vocês. – disse voltando ao prato da comida e todos riram.
Yunho olhou o prato com desconfiança: – Isto é comida Italiana?
As raparigas olharam-se e desataram a rir: – Digamos que não é cozinha típica portuguesa mas que é do que por lá se come. – disse Nayo.
Yunho pegou num bocado de bambu com os pauzinhos: – Não sabia que o bambu fazia parte da cozinha mediterrânea.
– E não faz! Faz parte da cozinha da Ahri. – observou Suri, elas riram.
Por seu lado Ahri olhou-o espantada: – Como sabes que a cozinha portuguesa é mediterrânea?
– Não é preciso ser muito inteligente para saber isso. – observou Munny.
– Olha quem fala! – zombou Changmin
– Queres que te afogue no prato da comida? – perguntou ela enraivecida – Então cala a boca.
Changmin olhou-a mas não lhe disse nada. Não que lhe estivesse a obedecer mas simplesmente não era sua intenção discutir com ela a mesa.
– Não é uma questão de inteligência, é uma questão de interesse. – observou Ahri – Como sabes?
– És insistente.
– Muito
– És sempre assim?
Nayo sorriu: – Nem te passa o quanto.
– Obrigadinho. – agradeceu Ahri sarcástica.
– Sempre ás ordens – respondeu a outra com um sorriso, a vingança era terrivél.
– Pronto. Esqueçamos o assunto. – passou o queijo a Changmin – Fica bom se puseres um pouco disto por cima.
– Ainda melhor? – perguntou ele aceitando a taça.
Ela corou: – Obrigado.
– É a verdade.
Depois do jantar foi corrida da cozinha por Jae e Bony que basicamente de digladiaram para arrumar a cozinha acabando por se decidirem a faze-lo a meias. Foi para o quarto que tinham tornado em escritório pessoal e onde estavam os seus portáteis. O de Nayo e de Lili estavam ligados e o de Lili carregava o mp4 que ela levava para todo o lado.
Ouviu um telemóvel tocar mas não ligou. Não conhecia o toque portanto não era o seu. Já tinha falado com a mãe naquela tarde e quando chegara a casa, portanto não era para ela. Ouviu a campainha e amaldiçoou a própria vida. Ainda faltavam um mês para o natal... portanto o Pai Natal não era. Na verdade nem queria saber. Aquela casa mais parecia a casa pia de tão concorrida que andava. Abriu o site do blog das Ritmo DBSK e suspirou, eram tantos comentários que nem sabia por onde se havia de virar. Desde os pedidos mais exorbitantes aos comentários mais cómicos ainda havia uns quantos de apoio e boa sorte. As vozes na sala pareciam animadas mas nem se importou. Começou por as novas entradas no blog a relatar aqueles loucos dois dias. Optou por deixar de fora o facto que estavam a morar em frente aos DBSK embora soubesse que mais tarde ou mais cedo elas descobririam assim que vissem o programa onde elas tinham estado. De qualquer dos modos não via razões para alarma-las e gerar um “pânico geral”. Pôs algumas fotos que Lili conseguira com os responsáveis do programa quando a própria entrou desembestada no “escritório”.
– Não vais acreditar....
– Não sei, não quero saber e tenho raiva de quem sabe. – disse ela em tom ríspido.
Lili franziu o sobrolho: – Que bicho te mordeu?
Ela continuou a escrever sem a olhar: – Estou a trabalhar. Isto já começa a parecer um circo, portanto, deixa. Prefiro não saber.
Lili saiu a reclamar qualquer coisa acerca do mau humor dela e o quarto voltou a ficar silencioso. Estava a postar as suas desventuras no fórum e estava tão absorvida no que fazia que nem deu por alguém estar atrás dela: – Já tem fotos? São rápidas! – observou Yunho.
Ahri deu um grito e ele riu-se. – Sou feio mas não exageremos.
– Podias avisar, não? – observou ela.
– Isso é o vosso site? – perguntou ele.
– Ya. – respondeu ela simplesmente.
Ele olhou-a surpreendido: – És tu quem actualiza?!
– Fui eu quem criou.
– Wuah! Que fixe.
Ela lançou-lhe um olhar de lado: – Desde quando é que gostas do que eu faço?
– Ouve acho que começamos com o pé errado.
– Eu diria que começamos mesmo mal com os dois. – observou ela.
– Podias ser menos sarcástica.
Ela rolou os olhos e respondeu a Ariatas antes de voltar ao blog.
Uma voz que ela desconhecia disse algo atrás dela mas nem se voltou até que ele falou em inglês: – So, here is the last one!
Acabou de ceder e voltou-se para se dar de caras com HeeChul, Hankyung e Leeteuk dos Super Junior. Ficou paralisada sem saber o que dizer. Eram...
– Eu tentei avisar. – disse Lili com um sorriso.
– São... são.... they are...
– Cute. – said Leeteuk.
– She’s pretty. – said Heechul.
– You are... – tentou articular Ahri.
– Speachless I would say! – said Hankyung.
Changmin disse algo em coreano. E Bony traduziu para Ahri que ele dissera que ela era bravia e temperamental.
– At least I have a personality! – disse ela e Changmin quase podia jurar ver chamas nos olhos dela.
– WOW.
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MensagemAssunto: Re: [TVXQ]+[Super Junior] Rumo ao Paraíso   Dom Set 12, 2010 7:27 pm

Gostei muito deste capitulo

Foi um dia do carai para elas
Cantarem com o DBSK ; proporem contracenar num drama com eles e depois ainda dão de caras com o Leeteuk , o Heechul e o Hankyung
Quem podia quer mais ?!?

Ohhh eles são tão fofos a defender as meninas ^^
Será que o Yunho conhece mesmo a Ahri ?!?
O jantar foi uma comédia
Tadinho do Changmin tem fama de comer como um batalhão

Continua sim ?^^
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MensagemAssunto: Re: [TVXQ]+[Super Junior] Rumo ao Paraíso   Dom Set 12, 2010 8:34 pm

Eu estou a gostar tanto disto! *-*
É verdade, este capítulo teve montes de surpresas...elas vão bem lançadas!
Eu adorei as actuações *-* Deve ser um sonho poder cantar assim com eles *-* E depois ainda as abraçaram...omo~ *-*
E vão participar num drama? Não tarda estão famosas! ^^

Elas e os DBSK andam a ficar muito íntimos...isso mais tarde ou mais cedo vai dar coisa Cool Principalmente ali ente a Munny e o Max e a Ahri e o Yunho xD
E algo me diz que aquela irritação toda que o Yoochun provoca na Nayo se chama outra coisa... *foge dela*

Citação :
– Isso cheira a coco. – observou Yunho fitando-a.

Opá, eu à primeira li "cócó" XD Tive um ataque de riso XDD
Depois lá percebi que tinha lido mal, bolas --'

O quê, agora também têm Sujuboys na casa delas? Omg~~

Isto está cada vez mais interessante!
Give us more, please ^^

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MensagemAssunto: Re: [TVXQ]+[Super Junior] Rumo ao Paraíso   Dom Set 12, 2010 11:53 pm

Ora... como estou bem disposta... hoje há prenda (ou até se calhar nem é grande prenda e tenho-me em demasiada conta!).
Aqui fica ao sétimo capitulo da bendita fanfic.
Mais uma vez muito obrigada a todas. Agrada-me que estejam a gostar!
Fighting!
Now... vocês fiquem a ler... que eu vou-me dedicar a acabar o 11º capitulo! Tou morta por me lançar ao 12º Muahaha! Há pois!
By the way... eu avisei q os capítulos iam ser grandes como tudo! Este é BUES de grande!
_________________________________________________________________________________



"To fear love is to fear life, and those who fear life are already three parts dead."
Bertrand Russell



Capitulo 7
Psicoses com o "Mete Nojo"


Lei da Casualidade:
Para tudo o que acontece existe sempre uma causa e é produzido um efeito.
Principais manifestações:
- Nada é aleatório e não existem acasos
- Um efeito desencadeado numa vida pode transitar para outra ou outras, independentemente da causa que o provocou.
- Os efeitos manter-se-ão enquanto as causas não forem eliminadas ou transmutadas
- Apenas se consegue actuar eficazmente sobre os efeitos se houver acesso às suas causas.



Estavam todos a olhar Ahri estupefactos. Isso pareceu irrita-la ainda mais. Heechul sorriu e falou em inglês: – Calma, nós não mordemos.

– Mas eu posso muito bem faze-lo, pelo menos aparentemente pelas vossas caras. – respondeu ela soltando uma gargalhada que fez Yunho olha-la surpreendido. Era a primeira vez que a ouvia rir e de algum modo suou estranho comparado com a ideia que formulara dela até ali.

– Wah! Afinal também ris! – observou Jae juntando-se a eles.

Ela ficou com ar carrancudo: – Dizendo isso assim até parece que eu estou sempre de mau humor.

– Desde que chegamos que é apenas essa a faceta que lhes mostras. Como queres que pensem outra coisa se ainda não mostras-te a tua verdadeira personalidade? – perguntou Lili com um sorriso manhoso.

– Yah! Citando a Nayo: Começa a por a cabeça no gelo! – observou Bony.

– Eu digo-vos onde vos enfio a cabeça se não se calam já! – ripostou não lhe agradando a ideia de estar a mostrar uma dualidade de personalidades. Que raio lhes dera para dizer aquilo ali? Uma coisa era a Ahri que elas conheciam, outra bem diferente era a imagem que dava dela. Não queria de todo que eles conhecessem quem ela realmente era. Pensassem o que quisessem, odiassem-na se tal fosse a solução, apenas se recusava a que a sua vida ficasse ainda mais estranha.

Yunho abanou a cabeça, a miúda era realmente impossível: – Estavam a minha procura?

– Sim. – respondeu Leeteuk – A SM disse-nos que vamos filmar um drama com vocês.

Lili e Ahri olharam-se e riram. Não explicaram porque deixando os rapazes a olha-las sem perceber enquanto Bony se juntava a elas a rir.

– Muita gente no vosso site? – perguntou Yunho quando os outros os voltaram a deixar sós para dar bolo aos três novos convidados.

– Alguns. – respondeu ela sem lhe prestar muita atenção.

– Só tem em português? – perguntou ele.

Ela levantou uma sobrancelha de desconfiança: – Fazes tenção de o visitar?

Ele sorriu: – Para pedir a receita do bolo.

– Num site de DBSK? Posso dar-te já a receita se é isso que te apoquenta.

– Tu és mesmo bravia não és?

Ela fez o seu tão característico meio sorriso de ironia: – Chegas-te a essa conclusão sozinho ou precisas-te de ajuda?

Ele ficou serio: – Evitas de ser tão irónica. Podias ser mais...

– Easy going? Desculpa desapontar-te mas sou bastante temperamental. – observou ela.

– Podias ser mais humilde. – corrigiu ele

– Não gosto que me julguem pela aparência. – disse ela em resposta continuando a trabalhar no computador.

Ele cruzou os braços em frente ao peito e fez uma cara de miúdo a quem estavam a dizer que não podia mais brincar com o seu brinquedo preferido: – Eu não fiz isso! – ela lançou-lhe um olhar cortante – Ok. Talvez um pouco. Pronto, admito que começamos com o pé errado.

– Já te disse que foi com os dois.

– Tens de admitir que pareces um pouco fria,

Ela lançou-lhe outro olhar cortante: – Nem sempre o que parece é.

– Paz? – perguntou ele com um sorriso enviesado estendendo-lhe a mão.

Ela olhou a mão dele desconfiada mas acabou por aperta-la: – Paz.

Voltou ao que estava a fazer mas olhar dele cravado nela acabou por a irritar novamente: – Que foi?

Ele sorriu: – São os teus olhos.

– Desculpa? – perguntou ela desarmada para tal resposta – Que queres dizer com isso?

– Há algo nos teus olhos...

– Pois há. Chama-se retina. – disse voltando-se novamente para o computador mas por dentro tremia.

Ele engelhou o nariz: – Sabes que não falo disso.

Ela suspirou. Que se lixasse. Conhecia-o há um dia mas sinceramente já não suportava as observações idiotas e tinha a certeza que quanto menos lhe dissesse mais ele ia querer saber, como, aliás, bom aquariano que era: – Bem, na verdade, também há algo nos teus olhos mas não me vês a queixar.

– Estou a falar a sério. – observou ele chateado.

Ela suspirou e olhou-os finalmente nos olhos: – Também eu!

Ele ficou a olha-lo espantado sem saber o que lhe responder. O olhar dela podia parecer intimidativo mas não a ele. Aqueles olhos da cor do cobre eram dos mais expressivos e intensos que jamais encontrara, neles podia ler a sua inteligência e ao mesmo tempo a sua solidão. Perguntou-se se ela saberia que ele podia ver isso.

– Se sou sarcástica é porque sou “bravia”, se sou honesta olhas-me como se fosse um bicho. – observou ela. – Vais-te decidir?

Ele sorriu: – Posso, tentar, eu acho.

***


Na sala Nayo estava entregue aos seus pensamentos olhando a TV com olhar vazio. Não via as imagens correr, apenas pensava para consigo. Ao seu lado Munny e Junsu haviam adormecido ambos para cima dela. “Bonito!” pensou para consigo. Suri estava sentada no outro sofá e ela e Changmin também haviam adormecido. Perguntava-se o que 3 membros dos Super Junior faziam ali aquelas horas ou porque a SM decidira que seriam aqueles três emplastros a contracenar com eles no drama. Estava tão imersa nos seus pensamentos que nem viu Yoochun aproximar-se e cobri-los aos 3 com um cobertor. Sobressaltou-se fazendo Munny e Junsu reclamarem qualquer coisa e voltarem para o outro lado a dormir, pelo menos já não tinha o peso deles a incomoda-la.

– Desculpa. – disse ele baixinho para não acordar os outros. – Não sabia que estavas acordada. – olhou-a com ar inquisidor acocorando-se à sua frente – Ou será que te acordei? Desculpa.

Meia sonolenta e cansada demais para discutir acabou por lhe responder sem grandes rodeios, já perdera a paciência para discutir com ele há algum tempo: – Não, estava apenas a pensar.

Ele olhou-a espantando: – Devias descansar.

Ela rolou os olhos: – Oh! Poupa-me, olha quem fala.

– Que estás a ver? – perguntou olhando a TV que passava spots comerciais.

– Nada. – respondeu simplesmente.

Ele sorriu: – Então porque tens a TV ligada?

– Não fui eu que a liguei mas que te interessa isso? – perguntou ela sarcástica.

Sentou-se aos pés dela com as costas contra o sofá como se também ele estivesse a ver a TV que passava naquele momento publicidade: – Estava a confraternizar com a minha representante. Não posso? – perguntou ele sem a olhar e ela agradeceu ele não o ter feito. Não lhe apetecia olhar-lhe para as fuças: – Não estás cansada?

– Porquê? – perguntou num quase ofensivo.

– Posso saber que mal te fiz? – perguntou ele. Notou que ele não a olhava propositadamente como se não quisesse ver a expressão dela.

Ela suspirou, apeteceu-lhe manda-lo plantar batatas para a Bósnia mas por alguma razão acabou por lhe responder. – Não sei. Porque tentas mudar a minha opinião?

– Também não sei. – respondeu ele – Estou a ser honesto. E não sou de meias palavras como deves saber.

– Sim, eu sei.

– Sabes?

– Se pões um blog em inglês na net, sendo tu quem és, devias imaginar que gente de todo o mundo o vai ler. – respondeu ela e assim que o acabou de falar arrependeu-se de o ter feito. Porque raio não tinha estado calada? A culpa era dele.

– Então... costumas ir ao meu blog? – perguntou ele olhando ainda para a TV como se estivesse a fazer conversa casual.

Ela suspirou amaldiçoando Ahri: – A culpa é da Ahri que adora o teu blog e passa a vida a chatear-me para ver isto e aquilo. – disse ela

– A Ahri?

– Sim. Leader-san da treta!

– Porque lhe chamas isso: “da treta”? – perguntou ele curioso.

Ela riu e ele virou-se para a fitar com um sorriso: – É uma piada por ela ser chata.

– Então ela não é boa líder? – perguntou confuso voltando-se novamente para a TV.

“Oh! Que bom. Agora está interessado nela!” pensou: – Não é isso. Por acaso até é boa pessoa embora seja completamente despistada. Mostra-se dura e sarcástica mas connosco é muito querida e completamente cómica.

Ele riu.

– Que foi?

– Vocês escolheram cada membro pela personalidade, foi? – perguntou ele ainda a rir.

– Não... estás a falar de quê?

– Bem, a Bony é muito parecida ao Jae, a Munny e o Changmin já todos perceberam, a Ahri é tal e qual o Yunho e tu... bem... nunca encontrei ninguém tão parecido comigo. – explicou.

Ela revirou os olhos: – És bruxo, é? Como sabes isso se mal me conheces? – perguntou.

– Não sou o único com um blog em inglês, pelo que parece. – disse ele com um sorriso amoroso, deliciado com o ar de choque dela.

– Que... que... queres... Tu... Como? – articulou ela.

– A culpa, neste caso, é mesmo tua. Tens um nome no mínimo original e único e com ele deixas comentários no meu blog. Depois vens para a Coreia porque fazes parte da nossa banda cover... achas mesmo que eu não tinha, no mínimo, curiosidade de ir ao teu blog? – perguntou ele
Aquilo era tão raro, era mesmo muito raro deixarem-na sem palavras, nem que fosse por um momento: – Sim, pois. Bem, tu vês tantos blogs. O meu não é nada de especial.

– Gostei da tua sinceridade nos comentários e no blog. – observou ele – Gostei em especial da entrada em que falas em destino.

– Acreditas em destino? – perguntou ela pasma. Pronto! A pergunta fatal havia sido feita.

Ele voltou-se novamente para a frente. Sempre pensei que destino não passava de uma mera palavra. Havia o que eu podia e não podia fazer. Sempre acreditei que fazemos o nosso próprio destino. Mas há coisas que nem eu consigo explicar. – observou ele – Mas não acredito que o que faço estivesse escrito em algum lado.

– Tudo, tudo nem eu. – replicou ela – Mas também não acredito em coincidências.

– Coincidências? – perguntou ele continuando a olhar para a frente.

Ela abanou a cabeça. Não lhe podia contar: – É uma longa história.

– Eu gosto de longas histórias. – observou ele continuando a fitar a TV embora ela soubesse que ele não estava a ver nada do que estava a passar.

– Ouve! Mas que raio queres tu de mim? – perguntou ela irritada?

Ele olhou-a serio: – Saber porque acreditas em coincidências e porque não gostas de mim.

Ela suspirou: – Queres saber de mais. Apenas te digo que estás enganado. Não é que não goste de ti. Mas não posso explicar. Quanto às coincidências... digamos que nunca me aconteceu uma “coincidência” sem estar ligada a outra.

Ele levantou-se e curvou-se sobre ela. Ergueu uma mão e tocou-lhe gentilmente na face: – E eu sou uma dessas coincidências? – perguntou ele com uma expressão seria como se conseguisse ver para além dos olhos dela e até à alma.

Nayo não conseguia explicar o que via no olhar dele, seria carinho, ternura, simpatia ou apenas curiosidade. Mas aquele olhar intenso estava sem duvidada carregado de algo que ela não conseguia explicar e que lhe prendia as palavras carregadas de ironia na garganta dando espaço a outras que ela não queria dizer e acções que não queria demonstrar, em especial frente a ele.

A mão dele passou da linha do seu queixo até à base da nuca num movimento lânguido, arrepiando-lhe a pele sem que ela o conseguisse evitar. Continuava a fita-la como se de súbito nada mais houvesse no mundo que não eles os dois. Entrelaçou os dedos nos caracóis do seu cabelo. Ela ergueu automaticamente a mão para lhe tocar na face, quase que para se certificar que ele era real, temendo que tudo não passasse de um sonho e que a sua mão passasse por ele como por um fantasma. Mas a pele dele era suave e quente, sedosa ao toque, como a de uma criança. Ele fechou os olhos ao sentir do toque gélido da mão dela, era estranho que o simples toque de mulher lhe desse tanto prazer e despertasse nele tantas emoções aumentando ainda mais todas as perguntas que guardava no seu âmago.

Nayo viu reabrir os olhos que brilhavam, notou que a expressão dele transparecia uma confusão de sentimentos como se estivesse a travar uma batalha dentro de sim, a decidir ou não fazer algo. Ele agarrou gentilmente o pescoço dela e aproximou-se da sua face. Quando ela conseguiu perceber o que ele se preparava para fazer ele já se encontrava a escassos centímetros dos seus lábios, tal era a intensidade do momento. Aproximava-se tão lentamente que ela não conseguia decidir se fechava os olhos e se deixava levar pelo momento, bebendo da ternura que ele exprimia ou se fugia apavorada, no entanto, o seu corpo estava paralisado e a única coisa que conseguiu fazer foi embrenhar a mão que tocava a face dele nos seus cabelos, sendo de todo uma ajuda ao seu problema.
Uma voz vinda da cozinha despertou ambos do transe. Alguém chamava por Sana aflito. Olharam ambos na direcção da cozinha e depois um para o outro. Os restantes quatro dormiam como bebés. Nayo reparou que Junsu, inconscientemente, abraçava Munny enquanto Changmin e Suri dormiam com as cabeças encostadas.

Yoochun afastou-se retirando-lhe a ao da face e o local onde ele tocara ficou mais frio, como se a mão dele fosse uma fonte de calor, estendendo-lha para a ajudar a levantar com uma expressão de desapontamento espelhada no rosto. Ela aceitou inconscientemente como se estivesse enfeitiçada pelo olhar dele. Pôs-se de pé e seguiu-o até à cozinha.

***


Leeteuk, Heechul e Hankyung olharam as fatias de bolo à sua frente.

– Foste tu que fizeste? – pergunta Heechul a Jae.

Ele sorriu: – Foi a Ahri, a rapariga que ficou a falar com o Yunho. – respondeu ele, enquanto eles começavam a comer. – Que vão fazer amanhã? – perguntou a Bony.

Ela pensou um pouco e depois virou-se para Lili sem saber o que responder.

– Amanhã não temos eventos. Apenas daqui a dois dias. – explicou Lili.

Bony sorriu: – Ah! A Ahri tinha dito que amanhã é para nós nos perdermos em Seul. – explicou ela. – Vamos às compras e visitar a cidade. E vocês? – perguntou esperançosa que pudessem ir com elas.

Jae suspirou: – Temos ensaios e claro um evento num programa – respondeu ele e desejou poder realmente acompanha-las.

Os outros três olharam-se e depois voltaram-se para elas: – Nós podemos ir com vocês. – sugeriu Heechul

– Sim, amanhã temos o dia livre. – assentiu Leeteuk com um enorme sorriso.

Hankyung que comia bolo, apenas assentiu em confirmação.

Lili e Bony olharam-se e depois agradeceram. Passear em Seul com três dos Super Junior era completamente inexplicável. E para sua grande sorte, o programa que haviam gravado nesse dia, só ia para o ar na noite do dia seguinte. No entanto, inquietava-as a reacção de Ahri que, desde que chegara ali, andava muito mais irritadiça que de costume.

– A rapariga do cabelo de duas cores, que é ela no grupo? – perguntou Hankyung – A vossa manager ou assim?

Elas olharam-se e Jae olhou-as também e sem saberem muito bem o que lhes responder desataram os três a rir.

– Qual é a piada? – perguntou ele surpreso com as reacções deles.

Lili apontou-se: – Eu é que sou a manager e também pertenço ao grupo de certo modo. – explicou ela.

– A Ahri, a rapariga do cabelo de duas cores, é a nossa líder. – disse ela não muito agradada com o tom que ele empregara – Tem uma personalidade muito forte mas nós adoramo-la porque sabemos o quão importantes somos para ela.

– Ele não falou por mal, certo? – perguntou Jae ao que Hankyung encolheu os ombros. Estava-se nas tintas para o que elas pensavam dele.

– Só acho estranho. Ela não tem cara de cantora. – observou

Leeteuk olhou Lili: – E tu não tens cara de manager. Mais para actriz de Hollywood. – observou ele.

Ela corou até à raiz dos cabelos: – Eu?

– Sim. Pareces mesmo uma actriz ou uma cantora famosa. – afirmou ele – És linda.

Bony riu: – Estamos fartas de lhe dizer isso.

– Aliás, todas vocês, são lindas. – observou Heechul.

Elas coraram e Jae olhou Heechul de lado: – Mas nem todas estão disponíveis, – apontou Bony – ela já tem namorado.

– Oh! – fizeram os outros três ao mesmo tempo.

O telemóvel de Bony tocou como que a confirmar as palavras de Jae. Ela atendeu em inglês falando com um grande sorriso enquanto se afastava. Outro telemóvel tocou e Lili pegou-lhe: – É o da Ahri.

Esta apareceu na cozinha seguida de Yunho.

Jae sorriu e falou em coreano: – Viras-te sombra dela?

– Cala-te! – grunhiu o outro em japonês.

Ahri olhou o telemóvel, sorriu ao reconhecer o número e atendeu em português. Afastou-se do resto do grupo e foi até a varanda, do outro lado alguém lhe berrou qualquer coisa ao ouvido.

– Vou-te ensinar a falar baixo, um dia destes. – observou ela com um enorme sorriso. Quem estava do outro lado respondeu algo e ela respondeu a rir – Brutal! Tas no gozo? Como?

Ficou ao telemóvel uns minutos e depois voltou para dentro onde todos se riam de uma qualquer anedota contada por Heechul.

– Qual é a piada? Também me quero rir. – disse ela colocando o telemóvel em cima da mesa com um ar sorridente mas assim que o fez a sua expressão mudou e agarrou-se ao peito como se quisesse arrancar de lá algo.

– Outra vez não! – exclamou Lili – Sana! Sana! – chamou ela – Respira.

– Ukinhas! Tem calma. Já vai passar.

Os rapazes olharam-nas aflitos. A respiração de Ahri era quase inexistente.

– Tu disseste outra vez?! – exclamou Yunho – Então ela realmente tem alguma coisa!

Bony e Lili olharam-se. Bony recordou-se que não haviam passado dois dias desde que Ahri caíra doente e Yunho a ajudara. Ela andava a exagerar na dose e aquelas dores eram o sinal.

– É melhor leva-la ao hospital. – observou Leeteuk.

– Sim, parece grave. – disse Hakyung.

Ahri levantou debilmente uma mão e afastou a cara dos ombros de Lili para mostrar uma expressão de dor misturada com medo: – Nada de hospitais. Isto já passa.

Heechul olhou-a estupefacto: – Mas convinha ires. Pode ser grave.

– Não é nada. Isto é normal.

Yunho olhou-a furioso: – Normal? Tu estás...

– Que se passou? – perguntou Nayo entrando na cozinha de rompante acompanhada por Yoochun – Outra vez? – perguntou para Lili. A outra assentiu com a cabeça.

– Aihrin! – chamou Nayo.

– Eu já fico bem.

Jae e Yoochun olharam-se e depois para Yunho. A miúda era teimosa como uma mula.

– Tens certeza, Ahri? – perguntou Yoochun – Parece que te dói bastante.

– Vá lá, Ukinhas, se calhar era melhor.

– Eu fico bem.

– Susana! – exclamou Nayo. – Devias ir.

Por trás da mascara de dor Nayo sabia que ela estava enfurecida: – Se eu descansar fico melhor. Parem de me fazer falar. – pediu ela sofregamente.

Yunho perdeu a paciência com a estúpida teimosia dela. Naquele momento teve firme certeza que ela escondia algo. Tirou algo do bolso que atirou a Yoochun: – Tu conduzes e eu levo a mula teimosa.

– Larga-me! Já! – argumentou ela quando ele a agarrou ao colo.

– É assim, tu já és pesada que baste, portanto faz favor de ficar quieta! – ordenou Yunho num tom tão seguro e tão zangado que ela se calou.

– Vá lá, Aihrin, é para o melhor. – observou Nayo.

Jae olhou-os: – Eu fico aqui com elas

– Eu vou com ela. – exclamou Nayo

– É melhor ficares. – observou Yunho.

– Ou eu vou ou tens que me prender aqui porque eu não a deixo sozinha. – disse ela firmemente não dando grande hipótese de retaliação a Yunho.

– Nós também vamos. – disse Lili.

Nayo aproximou-se dela: – É melhor ficares por causa da Munny e da Suri. Quando souberem vão-se passar.

Nos braços de Yunho, Ahri respirava tão sofregamente que ele apressou o passo. Nayo podia ter parado para admirar o Audi de Yunho como o carro realmente merecia mas nem pensou no assunto. Ajudou Yunho a deitar Ahri atrás, deixou-o ficar lá com ela e entrou para o lugar da frente, trocou um olhar preocupado com Yoochun e este arrancou a toda a velocidade para fora da garagem. Dizer que ele conduzia como um louco seria exagerar, no entanto, a verdade é que andava a velocidade de loucos dentro da cidade mas nem por um momento os colocou em perigo. Nayo assumiu que esse facto se devia à sua experiencia a fugir de fãs tresloucadas.

Olhava pelo vidro do carro mas não distinguia mais que luzes e escuridão, devia-se em parte à velocidade com que ele conduzia mas na sua grande maioria devia-se a estar completamente absorta em pensamentos. A conversa com Yoochun, aquele momento tão intenso e os sintomas de Ahri a agravarem-se. Ahri dissera-lhe tantas vezes que acreditava na sua força, no entanto, tendo em conta tudo quanto estava a acontecer, havia alturas em que desconfiava de tal força e aquele era um daqueles momentos em que desconfiava se teria realmente forças suficientes para aguentar com tudo aquilo. Seria Yoochun o rapaz do lago ou uma estranha coincidência? Coincidência? Há muito que aprendera que tal coisa não existia.

Chegaram ao que parecia ser o Hospital. Yunho já tinha a porta aberta ainda o carro não tinha parado, desapareceu com Ahri nos braços para dentro do edifício antes que Nayo pudesse sequer abrir a boca. Yoochun agarro-lhe a mão quando ela abriu também a sua porta para sair: – O Yunho conhece este hospital. – começou ele – Se o tentares seguir agora já não o vais encontrar e perdida não serves de muito. É melhor que fiques comigo.

– Mas eu não a quero deixar sozinha.

– Ela não está sozinha. – observou ele metendo uma mudança – Não te preocupes, vamos só estacionar o carro e já vamos ter com eles. Ela está em boas mãos.

Ela acabou por fechar a porta deixando-se ficar sentada do banco do carro. Após estacionar o carro, Yoochun, conduziu-a pelo estacionamento, não tinham andado 3 metros quando ouviram vozes. Ele agarrou-lhe a mão: – Vem. Temos que entrar pela parte do pessoal docente. Se me descobrem a tua linda cara vai aparecer amanhã em todos os jornais e revistas... além de que seria alta confusão para conseguirmos entrar. – disse ele enquanto se afastavam por uma entrada bastante mais deteriorada que aquela por onde Yunho entrara. Subiram por um elevador antigo que o segurança lhes indicara: – Costumamos fazer assim quando um de nos está doente e não queremos alertar os média. – disse ele em tom de explicação.

– Resulta? – perguntou Nayo espantando-se por se aperceber que ainda conseguia falar.

Ele riu: – Nem por isso. Mas pelo menos somos deixados em paz por uns momentos. – explicou. Quando as portas se abriram o cheiro característico do formol invadiu-lhes as narinas. Ele olhou-a como se tivesse recordado de algo deixando-a desconfiada: – Tu não estudas medicina?

– Estou a acabar.

– E não consegues saber o que ela tem? – perguntou ele

Ela olhou-o de lado: – Vocês entraram todos em pânico antes que eu pudesse falar. – Depois fitou as pontas dos sapatos – Temo não servir de muito no caso dela.

– Que queres dizer?

Yunho apareceu de uma esquina e chamou-os

– Então? – perguntaram-lhe ao mesmo tempo.

– Está em observação e puseram-na a oxigénio. – explicou ele.

– Ela é forte! – exclamou Nayo mais para se convencer a si mesma que a eles.

Yunho lançou-lhe um olhar irritado: – O que raio tem ela?

Ela voltou a fitar a ponta dos sapatos: – Eu... lamento. Não sei.

Eles entreolharam-se e Yunho cruzou os braços a frente do peito: – Tenho algumas dificuldades em acreditar nisso.

Ela fulminou-o com o olhar fazendo-o descruzar os braços e recuar um passo: – Eu não tenho por hábito mentir! Estou farta de lhe tentar arrancar o que é mas a única coisa que ela me responde é que os médicos não encontram nada e que dizem que deve ser dos nervos.

Ficaram um pouco em silêncio até que Yunho se dignou a falar: – Desculpa. Passei das marcas.

– Pois, para quem diz que ela é uma stressada, não lhe ficas muito atrás. – escarneceu ela.

O médico aproximou-se e eles puseram-se em todos em sentido. A velocidade de discurso dele poderia assemelhar-se à da luz, tal foi a rapidez das palavras que dirigiu a Yunho.

Yoochun traduziu: – Parece que a tua amiga é teimosa até no hospital. – observou ele com uma expressão de espanto – Recusa-se a fazer os exames alegando ser só nervos.

– Eu vou mata-la! – exclamou Nayo, a teimosia de Ahri começava, sem duvida, a passar das marcas.

– Então despacha-te.

– Porquê? – perguntou ela irritada.

Ele sorriu: – Porque conheço aquela expressão, – apontou Yunho – se não te despachas, ele próprio a mata. – avisou ele.

Seguiram Yunho até entrarem num quarto onde Ahri se encontrava deitada com uma mascara de oxigénio na face e olhos fechados. Nayo tocou-lhe levemente no ombro e ela abriu os olhos fazendo um sorriso triste ao vê-la: – Desculpa. – pediu.

– Porquê? – perguntou Nayo não conseguindo ouvir a resposta graças a Yunho.

Yunho afastou Nayo e embora não a tenha magoado ao ponto de ser rude afastou-a demasiado depressa: – A tua irresponsabilidade não mede limites! – berrou ele.

Nayo abanou a cabeça. Ele acabara de cometer um grave erro, berrar com Ahri era perda de tempo... ia começar a festa.

Ahri quase o dilacerava com o olhar: – Poupa-me! Eu disse que estava bem! Tudo isto não passam de idiotices! – berrou ela irritada.

– Idiotices? Isso porque não viste a tua cara! – berrou ele – Quando o médico lá esteve ontem devias ter mencionado que tinhas alguma coisa.

– Isso era se eu tivesse alguma coisa! – argumentou ela

– Não é o que parece! – exclamou ele subindo o tom de voz novamente e continuando a esbracejar.

– Nem tudo o que parece é! – voltou a berrar ela esbracejando também.

– Desta vez acho que é mesmo o que parece!

Yoochun e Nayo olharam-se, a berrar daquela maneira, ela não parecia de todo doente. O médico entrou e bradou qualquer coisa em coreano.

– Está a dizer que isto não é uma casa de doidos, para eles pararem de berrar. – traduziu Yoochun.

Nayo suspirou: – Isto não é de todo normal.

– Então isto não lhe costuma acontecer? – perguntou ele confuso.

Ela riu: – Não com tanta frequência, no entanto, referia-me ao humor dela.

Ficando confuso, sem perceber onde ela estava a chegar, não conteve a pergunta: – Como assim?

Nayo olhou Yunho e Ahri e voltou-se novamente para Yoochun: – Bem, porque o membro preferido dela... é o Yunho!

Yoochun fitou os outros dois de boca aberta. Ele próprio nunca vira Yunho agir como um demente, como era o caso. Pelo que Nayo insinuara nem Ahri assim agia e pelo pouco que fala com ela também achava que Nayo tinha razão mas por mais voltas que desse não encontrava explicação para o atrito nato daqueles dois imbecis.

Yunho disse qualquer coisa, em coreano, ao médico com cara de quem não estava minimamente a espera de ser contrariado. Nayo olhou Yoochun.

– Ele disse ao médico que ela vai fazer os exames e que não admite que ela o contrarie – explicou ele – Também nunca vi o Yunho agir assim.

Ahri pareceu perceber o que ele estava a dizer porque se virou para ele com o olhar mais ameaçador que Nayo alguma vez lhe vira: – Tu não mandas em mim!

– Enquanto depender de mim – disse Yunho aproximando-se dela – tu não vais morrer.

Ahri ficou de boca aberta a olha-lo como se o estivesse a ver pela primeira vez: – Eu... não estou a morrer!

– Faz os testes para podermos ver isso! – disse ele mais calmo e num tom mais baixo.

Ainda assim, por mais que baixasse a voz tocara num ponto fraco: – Façam-me os testes que quiserem! Não vão encontrar nada. – ripostou ela virando-lhe a cara.

– Eu vou com ela. – informou Nayo.

O médico disse algo em coreano e Yoochun voltou a traduzir: – Pelo que parece, ela pode ficar sozinha.

Ahri olhou-a com o olhar a espelhar suplica: – Não me deixem com aquele maníaco! – exclamou ela apontando Yunho.

– Não sou maníaco. – ripostou ele – Pelo que parece, tenho bem mais juízo que tu.

– Já te disse que não tenho nada e que a porcaria dos testes não vão mostrar nada que não isso! – ripostou ela novamente.

Ele já bufava: – És mesmo muito teimosa para alguém tão pequeno.

Foi a gota de água e Ahri passou-se por completo: – Olha lá oh esqueleto vaidoso! Lá por seres um trinca espinhas com o tamanho da Torre Eiffel não quer dizer que eu aceite que me chames pequena.

O médico parecia não estar mesmo nada feliz e disse-lhes que ela teria que fazer os exames sozinha uma vez que aquela discussão apenas estava a servir para a enervar ainda mais e isso era provavelmente o que lhe estava a fazer mal.

Yunho acabou por ter que se calar e Ahri sorriu vitoriosa. Antes de sair ele aproximou-se dela e sussurrou-lhe algo ao ouvido que lhe fez desaparecer o sorriso da face e dar lugar a uma expressão de puro choque.

Não haviam ouvido o que ele dissera e antes que Nayo pudesse interroga-la a esse respeito o medico estava a pô-los também na rua.

Yoochun aproximou-se de Yunho: – Que lhe disseste?

– Uma verdade.

– Que verdade?

– Vou buscar água.

Yoochun e Nayo ficaram a vê-lo afastar-se a passos largos resmungando qualquer coisa inaudível.

Sentaram-se num banco no corredor e ficaram um pouco em silêncio cada um emerso nos seus próprios pensamentos. Yunho voltou pouco depois começando a andar de um lado para o outro como se fosse uma barata tonta. Optaram ambos por o ignorar.

– Desculpa se me precipitei há pouco. Deves ter-me achado bastante descortês e peço desculpa por isso. – disse ele olhando o chão – Mas não consigo sequer começar a explicar o que sinto quando te vejo. É, no mínimo, estranho.

Se o pedido de desculpa a deixara desarmada aquela ultima afirmação fora o golpe fatal. Ficou ali sentada e paralisada, a olhar as pontas dos sapatos. O tipo tinha de ser parvo, só podia ser isso. Aquilo era uma resposta a Micky e ela estava a deixar-se levar na conversa, era isso... Tinha de ser isso. Porque raio fora ele buscar aquilo? O mundo estava louco e começava a dar também com ela em louca. Suspirou e recordou-se que ultimamente andava a suspirar de mais para o seu próprio gosto, algo que não era de todo um habito seu e virou-se para ele irritada: – Pára lá com as esquisitices. Não eras tu que não acreditavas em destino? – perguntou ela.

– Calma! É um sentimento diferente... eu acho.

– Então como sabes tal coisa se não acreditas?

Ele apertou-lhe a mão: – Não precisas de te irritar.

Nayo largou-lhe a mão instantaneamente ao aperceber-se que se mantivera de mão dada com ele desde que haviam saído do estacionamento.

A expressão de horror no rosto dela assustou-o: – Que foi? Que se passa? Estás bem? – perguntou ele colocando as mãos nos ombros dele, parecia seriamente preocupado – Nayomira?

Ela olhou-o ainda sem palavras e ele sorriu de orelha a orelha: – Podias tentar fazer um esforço. Juro que não sou má pessoa.

Podia esgana-lo ali mesmo ou podia abraça-lo e pedir que a abraçasse de volta garantindo-lhe que tudo ia ficar bem... como outrora. Optou por ficar quieta olhando Yunho andar de um lado para o outro. Sobressaltou-se quando ele parou de súbito e a olhou.

– A Ahri disse-me algo... – calou-se e os outros ficaram a olha-lo esperando pela continuação no entanto ele ficou ali parado a olhar para ontem com o olhar vazio e a mente a fervilhar.

Yoochun revirou os olhos: – Podias acabar as frases que começas, não?

O outro olhou-o como se nem se tivesse apercebido que não acabara de falar: – Ah! Sim. Ela disse-me algo como “Uma das melhores coisas da vida é que o melhor dela não pode ser explicado.”. – olhou Nayo – Que queria ela dizer.

Foi a vez de Nayo revirar os olhos: – Tão típico dela.

– É? – perguntou Yunho surpreendido

– Sim, ela e as psicoses dela.

Yoochun e Yunho olharam-se: – Psicoses?

Ela riu: – Esqueçam. Lamento, no entanto, não te servir de grande ajuda, não sei a que ela se referia. Que lhe perguntas-te?

Yunho olhou Yoochun e depois Nayo: – Disse-lhe que pensava já a ter visto antes, que não conseguia explicar, e ainda não consigo, mas sinto que a conheço de algum lado.

Os músculos do corpo dela ficaram rijos de tensão e Yoochun reparou. Colocou-lhe uma mão nas costas: – Que foi?

Ela apontou Yunho: – Tu disseste-lhe o quê?

– Pronto, eu calo-me. Não devia ter falado nisto. – disse afastando-se a resmungar qualquer coisa sozinho.

Eles ficaram calados e ambos a olhar para nada apenas a não querer fitar o outro. Yoochun foi o primeiro a ceder: – Tens que entender que, na verdade, somos pessoas normais, com os nossos defeitos, erros e as vezes maluquices. Mas garanto que somos muito... haaa... sãos!

– Eu sei que vocês também devem ter as vossas psicoses. A Ahirin fartava-se de me dizer isso. – explicou ela levantando-se – Mas acredita quando te digo que vocês não são os únicos a gostar de pessoas que não conhecem de parte nenhuma, aliás, vocês não sabem a sorte que tem em só saber isso. – afastou-se a passos largos bufando como um touro.

Yoochun ficou sem palavras vendo-a afastar-se. Reagiu quando a viu virar a esquina, levantou-se e correu atrás dela perguntando-se a si mesmo: – Mas o que raio de diabos é uma “psicose”?!

Não a viu no corredor seguinte e perguntou-se se ela se movia à velocidade da luz. Andou mais um pouco e acabou por a encontrar com a testa encostada a um vidro. Puxou-a e pôs-lhe a mão na testa gelada para a aquecer com o calor das suas mãos: – Tas tonta? Isso faz-te mal!

– Vocês têm noção que nos conhecem há dois dias?

– Amanhã vão ser 3. – disse ele sorrindo.

Ela suspirou: – Sabes fazer outra coisa que não sorrir?

– Sabes fazer outra coisa que não reclamar? – perguntou ele serio – Achas que me apetece estás sempre a ouvir bocas e sorrir ainda por cima? Sim, se me perguntassem há uma semana como reagiria 2 dias depois ou um dia depois de conhecer alguém, tenho certeza que esta seria a última maneira como descreveria a minha reacção. – disse cruzando os braços sobre o peito – Mas não te consigo, tal como o Yunho, explicar esta sensação de que vos conheço. Agora, se queres pôr-te todo tempo com bocas e teorias esquisitas, problema teu. Hás-de perceber que não te leva a lado nenhum.

Ela respirou fundo para não lhe apertar o pescoço: – Mas que... – “Calma Nayomira” pensou para si “Cala-te Filipa” – Ora... Topo. Tu é que me andas a perseguir!

– Foi o Yunho que virou sombra da Ahri, não eu. Mas já que falas nisso. Tenho duas perguntas para te fazer. – disse ele. – É possível que lhes respondas com toda a honestidade?

Franzindo o sobrolho, Nayo, debatia-se afincadamente com a vontade de lhe saltar à garganta, uma vez que estavam numa onda de verdade, resolveu dizer-lho: – É assim, não sei se já reparaste que a minha vontade de te saltar ao pescoço começa a tornar-se tentadora. Respondo-te com honestidade... mas não prometo que também não haja com honestidade.

Ele fez um meio sorriso: – Isso é uma proposta?

– Estás a testar a minha paciência?

– É uma ideia. – observou ele.

Ela abanou a cabeça: – És masoquista ou gostas mesmo de brincar com o fogo?

– Por vezes também gosto de me queimar... mas quem te disse a ti que eras fogo?

– Vai a merdinha, ta?

– Passamos aos insultos, foi? – perguntou ele – Que civilizada.

Ela avançou um paço na direcção dele e ele avançou também na dela. Ficaram quase nariz com nariz, aliás... nariz com queixo. Ela levantou a mão para lhe apontar um dedo ao nariz mas ele deve ter interpretado que ela lhe ia bater porque lhe agarrou o pulso, embora tivesse sido rápido a faze-lo não a magoou. Ela tentou libertar-se mas ele tinha mais força que ela, o que a irritava era que ele nem estava a fazer muita força, sabia isso porque não a magoava.

– Bate-me... e eu beijo-te! – disse ele num tom de voz tão seguro que ela soube que ele não estava minimamente a brincar – Muito bem, agora que acalmaste, primeira pergunta: Que quiseste dizer com aquilo do “nós não sermos os únicos a gostar de alguém que não conhecemos”?

Ela lançou-lhe um olhar assassino e ele sorrio: – Disseste que me respondias!

– Isso foi antes de uma certa pessoa me ameaçar.

– Por favor? – pediu ele

Foi a vez dela sorrir: – Só te vou responder porque sei que nunca mais vais querer nada comigo. – começou ela – Sabes aquele teu post acerca de gostares de uma gaja que nunca tinhas visto ou conhecias?

– Para quem não gosta de ir ao meu blog... sabes bem as entradas.

Ela suspirou: – Vais responder ou queres que me cale?

– Sim, lembro.

Ela respirou fundo: – Bem eu e a Ahri temos o mesmo tipo de sensação. Com uma ou duas diferenças. Também gostávamos de alguém sem saber quem era essa pessoa. – explicou ela.

– “Gostavam”? – perguntou ele desconfiado

– Bem... ainda gostamos. Ouve, é muito complicado – observou ela

Yoochun fixou os olhos nos dela: – Por agora contento-me com essa resposta porque acho que vai ter que ser respondida com a próxima. – Nayo imaginou que dali vinha merda da grande – Quem és tu?

Aquilo apanhara-a desprevenida, não esperava aquela pergunta tão cedo. Revirou os olhos: – Sou a Nayomira.

– Sabes bem a que me refiro. Quem és tu a mim? – perguntou ele serio.

– Sou a Nayo das Ritmo DBSK e representou-te. – respondeu ela com um sorriso trocista em desafio.

Ele agarrou-a pelos ombros: – Vais querer ficar aqui, até amanhã, neste jogo de fiz que não disse? – perguntou ele obviamente chateado com a brincadeira – Ou vais crescer e responder-me?

– Que raio estão vocês a fazer? – perguntou Yunho que agarrava Ahri pela cintura porque o braço que ela usava para se apoiar nos ombros dele mal passava do pescoço dele devido à diferença de alturas. Yoochun e Nayo olharam-nos, olharam-se e depois voltaram a olha-los desatando a rir.

– Que foi? – perguntaram os outros dois ao mesmo tempo.

Ahri olhou Yunho enfurecida: – Eu disse que podia andar sozinha. – ripostou

– Mal te aguentas de pé! – exclamou ele – Está caladinha. Raios. – disse baixando-se – Sobe para as minhas costas.

– O QUÊ? – perguntou ela chocada – Vai sonhando.

Ele olhou-a com cara de menino travesso: – Ou isso ou levo-te ao colo. Agora escolhe.

Ela resmungou uns quantos palavrões em português mas acabou por subir para as costas dele resignando-se à sua sorte e preferindo aquilo a voltar a ser carregada por ele. Ao menos assim não tinha que lhe ver a cara.

– E que tal uma dieta? – zombou ele sorrindo.

– Olha lá! – exclamou ela batendo-lhe nos ombros – Isso é maneira de se tratar uma mulher?

– Mulher?! Onde? – perguntou ele olhando em volta como se procurasse algo.

Enquanto eles voltavam à sua discussão, Yoochun voltou-se para Nayo: – Tu vais-me explicar aquela história. Eu quero uma resposta.

Ela acenou afirmativamente. Mais cedo ou mais tarde ele teria que saber... mas naquele caso valia muito mais que fosse bem mais tarde.

– És uma chata! – exclamou Yunho como fim de argumento enquanto desciam o elevador que os levaria de volta ao estacionamento.

Por aquela altura Ahri optara por se render ao cansaço e repousava a cabeça nos ombros dele. Notava-se que a sua voz arrastada e baixa era de quem estava com um pé na realidade e outro na terra dos sonhos. A injecção que lhe haviam dado parecia começar a surtir algum efeito.

– Não gostas de mim porque não sou submissa e sou arisca e respondona? Lamento se sou temperamental e não gosto de ficar calada com certas coisas. – disse ela bocejando – Se não gostas azar o teu. Vai haver, um dia, alguém que goste e se não houver... azar haverei de ser a velhinha do canto da rua que tagarela com os seus muitos gatos.

Nayomira sorriu. Ela falara sempre com os olhos fechados. Perguntava-se como reagiria ela quando, no outro dia, se recordasse do que havia acabado de dizer. Era assim que ela ficava quando estava muito sonolenta ou com um copito a mais: dizia tudo quanto pensava e exactamente como pensava.

Yunho disse algo em coreano que Nayo não conseguiu decifrar por ele ter falado demasiado baixo mas Yoochun parecia ter percebido porque sorria.

– Que disse ele?

– Nada que não seja novidade.

Ela ergueu uma sobrancelha: – E que foi que ele disse que não é novidade?

– Nada! – respondeu Yunho olhando Yoochun de lado, depois voltou a dizer algo em coreano a velocidade da luz.

A porta do elevador abriu-se e saíram. Nayo olhava Yoochun à espera de uma resposta.

– Ele pediu-me para ficar calado. Não posso dizer, é assunto pessoal dele. – respondeu Yoochun num tom mais baixo para q Yunho não percebesse o que ele acabara de dizer.

Ela sorriu entendendo a mensagem. O que quer que ele houvesse dito não tinha sido de desprezo por Ahri, pela cara que Yoochun fizera, parecia precisamente o contrário. Ahri era mesmo chata, temperamental, mandona, irritadiça como tudo e podia mesmo bater na mesma “tecla” vezes sem conta até ver os seus objectivos compridos. No entanto, quando queria ou lhe apetecia, até sabia ser quase querida. Perguntava-se até quando ela seria capaz de manter as defesas que montara a volta do seu coração conta… bem contra tudo.

Ela adormecera e Yunho deitou-a na parte de trás. Yoochun entrou para o lugar do condutor.

– Hei! – exclamou Yunho – Eu conduzo.

Yoochun riu: – Já ai estás, portanto, deixa-te ficar.

– Chato. Tu és… – a frase morreu-lhe nos lábios e ficou a olhar Ahri muito serio.

– Que foi? – perguntaram Yoochun e Nayo ao mesmo tempo.

Ele colocou uma mão à frente do nariz de Ahri e Nayo percebeu o porquê da cara de preocupação dele: – É normal. – disse-lhe ela.

– Tens certeza? – perguntou ele duvidoso. – Ela levou uma injecção de uma droga muito pesada.

Nayo sorriu: – O que quer dizer que vai ter o efeito normal, nela. – informou – Ela é muito resistente a medicamentos e drogas. Pode ficar sóbria num abrir e fechar de olhos. Chego a pensar que ela por vezes finge.

– Como assim? – perguntou Yoochun.

Nayo revirou os olhos: – Isto é normal nela, serio. Também achei esquisito ao princípio, mas ela é mesmo assim. – Yunho continuava a olha-la com descrença – Fazemos assim… Senta-a.

Yunho olhou-a estupefacto mas após nova insistência dela, ele acabou por fazer como ela lhe pedia: – E? – perguntou ele vendo que Ahri continuava com a mesma respiração quase inexistente

– Agora senta-te ao lado dela. – disse Nayo e Yunho olhou-a acusadoramente – Vá lá! É só um teste.

Ele sentou-se no banco do carro mesmo ao lado de Ahri. Nayo sorriu de si para si, a vingança servia-se fria e a sua seria terrível: – Susana!? – a outra não respondeu – Susana!

Ahri resmungou qualquer coisa e mexeu-se no banco.

– Susana Margarida! Levanta-te já! – ordenou Nayo em português.

– Já vou mãe! – respondeu ela num tom arrastado e virou-se para o lado sem nunca abrir os olhos e abraçou Yunho. Este olhou-a perplexo e sem conseguir proferir uma palavra que fosse.

– Isso não é o Gizmo! É o Yunho. – disse Nayo em japonês.

Ahri sorriu e respondeu em português: – Tanto melhor.

– Primeiro: o que é um Gizmo e segundo… que disse ela? – perguntou Yunho espantado com aquilo.

Nayo sorrio: – O Gizmo é um peluche dela , um gremlin, de um filme. Depois mostro-te.

– E que disse ela? – perguntou Yoochun apercebendo-se que Nayo estava a tramar alguma coisa.

Ela sorriu de orelha a orelha: – “Tanto melhor!” foi o que ela disse.

– Ela fala a dormir? – perguntou Yunho e Nayo podia jurar, não fosse a pouca luz dentro do carro, que ele corara.

– Não. Mas amanha vai lembrar-se de tudo. – disse ela virando-se para a frente e esboçando um enorme sorriso enquanto Yoochun arrancava com o carro.
– You are evil. – disse ele baixinho.

– You don’t know how much. –olhou-o – And look who is talking.

Entraram em casa como uma repetição da noite anterior: com Yunho a carregar Ahri.

– Dejavú, alguém? – perguntou Munny

Changmin ainda vinha a esfregar o pescoço pela posição desconfortável em que adormecera: – Que aconteceu agora?

Caminharam até ao quarto onde elas dormiam como uma espécie de cortejo. Heechul ajudou Yunho a deitar Ahri na cama.

– Ela parece um anjo. – observou ele.

– Crente. – disse Munny entre dentes.

Changmin sorriu: – Deve ser a primeira vez que concordamos com algo.

Nayo e Yunho olharam-se e desataram a rir.

– Que foi? – perguntou Heechul estarrecido – Ela tem um ar tão inocente.

Todos desataram a rir menos ele, Leeteuk e Hankyung.

– É de mim ou ele chamou inocente à fera? – perguntou Changmin para Jae que lhe lançou um olhar tão reprovador que ele não pode evitar recuar um passo perguntando-se o que se passara com aquele. Os outros apenas acenaram afirmativamente à sua pergunta enquanto riam.

– Vão acorda-la. – alertou Nayo. Enquanto Yunho tirava toda a gente do quarto Nayo descalçou Ahri e pôs-lhe o cobertor por cima. Depois foi ter com o resto do grupo à sala. Mas após alguns minutos acabou ela por adormecer apoiada no ombro de Munny. Sentiu os três membros dos Super Junior sair, já tarde, mas era quase como uma memória num sonho muito distante. Não sonhava assim há algum tempo. Sonhar com aquele rapaz desconhecido deixava-lhe, naquele momento, uma sensação de calor, como se ele estivesse novamente a embala-la enquanto lhe fazia festas no cabelo. Sentiu-se ser carregada. Não se importou, conhecia aquela energia que lhe fazia tão bem, no sonho o rapaz também a carregava.

A partir dai os sonhos foram ficando estranhos. Entre um sonho em que via Changmin a dançar com alguém, sendo a sua atenção, posteriormente, captada por Ahri que dançava com um bonito rapaz de cabelos negros compridos, atados no cimo da cabeça. Os cabelos dourados dela ondulavam à sua volta enquanto dançavam e sorriam um para o outro como se não houvesse amanhã.

Alguém lhe agarrou a mão e a puxou para dançar, tentou libertar-se até que se apercebeu que era Yoochun mas ele não a deixou barafustar muito e começou logo a dançar. Não sabia como conhecia os passos daquela dança mas acabou por se deixar levar pelo companheiro e pelo agradável som da musica e quando voltou a abrir os olhos estava sozinha numa floresta escura.

– Não! – gritou a voz que supôs ser a sua. O seu pensamento corria para a clareira junto do lago e para Ahri. As suas pernas moveram-se mas não soube explicar para onde ia apenas sabia que ia chegar demasiado tarde. Quis parar, correr na direcção contrária mas aquelas pernas não lho permitiam, no entanto, ela não queria voltar a ver aquilo. Não agora. Como se ouvindo as suas preces tudo ficou negro.

Viu um grupo de rapazes e raparigas. Parecia que estavam num set de filmagens, conseguiu distinguir-se e às restantes Ritmo bem como os DBSK e os 3 rapazes dos SUJU. Perguntou-se o que fazia a Ângela ali mas viu algo que não queria. Yoochun olhava-a como s perscrutasse cada movimento seu, cada olhar, vendo tudo do lado de fora dava para perceber que, no mínimo, ela suscitava a curiosidade dele.

Levantou-se preguiçosamente para dar de caras com Yoochun sentado numa cadeira ao lado da cama e dormindo em cima dos braços mesmo ao lado dela.
Tinha um ar tão sereno e tão querido enquanto dormia. Dormia profundamente. Ela perguntou-se como viera ele ali parar ou porque ficara. Olhou o mostrador do telemóvel. Cinco horas da manhã. Voltou a olha-lo e conteve a vontade de rir quando reparou que ele dormia com a boca ligeiramente aberta. Aproximou-se dele e afastou-lhe gentilmente o cabelo dos olhos. O cabelo dele era tão macio quanto a seda, embora continuasse a achar que o cabeleireiro dele deveria ser executado por tamanha atrocidade, e cheirava a perfume. Ou seria ele? Não sabia mas o cheiro era inebriante, tentador e apelativo. A pele dele era tão clara, não que fizesse grande diferença contra a sua mas o tom era menos rosado mais como um dourado muito claro, perfeito. Parecia um anjo.
Yoochun sentou-se subitamente quando viu Nayo e ela assustou-se ao verificar que fora apanhada e flagrante e a reacção dele enfurecera-a. O que ela estava ainda muito longe de saber era a razão pela qual ele reagira assim.

Ela atirou-lhe com a almofada: – Sei que sou feia, mas podias tentar controlar-te, não? – perguntou ela vermelha de fúria.

Ele aproximou-se dela e sentou-se na cama pondo uma mão na parede atrás da cabeceira da cama para a impedir de se afastar e encurralando-a entre a parede e a escaca distância ao seu nariz. Quando falou, Nayo, pode ver os olhos dele brilhar e pela primeira vez verificou que eles tinham uma tonalidade muito própria, uma espécie de negro brilhante de reflexos verde, ou talvez fosse a sua imaginação pois não havia nada verde no quarto para reflectir.

– Não fazes nem ideia do quanto esses caracóis e esses olhos de mogno me começam a impedir de me conter. Don’t push your luck, curly haired angel; I might snatch you away one of these days. – finalizou ele em inglês enquanto se levantava. Saiu sem mais uma palavra ou sem esperar resposta.

Nayo ficou ali, parada, a tentar recordar-se de como se respirava e a tentar da mente o som da voz dele e o embriagante e maravilhoso cheiro dele. Queria negar o que sentira no momento em que ele falara e a doçura simples e sem segundas intenções que vira reflectida naqueles olhos límpidos no qual se podia ver até à alma com tanta clareza como quando se olha para dentro do mais belo e limpo dos lagos. Ao acabar o pensamento, a ironia embutida na raiz do seu ser, fê-la pensar que provavelmente andavam por lá a passear uns quantos peixinhos em vez de cérebro e esse pensamento fê-la soltar uma gargalhada e sair do transe. Tapou a boca rapidamente antes que as companheiras acordassem. Olhou a cama ao lado da sua e no local onde Ahri devia estar apenas encontrou o vazio. Onde raio estaria ela? Ela tinha-a deitado ali. Ela sabia que sim, não estava louca. “Onde raio foi aquela esgrouviada?” perguntou-se em voz baixa quando saiu da cama. Agarrou no robe que estava nas costas da cadeira onde Yoochun dormira. Sorriu só de pensar a dor de costas que isso lhe daria mas o sorriso morreu-lhe nos lábios vestiu o robe e se apercebeu que o seu precioso robe ficara embebido no perfume dele.

– Mas aquele mete nojo toma banho de perfume, ou o raio? – barafustou mentalmente. Dirigiu-se à cozinha e encontrou Ahri sentada no sofá da sala a ler um livro.

– Tu deves ter mesmo um sério problema! – exclamou Nayo colocando as mãos nas ancas. Só aquela maluca se levantava com as galinhas para se por a ler.

A outra fez um sorriso velhaco e Nayo arrependeu-se de súbito de ter aberto a boca. Yoochun tinha que ter passado por ali para sair. O sorriso de Ahri mudou para uma expressão doce enquanto a observava com atenção, como se tentasse perscrutar-lhe a mente até ao canto mais recôndito: – Baka!

Nayo abanou a cabeça e sentou-se ao lado dela: – Podias ter sido peste, meiga ou mesmo gozar-me e no meio de tanta possível opção a única coisa que dizes é “baka”? – perguntou Nayo – Sinceramente tens um sério problema.

Ela fez aquele sorriso doce que Nayo tanto lhe adorava ver: – Oh! Vá lá. Que querias que te dissesse que já não saibas? – olhou-a mais seria – Começa a trata-lo melhor. Ele é boa pessoa, e desde que chegamos que ele não tem feito outra coisa que não ser simpático contigo.

– É isso que me irrita.

Ahri soltou uma gargalhada e Nayo não pode evitar comentar: – Qual é a razão de tanta felicidade? Estás assim por teres dormido agarrada ao Yunho ou por ele te ter carregado.

O sorriso de Ahri desapareceu por automático e Nayo jurava que ela estava a ver toda a noite passada a passar em flash à sua frente e a expressão dela fui mudando até ao horror: – Oh meu deus!

Foi a vez de Nayo rir: – Ora, ora. Afinal sempre te lembras.

Ahri olhou-a furiosa: – Porque diabos me fizeste dizer aquelas coisas?

– A vingança serve-se fria. – observou Nayo.

– Qual vingança? – perguntou Ahri. – Eu nem fiz nada. Mal falei com o Yoochun a não ser agora.
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MensagemAssunto: Re: [TVXQ]+[Super Junior] Rumo ao Paraíso   Seg Set 13, 2010 7:55 am

eu simplesmente amoooo este capitulo! tá um maximo! entao estas respostas...ja tinha saudades disto! XD
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MensagemAssunto: Re: [TVXQ]+[Super Junior] Rumo ao Paraíso   Seg Set 13, 2010 6:37 pm

Aish, eu cada vez gosto mais disto *-*
Eu gosto tanto das personalidades delas todas ^^
Fazer um drama com os DBSK e com alguns dos Suju? Me wanna! *chora*
Cada vez percebo menos aquela "relação" do Yunho e da Ahri...tão depressa estão muito bem um com o outro, como de repente vareiam e começam a disparatar...
Mas a Nayo e o Yoochun também não se ficam atrás...eu achei aqueles momentos deles tão fofos *-* E ele agora está sempre a provocá-la, mete piada xD
Afinal que tipo de doença tem a Ahri? Se é que se pode chamar assim...
Isto é tudo muito estranho...
E aquelas coisas que ela e a Nayo estão sempre a dizer...

What's going on here? *curiosa*

Continua, onegai *-*

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MensagemAssunto: Re: [TVXQ]+[Super Junior] Rumo ao Paraíso   Seg Set 13, 2010 8:34 pm

Nehh eu não me canço de dizer que elas são umas catiças
Não conseguem falar nada aserio

Ohhh o Yunho foi tão fofo levar a Ahri ao colinho até ao hospital e depois , cavalitas
Eles estão sempre às turras , faz-me lembrar alguem
Para não falar da Nayo e do Yoochun
Tambem estou curiosa para saber o que se passa aqui Suspect

Continua sim ?^^
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MensagemAssunto: Re: [TVXQ]+[Super Junior] Rumo ao Paraíso   

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