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 [Vários Kpop] Playing With Fire

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AutorMensagem
MiyaHaru
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MensagemAssunto: Re: [Vários Kpop] Playing With Fire   Seg Abr 25, 2011 9:30 pm

OMO! Cho Mintae! Eu adoro a tua escrita!

O Kyu e a Min, mais uma vez derroto-me com a fofura deles! Tão cutes!
Aquele bitch da InYoung vai estragar a relação deles! Que cabra! Eu odeio-a tanta páh! Devia desaparecer da pior maneira!

A Kim precisa das amigas, ela não sabe mesmo o que fazer! E o Yesung oppa não ajudou em nada! Pff Homens!
Coitadinha, como pode alguem resistir ao Min Woo? Estás feita Kim!

A Pon está cheia de mistério! Agora fiquei curiosa! Qual é o passado dela?! E algo me diz que o Doojoon ainda não parou por aqui.

A música que puseste é linda, eu quase chorei a ler este capitulo principalmente as minhas partes com o Eunhyuk.
OMO!! Obrigado por o teres acordado Mintae!

Citação :
- Como é que eu posso fazer isso? – Ele pareceu incrédulo. – Tu és a minha princesa… a coisa mais valiosa que eu tenho neste mundo. Dou a minha vida por ti.

OHHHH quando li esta parte derreti-me completamente, eu adoro lamechice *.*
Aish nós tínhamos um amor tão bonito! Tão bonito que eu pensei em cortar os pulsos!! e desligar a maquinas dele?!

Agora, ele deu a vida dele por mim? O Kyu disparou contra ele?! Como posso estar do lado dele!?

Quando li aquele annyeong até gritei. Estou em pulgas para saber como vai ser daqui para a frente! O que vou fazer a seguir? (sim, porque a Mintae parou na melhor parte só para me fazer sofrer ainda mais :s)

Citação :
- Oh, desculpa. – Ele ficou um pouco envergonhado com aquilo. – Nee… o Eunhyuk está com melhor aspecto até, não está tão pálido, não achas? – O rapaz foi-se aproximando mais do amigo. Pousou-lhe a mão sobre a cabeça, acariciando os cabelos castanhos claros.
EUNHAE! E EU NOS BRAÇOS DO HAE! Lol!

Eu quero um filme da Fic! Volto a dizer XD

Continua, rápido!!
Isto é um vicio!




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PonHyunMin
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MensagemAssunto: Re: [Vários Kpop] Playing With Fire   Ter Abr 26, 2011 10:40 pm

AAAAAHHH~ eu deliro sempre depois de ler isto e nunca consigo comentar com jeito, por isso deixo sempre para o dia seguir, para ver sai um daqueles testamentos que eu gosto de escrever XD

Por onde hei de começar? Pelo início...? *apanha*

Nhai, começa mesmo bem, com o meu Doojoon a chegar a casa *-* I miss him so much~ I want PonJoon again *-* (mas PonChan pode continuar também~ XD)

KYUMIN~ *loves* Eles são mesmo fofos~
Eu derreto-me a ler estes momentos de puro mel entre eles os dois *-* O Kyu ainda por cima disse que ama a Mintae, omo~ They seem so happy together~ *-*
Só espero que continue assim...mas algo me diz que TaecMin não ficou por aqui...we'll see XD

OMONA~~~!!! FINALMENTE! O MOMENTO MAIS ESPERADO POR TODOS!! EUNHYUUUUUUUUUUUUK *corre pela casa com os braços no ar* Eu não posso acreditar que ele acordou *-* I'm so happy!
Ele estava assim por causa da Miya? Quer dizer, foi o Kyuhyun, mas ele arriscou a vida pela Miya unnie~ That's so...nhai *-*
Eu quero saber como vai ser agora~!! Quero ler a primeira fala dele, OMO *ecxited*

Ai Kim, Kim...eu já estava a prever isto! Eu bem disse que o TOP é que ainda sai morto no meio desta história toda...e parece-me que eu tinha razão XD *proud*
É bem feito! O Min Woo é um fofinho, não merece morrer! A Kim gosta tanto dele e ele dela *-* e o Kiseop também que não venha armado em esperto senão também leva por tabela! Isto está a ficar cá uma embrulhada...sempre quero ver quem é que acaba a fazer companhia aos bichinhos da terra XD As minhas apostas vão para o TOP. Alguém quer apostar também? Razz

OMONA! Que é que aquela InYoung anda a tramar? O Seulong e a MiYoung foram fazer um filho só para fingir que é filho do Kyu para depois a Mi se infiltrar na nossa casa, separa o Kyu da Mintae e dar cabo dos negócios e da vida do nosso chefinho? Eu aposto que é isso! *arma-se em detective* Ela que não pense que vai conseguir! Está a ir fazer companhia ao TOP e aos bichinhos da terra não tarda! u.ú *evil maknae*

OMONA~~ *-* Melting here~ *-*
Aish, aquele quarto de hotel era mesmo apetecivel...ainda por cima com o Chansung lá dentro XD
Eu gosto tanto quando "eu" implico e gozo com ele XD Aish, depois ele chateia-se e castiga-me! *apanha da Min unnie*
OMO~ ele levou-me a uma instituição de crianças abandonadas! O_O Afinal também fazemos boas acções ^^ Aquela parecia mesmo eu a lidar com miúdos, com medo de os deixar cair e sem jeito nenhum XD Mas é estranho porque eles gostam sempre de mim...devem fazer de propósito -.-
Nhai, aquela menina loirinha era mesmo cute a chamar-me unnie enquanto brincávamos *-* E o Chan tão fofinho com as outras crianças *melts* Ele é muito conhecido naquela instituição...também viveu lá? Ele também foi abandonado? E porque é que eu fui embora daquela maneira? I WANNA NOW!! *curious*

Aish, eu adoro esta fanfic! Por mim podes continuar com mais 50000 capítulos XD
I LOVE THIS SO MUCH~~
MORE, MORE, MORE!! *waits patiently*

_________________

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Cho MinTae
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MensagemAssunto: Re: [Vários Kpop] Playing With Fire   Sab Abr 30, 2011 7:57 pm

Annyeong hasseyo ~~

Nhai *-* Ainda bem que gostaste das tuas partes com o Eunhyuk... e com o Hae também Miya unnie ^^ Eu estou a gostar tanto de escrever as vossas partes, é tudo tão emocionante com ele a acordar e o vosso drama todo *-*

Just one thing: O Eun arriscou a vida pela Miya, isso é certo. Mas não culpem já o Kyuhyun por isso. Eu ainda não contei como é que o Eun acabou em coma... não era só ele que estava lá de arma em punho *mistério* A Miya acredita que a culpa é do Kyu, e está com ele mesmo por isso. Ela lá tem as suas razões... XD Mas o que ela acredita pode não corresponder à realidade... aish! Já estou a falar demais *vai buscar fita-cola* Hoje apetece-me dar spoilers XD
Mas acho que não tenho assim muito mais para desvendar por enquanto *apanha* E vocês nos comentários até aprece que adivinham algumas coisas que eu já tenho planeadas ~~ Não adivinhem muito senão depois não é surpresa e não tem muito impacto XD

Nee, volto a dizer para ouvirem aquela música que pus no capítulo passado (IU - "Mia") nas partes da Miya, Eunhyuk & Donghae ^^ A música é mesmo linda, nhaii *-*
E vou deixar aqui uma random, só porque me apetece ouvir isto hoje XD
Naomi - How Many Loves

(Qualquer dia lanço uma banda sonora desta fic Razz )

Este capítulo é a noite do capítulo anterior XD
E o Henry aqui tem 20 anos.

32.

Ao fim de alguns segundos a tentar perceber se era mesmo verdade ou a sua mente a pregar-lhe uma partida de mau gosto, o rapaz finalmente se deu conta que aquilo era real. Não sabia como, mas era real.

Os sacos que trazia em ambas as mãos caíram no chão. Ele não soube se corria ou caminhava devagar até ele. Sem conseguir andar convenientemente, quanto mais correr, Donghae aproximou-se com algumas dificuldades, devido ao tremor que se apoderara das suas pernas.

A cada passo que dava em direcção da cama, sentia o seu coração dar-lhe uma pontada no peito. Estava tão acelerado mas às vezes parecia que ia parar. Que misto de sensações ao mesmo tempo! Nem quando recebeu as más notícias tinha reagido assim… com aquele turbilhão emocional. Os seus olhos bonitos ficaram húmidos. Estava cada vez mais próximo e via a mão dele mexer.

Passou pela rapariga que ainda estava no chão, chorando em silêncio, sem parecer importar-se com ela.

- Annyeong...? – Aquela voz fraca soou novamente. Um timbre que não ouvia há quase cinco anos. Como é que tinha passado tanto tempo? Como é que depois de tanto tempo ele ainda estava ali? Como é que depois de tanto tempo uma pessoa renasce?

Donghae não conseguiu conter as grossas lágrimas de deslizarem pelas suas feições delicadas quando viu aqueles dois olhos castanhos abertos. Perdidos, eles fitavam o teto. Em que é que ele pensaria naquele momento, depois de tanto tempo sem pensar nada?

A mão trémula aproximou-se de uma outra, pousada sobre o lençol branco. A mão de Donghae pousou em cima da de Eunhyuk ao mesmo tempo que ele conseguiu, finalmente, falar.

- Hyukjae! – Chamou o seu nome e ficou a observar atento as suas reacções.

Os lábios abriram-se mais, formando um ligeiro sorriso, as orbes castanhas viraram-se na direcção de onde tinha vindo aquele som.

- D-Donghae… - Ele retribuiu, reconhecendo a voz do melhor amigo. – Fishy… - Lembrou-se do apelido que lhe chamava.

Donghae recuou um passo para trás. Não sabia o que fazer, como agir. Sempre esperara aquele momento, e às vezes punha-se a pensar como faria quando ele acordasse, mas perante aquela realidade, tudo parecia confuso demais. Ele quase não conseguia respirar, quanto mais pensar em algo coerente para dizer.

Voltou a aproximar-se mais, debruçando-se para deixar o amigo vê-lo. Pousou a mão sobre a dele.

- Hyukie… o que é que sentes? – Conseguiu perguntar, no meio de dois ou três soluços.

- Fome. – Respondeu sincero. – Onde é que eu estou, o que é que aconteceu? – Perguntou.

- Não te lembras de nada?

- Nada do quê? – Perguntou confuso.

- Nada. Descansa… eu vou chamar o médico. – Afastou-se, só aí então reparando em Miya. A morena estava em choque.

Donghae abaixou-se e pegou-lhe no queixo, fazendo-a levantar a cabeça para conseguir olhá-la. Conseguiu ver nos seus olhos o quão perdida ela estava com aquilo. Nem se atrevia a imaginar como seria para ela voltar a ver o amigo acordado.

- Miya-chan… fala comigo, por favor! – Pediu, abanando-a. – Estás bem?

Ela não mostrou qualquer reacção. Sequer parecia tê-lo ouvido. Sequer parecia notar a sua presença ali.

- Aish. – Suspirou. – Miya, por favor… fala comigo! – Disse mais uma vez, mais desesperado. – MIYA-AHHHH!

O corpo da rapariga, que ele segurava pelos braços, tremeu ligeiramente. Os olhos começaram a perder o brilho e as forças foram, lentamente, abandonando o seu corpo.

- Ajuda!!! – Donghae gritou. – Ajudem-me por favor! – Pediu, em desespero. Aquilo era mais para o que ele podia aguentar.

Para sua salvação, o médico de Eunhyuk entrou no quarto, seguido pela enfermeira que o costumava auxiliar.

- Meu Deus! – O homem exclamou antes de correr para auxiliar Donghae e Miya. – Hyemi, chama o chefe aqui agora! – Disse para a enfermeira, que pegou no pager que carregava no bolso da bata.

~~

A passos lentos, a morena entrou em casa que, àquela hora tardia, estava ao escuro. Fechou a porta atrás de si e deixou-se ficar encostada a ela. O seu corpo foi deslizando, até ficar sentada no chão frio. Escondeu a cabeça entre os joelhos e aí permitiu-se chorar um bocadinho. Odiava aquela sensação ao máximo! Choro era sinónimo de fraqueza, na sua opinião. E ela não era fraca, não podia ser. A Pon fraca tinha ficado enterrada no passado, juntamente com…

A maknae interrompeu o pensamento. Não se permitia voltar a pegar naquela história. Aquela já não era a sua história… a Pon de há mais de dez anos atrás tinha morrido… no mesmo dia em que o pequeno JinGuk.

*flashback*

Seul, 9 de Novembro de 1998

- Tens a certeza que consegues ficar responsável por ele? – A mãe perguntou-lhe pela sétima vez em pouco mais de cinco minutos. Pon voltou a assentir com um sorriso confiante nos lábios.

- Eu não demoro, vou só ao supermercado buscar o que falta para o jantar. E o teu pai deve estar a chegar.

- Vai descansada mãe. Eu já sou crescida e posso perfeitamente ficar a tomar conta do meu irmão, não é Guk-ah? – Virou-se para o rapazinho que brincava com uns legos sobre a carpete felpuda da sala.

- Ne. – O menino sorriu para a irmã e continuou entretido.

- Ok meus amores, portem-se bem. – A mulher beijou a testa da filha e mandou um beijinho ao rapazinho de apenas um ano que nem se deu conta do gesto dela. – Não abras a porta a ninguém, ouviste Pon? Eu levo chave, o teu pai quando chegar tem a dele.

- Oh mãe… até parece que é a primeira vez que eu vou ficar sozinha em casa! – A menina rolou os olhos. – Vai lá descansada.

- Aish! E tu Hambougi, cuida destas duas pestinhas! – A mulher falou para o cão, que ao ouvir o seu nome, levantou as orelhas e ladrou.

Ela finalmente saiu. Pon foi sentar-se ao lado do animal, começando a fazer-lhe festinhas. Ele abanou a cauda freneticamente, em sinal que estava a gostar daquilo.

Assim ela se entreteve por algum tempo, até começar a estranhar a demora da mãe e do pai. Levantou-se e foi até à janela, tentando ver se algum dos carros se aproximava do prédio. Nada. Mas a maknae encontrou uma explicação para a demora de ambos. A intensa chuva que caía lá fora. Pon suspirou, ficando lá á espera.

Passou mais algum tempo. A criança que estivera entretida todo aquele tempo, fartou-se daquela brincadeira. Pon aproximou-se dele e deu-lhe um bloco de folhas brancas e um conjunto de lápis de cera.

- Faz um desenho bonito para mim, pode ser? – Pediu, afagando-lhe os cabelos.

- Pode. – Ele respondeu sorridente.

- Boa.

Pouco depois ela começou a sentir frio. Deu uma espreitadela à ladeira. O fogo estava quase apagado, a lenha que a mãe tinha posto ali estava quase a acabar.

- Oh bolas! – Queixou-se. – A mãe está a demorar tanto que daqui a pouco a casa está fria… e o pai vai chegar cansado e com frio… precisa de se aquecer. E agora?

Aproximou-se mais da lareira, aproximando as mãos do vidro protector. Já nem havia calor suficiente para lhe aquecer as mãos. Embora a mãe não gostasse que ela se aproximasse dali, ela foi mais longe e abriu a porta de vidro da lareira. Então ela lembrou-se: a mãe guardava lenha extra na despensa.

- É isso! – Levantou-se rapidamente, com um sorriso. Já sabia o que fazer. Começou a correr em direcção à despensa. Iria trazer lenha para colocar no fogo e voltar a aquecer o ambiente.

Na sua ausência, atraído pelo cheiro do fumo que agora invadia a sala, já que a porta estava aberta, o cão levantou-se e aproximou-se da lareira. Ele era um grande farejador e cheiros novos e diferentes sempre captavam a sua atenção. O animal apoiou as patas dianteiras no mármore e inclinou o focinho para a frente. Não estando perto o suficiente, ele avançou mais para dentro da lareira. Acabou por se queimar e, com a aflição para sair de lá e com as dores provocadas, acabou por espalhar brasas incandescentes por todo o lado.

Uma delas acabou por cair sobre a carpete felpuda. E bastou um segundo para que ela começasse a arder.

Quando Pon voltou à sala depois de algum tempo, afinal a lenha não estava tão à vista como ela supusera e passou um bom bocado a procurar, já o incêndio se tinha espalhado para os sofás e cortinados… um pouco por todo o lado.

Ela ficou horrorizada com a cena! Era fogo por todo o lado, fumo e… a pequena criança no meio da confusão, abrigado debaixo de uma mesinha.
Os olhos dela inundaram e o desespero apoderou-se de si. O choro agoniado dele, que não fazia ideia do que se estava a passar. Estava tão assustado com aquilo tudo!

- JINGUK! – Ela gritou. – GUK-AHHHH!

*flashback end*

O moreno que descia as escadas alarmou-se quando ouviu o choro de alguém. Muito familiar. Chegando cá a abaixo, acendeu algumas das luzes e arregalou os olhos quando viu a maknae encolhida atrás da porta.

- Pon-chan! – Gritou enquanto corria na direcção dela. – O que é que se passa? O que é que tens? – Quis saber, extremamente preocupado.

- A culpa foi minha… - Ela sussurrou, e Doojoon não percebeu nada daquilo. O seu instinto mandou-o ajoelhar-se e abraçá-la e foi isso mesmo que fez.

- Tem calma Pon-chan… está tudo bem… calma. – Disse, tentando confortá-la.

Pon pareceu acalmar-se. O choro cessou. Os dois ficaram assim por algum tempo, abraçados. Doojoon não se arriscou a dizer nada, era melhor ficar calado do que dizer alguma coisa que a fizesse zangar ou…

- YA! – A voz da maknae soou e o rapaz sentiu-se ser empurrado. – Que raio estás a fazer? – Ela levantou-se rapidamente e olhou-o furiosa.

- Estava a… estás bem? – Doojoon levantou-se também.

- Estou. – Respondeu fria.

- Será que podemos falar? – Ele perguntou, querendo resolver as coisas de uma vez, pedir-lhe desculpas pelo seu ataque de ciúmes de Junsu.

- Não Doojoon, não podemos falar!

- Porquê?

- Porque eu não quero falar contigo!

- Pon-chan… eu só quero pedir desculpas pela minha atitude e…

- Estás atrasado Doojoon! A altura para pedires desculpas foi assim que socaste o Junsu. Não depois de vários dias desaparecido! – Pon afastou-se e o moreno seguiu-a.

- Eu precisei de um tempo para pôr as ideias em ordem… - Defendeu-se. – Sei que agi mal mas… - Não conseguiu terminar a frase.

- Chega Doojoon! Eu disse que não queria falar contigo, deixa-me em paz! – Pon ordenou e começou a subir as escadas rapidamente.

Doojoon suspirou. Não ia ser fácil… mas também não estava disposto a desistir por nada. E aquilo que tinha acontecido agora tinha-o deixado confuso e preocupado. Porque é que ela estaria a chorar daquela maneira?

- Porque é que não me deixas ajudar-te?

~~

A rapariga morena estava diante do espelho, analisando atentamente se não tinha borrado a maquilhagem ou falhado algum pormenor. Estava tão absorvida com aquilo que nem deu conta da entrada dele no quarto. Kyuhyun sorriu, aproximando-se por trás dela sem fazer qualquer tipo de barulho.

As mãos dele pousaram sobre as ancas dela ao mesmo tempo em que os lábios lhe tocaram no pescoço. Um batom e um rímel caíram aos pés de Mintae, enquanto a mesma dava um salto.

- Fodasse Kyuhyun! – Ela gritou. – O que é que eu te disse sobre apareceres assim de súbito? Aish!

- Sorry sorry Min-ah! – Ele riu, baixando-se para apanhar o que ela tinha deixado cair. – Mas eu não apareci de súbito! Entrei pela porta e vim caminhando até ti… tu é que estavas aí tão concertada sei lá com o quê que nem me ouviste chegar! – Defendeu-se, entregando-lhe os objectos.

- Muito bonito Kyuhyun! És tão engraçado! – Disse, ainda chateada, voltando a virar-se para o espelho.

- Hum… devo ter feito algo bom para merecer tantos elogios. Ainda bem que achas Min. – Ele gozou mais uma vez.

- YA! – Mintae virou-se muito rápido para ele, apontando-lhe o batom.

- Tem cuidado com isso. É perigoso! – Ele ignorou a fúria dela e continuou. Aquilo estava a ser divertido.

- Se vieste aqui para me distrair faz o favor de sair! – Ela disse, passando com o batom rosado no lábio inferior. – Eu não demoro.

Kyuhyun ficou a olhar para o percurso do batom pelos lábios da morena, deixando-os avermelhados e brilhantes. A boca dela parecia um morango. Só dava vontade de atacar e…

- Ficavas muito chateada se tivesses de retocar o batom a seguir? – Ele perguntou enquanto se ia aproximando.

- Nem tentes! – Ela afastou-o para longe. – Vamos lá descer, a Amber e o Mi devem estar à nossa espera.

- Temos tempo. – Ele sorriu.

- Tens noção há quanto tempo é que não vamos a uma festa do HanGeng oppa? – Ela perguntou entusiasmada enquanto punha mais um pouco de perfume.

- Aish… - Kyuhyun suspirou. – Ainda gostava de conseguir entender como é que tu gostas tanto de festas assim. Vai ser uma seca ter de falar com toda a gente e…

- Nem pareces tu a falar Kiu Xian! Já viste a quantidade de negócios que se podem fazer numa oportunidade assim?

- E desde quando é que tu te interessas tanto por negócios? – Ele estranhou.

- Comecei a ver todas as vantagens que nos podem surgir. – Ela lançou-lhe um olhar misterioso. – Vá, anda lá Kyu-Kyu. – A morena pegou-lhe na mão e arrastou-o para fora do quarto.

Na sala ampla do rés do chão, ZhouMi e outro rapaz mais novo viam algo entusiasmados, enquanto a rapariga de cabelos curtos se entretinha com uma pequena playstation portátil.

- Que estás a jogar? – Kyuhyun perguntou-lhe, interessado.

- Um jogo idiota… é chato. – Ele olhou com desinteresse para o objecto que tinha nas mãos. – Vocês nunca mais se despachavam! – Reclamou.

Kyuhyun esticou o braço e apontou na direcção de Mintae que o olhou de lado.

- Mianhae. – Ela desculpou-se.

- Vejam o que o Henry me mostrou. – ZhouMi atirou um pequeno revólver que Kyuhyun apanhou no ar. Começou a analisá-lo. Mintae foi sentar-se ao lado dele no sofá para poder notar os detalhes da arma sofisticada.

- Quer dizer que vão todos à festa do Hangeng… - O mais novo dali comentou.

- Não vens connosco Henry? – Mintae perguntou ao rapaz.

- Não, obrigado noona, dispenso.

- Aish! E eu dispenso que me chames noona! Faz-me sentir velha, não gosto.

Ele rolou os olhos.

- Bem, se o Henry não quer, não vai. Mas nós temos de ir andando. – ZhouMi falou e Mintae levantou-se no mesmo instante, colocando-se ao lado dele. Os outros dois continuaram entretidos com a arma e o jogo.

ZhouMi e Mintae entreolharam-se.

- Vamos embora Min. – O rapaz estendeu a mão e ela agarrou-a, deixando-se ser conduzida por ele até à porta. Só aí Amber e Kyuhyun pareceram despertar. Seguiram os dois.

- Tenham cuidado! – Henry alertou. – Embora a festa seja na casa de um amigo, vão lá estar alguns inimigos, estejam atentos e… Aish! – Suspirou, já ninguém o ouvia.

ZhouMi escolheu um dos seus melhores carros. Um Mercedes prateado, adquirido há apenas alguns dias atrás. Conduziu por pouco mais de meia hora, antes de parar dentro do perímetro de uma mansão imponente, que se erguia entre algumas colinas.

Um jovem fardado tomou conta das suas chaves e ficou encarregue de estacionar o Mercedes nas traseiras da mansão.

Os quatro entraram para o salão principal. Um rapaz bastante bonito que conversava mais afastado, perto da enorme lareira, quando os viu chegar veio ao seu encontro.

- ZhouMi, Kui Xian! – Abraçou os dois. – Amber Liu… e Mintae… - Cumprimentou-as também. – Há tanto tempo que não vos via, está tudo bem? – Hangeng começou a conversa. Ele era simpático e afável. E ainda melhor do que isso, era alguém em quem eles podiam confiar. Um amigo para todas as ocasiões.

O anfitrião conduziu-os a uma zona mais reservada da sala, um espaço onde haviam alguns sofás confortáveis, mesas, um balcão de onde eram servidas bebidas e música.

Algumas horas tinham passado. Amber, depois de algumas bebidas, já estava a gostar mais de ali estar. A rapariga estava sentada no colo de ZhouMi, entretida a desabotoar-lhe os botões da camisa branca. Entre risos, ele dizia-lhe para que parasse com aquilo quando no fundo queria o mesmo que ela.

Mintae riu, tragando mais uma vez o cigarro que tinha preso entre os dedos. Estava a gostar da cena a que assistia. Kyuhyun tirou-lhe o cigarro da mão para servir-se dele também. A morena refugiou-se na bebida.

De súbito, Amber levantou-se. Agarrou na gravata afrouxada do ruivo e puxou-a, fazendo-o levantar-se. Os dois encaminharam-se para longe dali, com Amber a abrir caminho por entre os convidados que por ali dançavam ou conversavam.

Kyuhyun sorriu, aproveitando a oportunidade para se aproximar mais da morena. Bebeu mais um gole do seu whisky e apagou o cigarro no cinzeiro.
- Estás a gostar da festa Min? – Perguntou, colocando o braço por cima do ombro dela.

- Estou. – Ela respondeu, pegando num pequeno fruto vermelho escuro. Mordeu-o pela metade, deixando o sumo acumular-se no canto dos lábios. – E tu Kyu-Kyu?

- Também. Se bem que podia estar melhor… - Acrescentou, a mão direita pousando sobre a coxa dela, apertada pelo vestido. Afastou-lhe os cabelos do pescoço, deixando a pele branca à vista. Aproximou os lábios, depositando um beijo na região.

- YA! – Mintae riu, antes de se levantar, deixando-o confuso.

Ela virou-se de costas, começando a andar na direcção onde um aglomerado de pessoas dançava. Parou, virando apenas a cabeça para ele. Provocou-o com o olhar e com um ligeiro sorriso matreiro. Kyuhyun levantou-se e andou até ela. Os dois infiltraram-se um pouco por entre os outros.

Alguém ali ao lado ficou feliz com o afastamento dos dois da mesa.

Kyuhyun puxou Mintae pela cintura e encostou-a ao seu corpo. Ela abraçou o seu tronco, inclinando-se para chegar aos lábios dele. Beijaram-se por alguns instantes até ela se afastar e começar a dançar ao ritmo da música mexida que soava, provocando, como podia, o rapaz. Kyuhyun até gostava de quando ela se movia perto do seu corpo sensualmente, mas dança nunca foi o seu forte. Rapidamente se fartou, arrastando a morena em protestos até à mesa.

Mintae bebeu o resto do whisky do copo dele enquanto o rapaz foi ao balcão pedir mais. Ele voltou com dois copos cheios, estendendo um à rapariga.

A música parecia estar cada vez mais alta e as luzes cada vez mais coloridas. Kyuhyun aproveitou para sussurrar algo ao ouvido dela, ganhando com isso um estalo no braço. Quando voltou a propor-lhe qualquer coisa, a recepção já foi mais calorosa, recebendo um toque de lábios dela. Algum tempo depois ela já estava farta de ali estar e decidiu arrastá-lo novamente para o meio da multidão.

Levantou-se mas rapidamente sentiu uma tontura que a fez vacilar. Kyuhyun arregalou os olhos, levantando-se num ápice para a segurar.

- O que foi? Estás bem? – Perguntou preocupado.

- Sim… estou. – A morena massajou as têmporas. – Foi só uma tontura. Está tudo bem. – Tranquilizou-o.

- Aish! Acho que chega de bebidas por hoje…

- Eu nem bebi tanto assim! Deve ser deste calor e de tanta gente a respirar o mesmo ar… está tão carregado.

- Vamos lá fora apanhar um bocadinho de ar. – Kyuhyun levou-a apoiada em si até ao jardim.

Estava uma noite bonita, com lua cheia e o céu estrelado. A temperatura era agradável, estava-se melhor ali do que no interior da mansão.

- Estás melhor? – O rapaz perguntou.

- Estou… mas… não me sinto muito bem. – Mintae cambaleou novamente.

- OMO! – Ele alarmou-se. – O que é que sentes? Dói-te alguma coisa?

- Sinto… aish! Sinto o meu estômago a arder… e a cabeça a andar às voltas… Que coisa estranha.

- É melhor irmos embora. Eu levo-te ao hospital.

- Nem penses Cho Kyuhyun! Hospital não… vamos para casa, isto já passa.

- Não sejas teimosa Min!

- Kyun-ahhhhhh!!! - Ela fez manha.

O rapaz contorceu os lábios. No instante a seguir tinha-a pegado ao colo e carregava-a para o carro. Ligou para um dos empregados trazer outro para Amber e ZhouMi.

~~

A morena foi despertando devagar, abrindo os olhos, estranhando aquele local. Após vários segundos conseguiu identificar que estava no hospital.

- OMONA HYUKJAE! – Miya deu um salto da cama, saindo rapidamente do quarto. Reconheceu aquela ala, não estava longe do quarto do namorado. Encaminhou-se até lá, encontrando a porta fechada. Abriu-a devagar e uma pessoa virou-se para si. Donghae sorriu-lhe.

- Miya, estás melhor? – Levantou-se e caminhou até ela. A morena entrou, voltando a fechar a porta atrás de si.

- Estou. O que é que me aconteceu?

- Os médicos disseram que foram apenas choques demais, precisavas de descansar.

- Dormi quanto tempo?

- Algumas horas.

- E o Eunhyuk? – Ela desviou os olhos para o rapaz que dormia profundamente.

- Dormiu. Os médicos estiveram a fazer-lhe exames que o deixaram cansado. Está a descansar, mas está tudo bem.

- Aish! E eu não estive presente para o ver, para falar com ele.

- Não te preocupes Mi-ah! Foram muitas emoções para ti. Assim que ele acordar vão ter todo o tempo para matar saudades.

- O que é que ele disse Hae? – Perguntou, esperançosa que ele a tivesse mencionado.

- Pouca coisa. Só disse que tinha fome e que lhe doía a cabeça. Ah, e chamou-me “Fish”. – Donghae sorriu. – Tinha tantas saudades de ouvi-lo chamar-me aquilo.

- Ah…

- Vai descansar Miya. Amanhã voltas aqui. – Aconselhou.

- Não. Eu quero ficar aqui, ele pode acordar…

- Miya, ele foi medicado, só vai acordar amanhã, descansa, sim?

- Mas… - Ela tentou protestar.

- Não insistas. Queres que eu peça que te dêem um calmante?

- Não.

- Então vá lá.

- E tu Hae? Vais ficar aqui?

- Estava a pensar ir tentar dormir um bocadinho em casa.

- Posso ir contigo? Não me apetece ir para a minha casa. – Pediu, baixando o olhar.

- Claro, vamos lá.

Miya aproximou-se de Eunhyuk e depositou um beijo nos seus lábios rosados antes de sair com Donghae.

~~

O jovem Henry alarmou-se quando, do sofá onde lia uma revista científica, viu entrar Kyuhyun com Mintae ao colo. Ela parecia desacordada.

- Henry, ajuda-me! – O hyung pediu.

- OMO hyung! O que se passa?

Kyuhyun pousou a morena no sofá e o mais novo aproximou-se para a observar.

- Tu sabes medicina, não sabes?

- Eu sei tudo hyung! – Corrigiu o pequeno génio. – O que é que se passou com a noona?

- Não sei. Nós estávamos na festa e ela começou a sentir-se mal… desmaiou no carro.

- O que é que ela bebeu? – Quis saber, enquanto analisava as pupilas dela.

- Vinho… whisky… não sei Henry!

- Eu vou buscar umas coisas, tem calma hyung, ela não parece mal… - Henry disse antes de correr escadas acima.

O moreno estava cada vez mais preocupado do aquilo. Acariciou a bochecha dela, que continuava desacordada.

Henry voltou com uma maleta. Pegou num aparelhinho qualquer e na mão dela. Picou-lhe o dedo indicador de modo a que conseguisse uma amostra de sangue. A essa amostra juntou algumas gotas de químicos que Kyuhyun não fazia ideia do que eram nem para que serviam.

Quando a amostra de sangue atingiu uma tonalidade arroxeada Henry mordeu o lábio e procurou outros apetrechos na maleta, enquanto pedia a Kyuhyun que fosse buscar um copo de água.

Assim que o moreno voltou e lhe estendeu o copo, Henry juntou lá dentro um pequeno comprimido cor de rosa que logo se desfez e umas gotas transparentes de um pequeno frasco. Agitou a solução e pediu ao hyung que inclinasse o corpo da rapariga, para que ela conseguisse tomar o remédio.

- O que é que ela tem? O que é isto? – Kyuhyun perguntou.

- Ela foi envenenada Kyuhyun hyung. Mas foi coisa de amadores… está tudo bem com ela agora. Leva-a para dormir.

- Envenenada? – O mais velho quase gritou. – Mas como?

- Eu disse-vos para terem cuidado.

- Aish! Eu não sei como é que isto pode ter acontecido… - Lamentou-se.

- Está tudo bem hyung, não te preocupes mais. Vão descansar.

- Obrigado Henry. – O mais velho agradeceu.

- De nada hyung. Boa noite.


- Boa noite.

Kyuhyun pegou na morena e subiu até ao quarto. Com cuidado, pousou-a sobre o colchão e deitou-se ao seu lado. Ao fim de algum tempo ela remexeu-se e o rapaz ficou alerta.

Os lábios de Mintae entreabriram-se e, muito baixinho, ela sussurrou, ao mesmo tempo em que esboçava um ligeiro sorriso:

- Taecyeon-ah…

Kyuhyun ficou confuso com aquilo. Quem era Taecyeon? Nunca tinha ouvido aquele nome. Porque é que ele não conhecia aquele nome? Ficou desconfiado. Porque é que ela estaria a chamar por aquele nome? Não gostou nada daquilo.

Mas gostou quando ela, inconscientemente, se aproximou mais dele e pousou a mão na sua e a ouviu sussurrar o seu nome. Sorriu, derretido.

~~

Pon estava capaz de atirar o telemóvel à parede. Que belo oppa e unnie que tinha, que nem atendiam as chamadas da maknae! Miya e Kim também não estava em casa e Yesung não era um boa ajuda naquele caso. E eram aqueles dois que tentava contactar que melhor conheciam a sua história. Apetecia-lhe mesmo ouvir a voz da unnie ou de Kyuhyun a confortá-la.

O telemóvel tocou no mesmo instante e ela atendeu sem pensar duas vezes, nem olhando para o nome que piscava no visor.

- Yoboseyo! Oppa? Unnie? – Quis saber quem lhe falava do outro lado.

- Pon-chan… - Uma voz masculina soou. Mas não era Kyuhyun.

- Ch-Chansung…?

- Pon! Desculpa ligar a esta hora, mas eu fiquei preocupado. Estás bem? – O maknae perguntou-lhe.

- Estou. Desculpa ter ido embora assim Chan…

- Não faz mal. Parece que tiveste motivos para isso, não é?

- É.

Reinou o silêncio por breves momentos. Pon quebrou-o, continuando a falar.

- Onde é que estás Chan?

- No apartamento do Yesung hyung. Agora está por minha conta, o Lee Joon e o Junho foram viver para tu casa… que inveja. – Ele riu.

- Inveja porquê?

- Ora, porque estão perto de ti!

Pon sentiu-se derreter mais uma vez com a fofura do maknae.

- E que tal se eu fizesse com que parasses de ter inveja deles?

- Como?

- Estou aí em dez minutos.

Chansung sorriu assim que a ouviu dizer aquilo.

- Acho que é melhor te explicar umas coisinhas Chan…

- Estou à tua espera então.

- Ne, estou a ir.

- Ok.

- Ok.

- Até já.

- Até já.

Pon desligou, já mais animada. Cada vez que falava com ele era assim. Pegou na mala e saiu do quarto a correr, indo em direcção à garagem. Aquela movimentação intrigou um moreno.

Doojoon saiu logo atrás da maknae, seguindo-a até ao apartamento de Yesung. Que raio ia ela lá fazer àquela hora com aquela pressa toda? Ainda para mais quando Yesung e os dongsaengs estavam na mansão.

Mais afastado para que ninguém desse conta da sua presença ali, Doojoon ficou a vê-la sair do carro. Alguém que já devia estar ali à sua espera aproximou-se e então ele viu os dois… cumprimentando-se com um abraço caloroso e um beijo demorado nos lábios.

Doojoon socou o volante do carro.

(continua...)

Sorry sorry à Kim porque ela não aparece aqui, mas aparece no próximo de certeza ^^
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MiyaHaru
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MensagemAssunto: Re: [Vários Kpop] Playing With Fire   Seg Maio 02, 2011 2:38 pm

AMEI!!
O Eunhyuk disse as primeiras palavras?!? AISH eu porque é que pensei logo em Eunhae?! XD
A minha personagem bateu mesmo no fundo! Mais uma vez o Hae é um querido!! Hum eu vou para casa dele? Isso é perigoso visto que Eunhyuk ainda não falou comigo isso é muito perigoso e ainda para mais eu estou mal porque ainda não falei com o Eun logo preciso de alguem que me conforte Twisted Evil Twisted Evil Twisted Evil
As coisas que o Eun não sabe não lhe vão fazer mal *apanha*
E mais uma vez a musica de IU é fantástica para o meu drama XD

Hum tive pena da Pon...será que o irmão se safou? É normal que ela tenha ficado traumatizada! OMO o DooJoon viu a com o Chan! Vem ai mais problemas!

Eu amo o casal KyuMintae! Aish tão fofinhos! OMO! Quem envenenou a Min?!? Eu imaginei loho o Henry cute apresado!
Ele é tão cute!!E todo doutor ainda fica mais XD
Eu adoro o casal Zhoumi e Amber que já estavam a fazer a festa! Twisted Evil
Ah e também quero saber como ficou o assunto da Kim e o TOP!

Continua MIN PLEASE!!
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Cho MinTae
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MensagemAssunto: Re: [Vários Kpop] Playing With Fire   Dom Maio 08, 2011 11:00 pm

Annyeong ^^

Nee, eu hoje tenho de dizer umas coisinhas:
Infelizmente, não sei quando é que volto a actualizar. Estas próximas semanas vão ser o inferno na faculdade com os últimos testes e exames e sei lá mais o quê. Eu acho que não vou ter tempo para escrever so... Mianhae Crying or Very sad
Depois, sobre a fic. Sorry sorry pelo oceano de KyuMin(Tae) que tem havido nestes últimos capítulos e neste também. Mas eu tenho de aproveitar para escrever as cenas da China para eles depois voltarem para a Coreia e as histórias poderem seguir. E também tenho de aproveitar antes que entre em abstinência de momentos cutes entre eles *chora* E vivam os spoilers!
E mais uma coisa... sorry sorry se houver algum erro. Não tive muito tempo para reler e corrigir. Mianhae again ~

Por último: Miya unnie, eu consegui postar no fim de semana~! Com muito esforço mas consegui! Por isso não te esqueças do nosso acordo! I'm waiting~! And I want it so much *derrete*
E como eu sei que gostas muito, o vídeo/música de hoje é super especial:
Donghae (& Eunhyuk) - Beautiful

Eu estive aqui a derreter com isto e por isso tive tantas ideias para HaeMiya *-* E ideias para EunMiya ~~ mal posso esperar para pôr em prática todas as cenas cutes que tenho para o casal Eunhyuk & Miya *-* Vocês são os mais fofos e românticos e... nhai~ *spoilers outra vez*

33.

Ainda cansada e confusa com todos os últimos acontecimentos, mas com uma enorme vontade de voltar ao hospital, naquela manhã, para ver Eunhyuk, Miya saiu do quarto de hóspedes do apartamento de Donghae. A casa ainda estava às escuras por ser tão cedo e o rapaz com certeza que ainda estaria a dormir.

A morena ponderou se o havia de acordar ou não, já que ele também precisava descansar bastante. A história de Eunhyuk era tão importante para Hae como para ela, já que os dois eram os melhores amigos desde os tempos da escola.

Enquanto caminhava pelo corredor, ela reparou numas molduras que enfeitavam uma estante. Aproximou-se para observá-las melhor e, assim que reconheceu as pessoas nas fotografias, um sorriso brotou-lhe dos lábios.

Donghae, Eunhyuk e Miya. Os três sorriam abertamente para a câmara. Noutra das fotos, as mesmas três pessoas, desta vez fazendo caretas e poses engraçadas. Noutra estavam apenas Eunhyuk e Donghae, cerca de dez anos mais novos. O nariz de Eunhyuk estava sujo de gelado de morango que o amigo lambia com vontade.

Uma sensação de nostalgia apoderou-se dela. Que saudades daqueles tempos. Que saudades daquele trio junto, brincando, fazendo asneiras. Saudades dos tempos de pura inocência, de tempos em que Eunhyuk ainda não tinha feito a burrice de se envolver com gente perigosa, carregando consigo atrás dele. Ainda bem que tinham deixado Donghae de fora daquela aventura que só mal lhes provocou.

Suspirou, pousando a moldura no sítio onde previamente estava. Continuou a caminhar na direcção do quarto do moreno. Parou à porta, pensando se batia ou não. Ele merecia descansar, mas ela não queria ir sozinha para o hospital e também sabia que ele queria ir ver o amigo. Bateu três vezes e, não obtendo resposta, resolveu entrar mesmo assim.

Deparou-se desde logo com a figura do moreno que jazia descansado no meio da cama grande. Sorriu. Donghae era mesmo muito folgado na maneira de dormir, ocupava todo o espaço. Quando os três eram crianças e às vezes dormiam na casa uns dos outros, ela e Eunhyuk eram constantemente pontapeados e atirados para fora da cama.

Foi-se aproximando. Metade das costas dele estavam a descoberto, os braços abertos, cada um para seu lado. Tão típico.

- Hae… - Chamou baixinho. – Donghae. – Voltou a insistir quando ele nem se moveu. – Aish! Lee Donghae! – Disse bem alto e o moreno abriu os olhos atordoado.

- OMO ~ - Queixou-se, coçando os olhos para conseguir focar a figura ao seu lado. – M-Miya? – Sibilou, olhando-a de cima a baixo.

- Bom dia Hae. – Ela sorriu sem jeito, reparando na forma como ele a olhava. – Nee… eu resolvi usar a tua camisa para dormir mais confortavelmente… e para não amarrotar ainda mais as minhas roupas. Fiz mal?

- N-Não. Fizeste bem. Fica à vontade. – Donghae sorriu, voltando a observá-la. – Ya~! Tens de comer mais… olha para isso! – Apontou. – A camisa que me fica quase apertada serve-te de vestido.

- O que é que estás a insinuar Lee Donghae? – Miya franziu a sobrancelha, ao mesmo tempo que colocava as mãos nas ancas. – Estás a chamar-me baixinha, é?
- Eu não estou a chamar-te nada. – Defendeu-se. – Até porque não vale a pena. As evidências falam por si! – Ele riu com vontade e ela lançou-lhe um olhar assassino.

- Tu já vais ver Donghae! – Ameaçou.

Donghae saiu da cama num pulo, começando a correr pelo quarto, com Miya no seu encalço. Poucos instantes passados, o rapaz acabou por tropeçar numa almofada que estava ali no chão e aterrou sobre o colchão. O corpo da rapariga surgiu ao seu lado e ela riu.

- Nee… - Donghae começou. – É melhor nos despachar-mos. Eu ainda tenho de ir trabalhar depois do hospital. – Suspirou.

- Ok. – Miya levantou-se. – Não demores, eu vou ser rápida a trocar de roupa.

- Vais vestir o que tinhas ontem?

- Vou. Não há nada que me sirva no teu armário… - Atirou-lhe a língua. – Olha para isto, és mesmo grande e musculado Hae, aish! – Ela disse, passando as mãos pelo tronco dele.

- Tu é que és pequena! – Ele ripostou, colocando os baços à volta da cintura da morena.

Os dois ficaram abraçados por algum tempo, há muito tempo que não estavam assim. Miya gostava mesmo daquela sensação de protecção que Donghae lhe passava.

- Então vá… eu vou trocar de roupa. – Ela disse, afastando-se para voltar ao quarto de hóspedes.

- Será que o Eunhyuk já pode comer coisas normais? – O rapaz perguntou e ela virou-se.

- Não sei. Porquê? – Perguntou, confusa.

- Porque eu pensei que pudéssemos passar por aquela pastelaria especial para tomar o pequeno almoço e depois levássemos um bolo ao Eun.

- Wah ~~ Isso é boa ideia Hae! – Miya concordou, feliz. – Se ele não puder comer ainda acho que nem te vais importar nada de comer um doce extra, não é Hae? – Gozou.

- YA!

- Ok, oppa. Até já. – Ela saiu. Donghae sorriu, enternecido.

~~

Os primeiros raios de sol começavam a entrar no quarto, iluminando o espaço. Ao notar a presença de luz, Mintae foi despertando. Abriu os olhos sem grandes dificuldades, observando as costas do moreno que dormia ao seu lado. Levantou-se e ajeitou melhor o lençol para cobrir o rapaz.

Sentia-se bem naquela manhã, ao contrário do que tinha acontecido na noite anterior. Ainda gostaria de saber o que fora aquilo e quem a ajudou. Perguntaria isso mais tarde.

Aproximou-se da janela, observando como o dia nascia bonito. Perfeito para retomar os treinos com Amber. Vestiu rapidamente as suas roupas e saiu do quarto com cuidado para não acordar Kyuhyun.

Desceu para o pátio, onde esperava encontrar a amiga, mas o sítio estava deserto. Então lembrou-se da última vez que a tinha visto, na festa com ZhouMi. E chegou à conclusão que não veria nenhum dos dois antes do meio dia. Suspirou, não reprovando a situação dos dois. Nesse momento lembrou-se do moreno que tinha deixado na cama a dormir. Teve a ideia perfeita.

Do pátio foi até à garagem e lá procurou bicicletas, verificando se os pneus estavam cheios. Tudo perfeito. Correu então até à cozinha onde uma senhora de meia idade começava a preparar café, pão e bolos para o pequeno almoço. Quando a viu entrar no seu espaço a mulher sorriu.

- Ni hao*! – A rapariga cumprimentou sorridente. – Será que me pode arranjar um cesto com algumas coisas? Para levar na bicicleta?

- Claro menina. – A mulher abriu um armário e de lá tirou uma cesta de vime. Colocou uma toalha aos quadrados no fundo e começou a enchê-la com comida. Quando terminou, estendeu-a a Mintae, que a analisou satisfeita.

- Muito obrigada. – Ela agradeceu e até depositou um beijo na bochecha da senhora, que se admirou com aquilo.

Mintae subiu ao quarto, encontrando Kyuhyun exactamente na mesma posição de quando ela tinha saído. Puxou o lençol para baixo, deixando-lhe novamente as costas desprotegidas. Inclinou-se pousando os lábios no local. Foi subindo devagar, aproveitando cada centímetro da pele dele. Quando estava próxima do ombro direito, o moreno despertou, admirando-se por tê-la sobre si a beijar-lhe as costas. Virou um pouco mais a cabeça para conseguir olhar para ela.

- Min… o que é que estás a fazer? – Ele perguntou confuso.

- Estou a acordar-te. Tenho planos para nós os dois. – Respondeu, retomando a sua tarefa.

- Estás bem?

- Nunca estive melhor.

- Tens a certeza?

- Absoluta.

Kyuhyun ia para falar novamente, mas não conseguiu pensar em mais nada quando os dentes dela roçaram pela sua orelha.

- Levanta-te Kyu, veste uma roupa confortável… vamos fazer um coisa diferente hoje? – Propôs, enquanto saía de cima dele.

Kyuhyun levantou-se, lançando-lhe um olhar curioso. Reparou depois na cesta pousada na beira da cama.

- Hum… o que é que tens em mente?

- Estou à tua espera na sala. – Ela não respondeu ao que ele queria. Sorriu, enquanto pegava na cesta e saia do quarto.

O moreno procurou roupas confortáveis no armário e vestiu-se rapidamente para não a fazer esperar muito. Assim que ficou pronto desceu para a sala mas ela já lá não estava. Ouviu um barulho vindo do lado de fora e saiu.

Sorriu assim que viu a morena a tentar guardar a cesta de vime dentro do cesto de uma bicicleta. Colocou os óculos de sol e caminhou até ela.

- Precisas de ajuda? – Ofereceu e, num ápice, conseguiu colocar tudo correctamente. – Um passeio de bicicleta Min?

Ela assentiu com a cabeça. Uma das coisas que mais gostava de fazer era pedalar e em Seul não era algo que conseguisse fazer muito bem. Mas ali, nas vastas áreas naturais que rodeavam as propriedades de ZhouMi, era o sítio ideal.

Mintae pegou numa das bicicletas e começou a movimentar-se. Kyuhyun seguiu-a para fora do perímetro da mansão e, a pouco e pouco os dois foram engrenando-se por um bosque. Ela ia à frente, escolhendo o caminho que seguiam. Percorreram caminhos de difícil acesso, subidas, descidas por algum tempo. Kyuhyun começou a ficar para trás e, a certa altura, gritou para a morena.

- YA! Cho Mintae! Vamos parar! – Pediu.

Ela virou-se para encará-lo e continuou a pedalar.

- Só mais um bocadinho Kyu…

Ela acabou por imobilizar a bicicleta numa pequena clareira, encostando-a a uma árvore. O sol já ia alto, deviam passar das dez horas daquela manhã agradavelmente quente. A morena tirou uma garrafa de água da cesta e bebeu um pouco da água que ela continha. Atirou-a a Kyuhyun. Ele bebeu tudo e depois sentou-se sobre a grama verde, suspirando. Mintae afastou-se, cativada por umas flores pequeninas e vermelhas que nasciam ali perto.

O rapaz ficou a observá-la e então levantou-se, olhando à volta. Encontrou o que pretendia perto de uma árvore. Foi até lá e apanhou uma flor branca. Aproximou-se de Mintae e colocou-lhe a gardénia diante os olhos.

A morena sorriu, pegando na flor. Gardénias eram as suas favoritas, Kyuhyun sabia disso tão bem.

Kyuhyun puxou Mintae pela mão para se sentarem no chão. Ela inclinou-se e beijou-o. Sabia tão bem estar ali no meio do nada só com ele, sem nada a atrapalhar. Nem precisava de dinheiro, poder, luxo. Só ficar assim. Como nos velhos tempos.

*flashback*

Norte da China, 5 de Junho de 2005

A morena corria o mais rápido que conseguia mas mesmo assim a sua velocidade não era quase nenhuma. Era difícil correr sobre toda aquela areia, ainda mais numa tarde ventosa como aquela. Todo o seu cabelo voava, tapando-lhe os olhos. Ela virou-se para trás, vendo qual era a distância entre ela e o seu perseguidor. Ele estava a aproximar-se. Ela queria correr mais mas não conseguia.

Sentiu umas mãos sobre a sua cintura, e o corpo dele chocar contra o seu. Os dois riram bem alto. Ela atirou a camisa que trazia na mão para o chão e abriu os braços, aproveitando aquela sensação boa que o vento lhe proporcionava ao bater contra o seu rosto. Fechou os olhos. O rapaz atrás de si fez o mesmo.

- Aish… - Ela suspirou. – Nunca me senti tão bem assim. – Riu, virando-se para trás.

Já que o corpo dele estava tão próximo, ao virar-se ela embateu contra ele e desequilibrou-se. Os braços de Kyuhyun abraçaram a cintura dela e ele deixou-se cair sobre a morena. Impulsionando o corpo, ele fez com que rodassem e, como estavam no cimo de um pequeno monte de areia, foram rebolando abraçados por ali abaixo, até perderem o balanço.

Kyuhyun ficou com as costas sobre a areia e com Mintae sobre o seu peito. Explodiu numa gargalhada, sendo acompanhado pelo riso dela. Ambos estavam ofegantes, cansados, mas felizes. Reparando que o cabelo dela lhe caía sobre o rosto, ele esticou a mão para os alisar e ela baixou os olhos.

Kyuhyun não conseguiu resistir muito mais tempo. Com a mão no pescoço dela, puxou-a para si e colou os lábios nos dela. Mintae correspondeu ao mesmo tempo, acariciando o cabelo ligeiramente ondulado dele. O rapaz rodou e as costas de Mintae conheceram a areia.

O sol ia descendo no horizonte, eles não podiam demorar a ir para casa, era perigoso andar no deserto à noite. Mas nenhum deles sequer pensava em quebrar o contacto. Há muito que ansiavam por aquilo. O beijo intenso foi abrandando o ritmo e Kyuhyun separou os lábios dos dela. Sorriu-lhe e ela sentiu-se corar.

- É melhor irmos… está a ficar tarde e é perigoso… - Ele disse num sussurro.

- Tem mesmo de ser?

- Querias ficar aqui mais tempo?

- Eu quero ficar… assim… mais tempo.

Kyuhyun sorriu e levantou-se num ápice, deixando-a confusa. Ele puxou-a pelos braços e fê-la chocar contra o seu tronco.

- É assim que queres ficar Min? – Perguntou com um sorriso matreiro.

Mintae rodeou o corpo dele com os braços. Foi só ela acenar um “sim” com a cabeça que os lábios dele se fundiram nos seus e sentiu-se deitada na areia novamente.

O sol já se punha pela metade atrás de uma colina no imenso deserto de Gobi.

*flashback end*

- Ya ~! – A voz da rapariga ao seu ouvido fez Kyuhyun despertar para a realidade. – Em que é que estavas a pensar? – Inquiriu.

- Em nós os dois. – Respondeu sereno.

- A sério? – Mintae sorriu derretida. – E o que é que estavas a pensar sobre nós os dois?

- Nada que não tivesse já pensado antes. Amo-te e quero ficar contigo para sempre! – Respondeu, ajeitando-lhe uma mecha de cabelo atrás da orelha. – Quero casar e viajar contigo para um sítio especial… ou vários sítios especiais. – Corrigiu, já tendo alguns sítios em mente. – Quero ter filhos, animais de estimação e… - Kyuhyun foi interrompido com o dedo dela pousado sobre os lábios.

- OMONA Kyu~! Se tu quiseres nós podemos casar amanhã, ir viajar no dia a seguir… mas quanto a isso dos filhos não tenhas pressa, ok?

- Porque não?

- Porque não.

- Porquê Min? Já viste que fofo que ia ser… ter alguém para ensinar e…

- Temos muito tempo para isso depois. Não tão brevemente. – Ela levantou-se. – E agora vamos lá embora! – A morena correu até às bicicletas, preparando-se para partir na sua.

Kyuhyun seguiu-a. Já tinha mais um motivo para implicar com ela. Riu, aquilo ia ser engraçado.

- YA! Estás com medo de mim? Não é preciso, não te vou fazer nada! – Gritou para ela que ia mais à frente.

Em tom de desafio, a morena atirou-lhe a língua e ele sentiu-se picado. Acelerou mais, começando a ganhar terreno. Mintae pedalou velozmente até se ver encurralada por um precipício. Travou a fundo e saiu da bicicleta, continuando a fuga a pé.

Ela podia ser mais rápida na bicicleta, mas Kyuhyun ultrapassava-a na corrida. Ele acabou por apanhá-la à saída do bosque, quando ela começava a atravessar um campo de pequenas marcelas.

Mintae caiu no chão e Kyuhyun caiu ao seu lado. Assim ficaram durante algum tempo. Era melhor que aproveitassem o tempo juntos enquanto lhes era possível.

~~

Assim que as portas do elevador se abriram, o riso de Miya ecoou pelo corredor daquela ala do hospital e ela sentiu-se constrangida quando viu algumas pessoas a olhar para si de um modo reprovador. Deu um toque no braço de Donghae, condenando-o por tê-la feito rir assim.

Os dois caminharam lado a lado até chegar à porta do quarto de Eunhyuk. Quando a rapariga ia abrir a porta, o médico surgiu perante deles. Sorriu.

- Bom dia.

- Bom dia. – Miya e Donghae disseram ao mesmo tempo.

- Descansaram bem? Menina Miya? – O médico perguntou-lhes.

- Sim. – Confirmou.

- Dr. quando é que o Hyukjae pode comer coisas normais? – O rapaz apressou-se a perguntar.

- Não vai demorar. Porquê? – Estranhou a pergunta.

- Porque nós trouxemos uma coisa que ele gosta muito… pode ser que ele possa comer…

- E o que é?

- Bolo de chocolate.

- Hum… - O médico riu. – Eu acho que é melhor irmos com calma com os doces. Desculpem. Mas antes o estômago dele vai ter de se reabituar com comida sólida saudável. Depois passamos às guloseimas. Esperem mais um dia ou dois, pode ser?

- Ne. – Os dois assentiram um pouco decepcionados.

- Não fiquem com essas caras. Aproveitem para comer o bolo para não se estragar. Eu vou ver o menino Lee e já vos chamo para entrarem. – Ele entrou e fechou a porta atrás de si.

Donghae pegou na mão da morena e encaminhou-a à sala de espera, onde se sentaram. Miya fitou a caixinha azul onde tinha a fatia do doce guardada.

- E agora Hae? Nós compramos isto com tanto carinho… - Disse tristemente.

- Deixa estar… havemos de comprar muitos mais para ele. – Donghae tentou confortá-la.

- Queres? – Miya pôs a caixinha diante os olhos do moreno.

- Come tu. – Recusou.

- Mas eu estou a oferecer-te. – Voltou a aproximar a caixa dele.

- Mas eu quero que sejas tu a comer! – Ele empurrou a caixa de volta para ela.

- Vá lá, Hae! Não sejas teimoso. – A morena abriu a caixa e tirou um pedaço que aproximou da boca dele. – Come Lee Donghae!

- Come tu primeiro! – Ele afastou o bolo que acabou por ir contra o nariz da morena, sujando-o.

- YA! – Quixou-se. – Aish! Olha ara isto!

- Estás tão fofinha Miya… mais doce! – Ele gozou.

- Eu dou-te o doce! – Ameaçou e no segundo seguinte a face do moreno ficou cheia de chocolate.

Os dois riram com vontade e ficaram naquilo mais algum tempo até chegar o médico e interromper a brincadeira dos dois. Tossiu e os dois viraram-se para ele.

- Ele deve estar a acordar… creio que devem querer entrar. – Disse, rindo da figura dos dois.

- OMO desculpe Dr. – Miya levantou-se e curvou-se diante ele.

Ela e Donghae foram assim mesmo até ao quarto de Eunhyuk. Não demorou muito até ele começar a despertar.

Eunhyuk abriu os olhos devagar, tentando focá-los no espaço. Desviou o olhar para a esquerda e encarou duas pessoas debruçadas sobre ele. Um rapaz e uma rapariga. Estranho… estavam cobertos de qualquer coisa na cara.

- Aish, eu acho que nós vamos assustar o Hyukkie assim. – A rapariga disse para o rapaz ao seu lado, passando a mão pela cara.

Eunhyuk focou-se naquele timbre de voz. Aquele timbre tão característico. Um arrepio percorreu toda a extensão do seu corpo e o seu coração acelerou nas batidas. Sentiu os olhos humedecerem… ou melhor, inundarem-se de lágrimas. A sua mente começou a rodopiar, como se estivesse num carrossel. Sentiu-se a perder a noção do que o rodeava. As imagens foram-se desfocando até só restar uma imensidão negra à sua volta.

- O que se passa?

- Eunhyuk, estás bem?

- OMO Hae! Eu vou chamar o médico! – Miya disse, saindo a correr do quarto.

~~

Junho bufou. Lee Joon nunca o conseguia ajudar, mas que despistado! Levantou-se, caminhando até ao escritório onde sabia que o Yesung hyung estava. Bateu e entrou. Admirou-se quando viu a expressão de terror estampada na face do mais velho, que falava com alguém ao telefone.

- Às 17h, então. Lá estarei. – Ele disse para a pessoa do outro lado da linha e pousou o auscultador. Não estava mesmo com boa cara.

- Está tudo bem hyung? – Junho perguntou, estranhando vê-lo assim.

- Não Junho. Não está tudo bem. – Ele disse, suspirando, ao mesmo tempo que apoiava os cotovelos na mesa e a cabeça nas mãos.

- O que foi? – O rapaz insistiu, curioso e preocupado.

- Irresponsável de merda, fodasse! – Yesung explodiu, atirando algumas das coisas que tinha em cima da secretária, ao chão.

- O que é que eu fiz?! – Junho recuou um passo atrás, instintivamente.

- Não foste tu! – Esclareceu. – Foi o desgraçado do Kyuhyun que meteu bem a pata na poça outra vez!

- Problemas? – Junho sentiu um alívio por não ser ele a razão porque o hyung estava tão chateado, mas não deixou de ficar intrigado com aquilo.

- E dos grandes! – Yesung levantou-se da cadeira e saiu de trás da secretária, andando até à porta. Passou pelo dongsaeng que o olhava com uma expressão confusa e saiu.

- Mas o que… que raio…? – Sibilou. Saiu do escritório e voltou à sala, onde Lee Joon ainda estava.

- Hey Junho! – O outro chamou. – Que raio se passa com o hyung? Ele saiu daqui como um foguete…

- Algo grave Joon. Ele não me explicou, mas quando entrei estava a falar ao telefone com alguém, com uma cara de terror. Não estava a gostar nada do que estava a ouvir. E depois, completamente irritado, chamou irresponsável ao Kyuhyun.

- Que será que aconteceu?

- Não sei. Mas não é bom.

Os dois entreolharam-se. Junho suspirou.

~~

- Posso entrar para te dar um beijinho ou estás muito ocupado? – A loira perguntou da porta, sorrindo para Min Woo que estava rodeado de papéis.

- Eu tenho sempre tempo para ti Kim. – Ele apressou-se a levantar-se para ir ao encontro dela.

Kim rodeou-lhe o pescoço com os braços e colocou-se em bicos de pés para conseguir chegar-lhe aos lábios perfeitos que logo beijou.

- Já vais? – O moreno perguntou quando se afastaram.

- Sim. Até esperava por ti, mas um dos meus técnicos ligou-me a dizer que houve uma mudança qualquer nos travões e eu preciso experimentar tudo.

- Ok. Então vai lá. Eu apareço por lá mais tarde, quando me despachar daqui. – Disse, entediado.

- Ne. Não demores muito.

- Vais ter saudades minhas?

- Vou.

Min Woo puxou Kim para junto de si novamente e abraçou-a com força, atacando-lhe os lábios brilhantes com vontade. Não a queria deixar sair de perto de si nunca!

- Vá lá Min Woo… - Ela riu. – Eu tenho de ir…

- Ok. – Ele afastou-se, mas não sem antes dar-lhe mais um leve beijo rápido.

- Até já amor. – Ela piscou-lhe o olho da porta e fechou-a rapidamente, ainda um pouco confusa por o que tinha dito. Aquele “amor” tinha-lhe saído sem dar por isso.

Entrou no elevador sem reparar na pessoa que lá ia dentro. Só acordou para a realidade quando sentiu o seu pulso ser agarrado. Virou-se para trás e encarou TOP, que lhe sorria misteriosamente.

- Olá Kim. – Cumprimentou com a sua voz grave e meio rouca. Ela sentiu um arrepio.

- Olá TOP. – Retribuiu.

- Estás nervosa? – Perguntou-lhe.

- Porque haveria de estar?

- Faltam dois dias para a corrida. Tens uma grande responsabilidade…

- Eu sei. É por isso mesmo que vou treinar agora. Não me atrases. – Respondeu e, assim que a portas se abriram, saiu apressada.

TOP sorriu satisfeito.

Assim que a loira saiu do prédio e se dirigiu ao estacionamento, viu alguém que não esperava mais ver tão cedo. Praguejou mentalmente e fechou a expressão. Era só o que lhe faltava!

- Olá Kim. – Kiseop cumprimentou.

A rapariga retribuiu batendo-lhe no braço para o fazer sair de cima do capô do carro, onde estava descansadamente sentado.

- Que raio estás a fazer aqui Lee Kiseop? – Perguntou sem paciência para ele.

- OMO Kimzinha! É assim que me recebes? Não sejas má… - Disse, trocista.

- A minha paciência para ti é zero Kiseop! Aconselho-te a saíres da minha vista agora mesmo!

- Tem calminha, sim? – Ele esticou o braço para tocar-lhe na face, mas a loira afastou-se rapidamente. – Preciso de te dizer umas coisinhas Kim.

- Kiseop tu desapareceste da mansão sem me dizer nada, agora não é altura! E que raio fazes aqui? Pensei que tivesses voltado para Busan…

- Não voltei. Não sem ti.

- Pfff! Achas que eu vou contigo a algum lado mais? – Ela rolou os olhos.

- Vais Kim! – Ele corrigiu, pegando-lhe no braço e apertando-o com força para magoá-la a sério. – Tu vais comigo nem que seja para o inferno!

A mão da loira bateu com força na face direita do moreno e ela soltou-se com violência.

- Não te aviso novamente para me deixares em paz! – Gritou, destrancando o carro para entrar.

- Eu nunca te vou deixar Kim. Tu és minha e é comigo que tens de ficar! – Ele bateu com o punho no carro. - Custe o que custar! – Acrescentou. – Nem que custe a vida do teu novo namoradinho.

Kim estremeceu ao ouvir as últimas palavras dele. Ok, ela podia com as ameaças dele, mas que nem se atrevesse a colocar Min Woo no meio daquilo. Se ele ousasse fazer algo contra o moreno…

A loira fechou a porta e ligou o motor, carregando no acelerador a fundo. Passou a milímetros do corpo de Kiseop, que ainda vacilou, acabando por cair no chão.

- Já vais ver o que acontece loirinha… - Ameaçou, antes de se levantar.

~~

Yesung entrou no café onde tinha combinado com a rapariga e rapidamente a reconheceu, sentada a uma das mesas perto da janela. Tirou os óculos de sol e sentou-se à sua frente com a expressão fechada, sem dizer uma palavra. Não podia querer que aquilo fosse verdade. Não podia ser, ele pedia por tudo. Não podia…

- Olá Yesung oppa. Da última vez que nos cruzámos estavas mais simpático. – Ela disse.

- Eu não estou para brincadeiras Miyoung. Explica-me a situação e vamos resolver as coisas.

- Já te expliquei pelo telefone. Mais detalhes, só conto ao Kyuhyun. E por falar nisso onde é que ele está que não pôde vir?

- Eu disse-te que ele não está na Coreia.

- Oh, que pena…

- Miyoung, espero que estejas ciente de onde e com quem te estás a meter. Se isto for um esquema, uma mentira ou… - Ele ameaçava, mas foi interrompido quando um envelope branco foi pousado à sua frente.

- Isto prova? Vais duvidar desse hospital, desse médico? E eu faço a porcaria dos exames que forem necessários para provar que o bebé é do Kyuhyun! Testes de paternidade, ADN, essas tretas todas!

Yesung abriu o envelope e olhou atentamente aos papéis. Suspirou.

- Quando é que o Kyuhyun volta, mesmo? – Ela perguntou, animada. - Estou ansiosa para lhe contar as novidades.

- Vamos com calma. – Yesung cortou-a. – Primeiro vamos ter uma conversinha.

~~

Passavam poucos minutos das 18 horas quando duas bicicletas pararam no pátio das traseiras da mansão. Um empregado aproximou-se dos dois jovens com um sorriso, pedindo para o deixarem tratar de arrumar tudo. Kyuhyun agradeceu e pegou na mão de Mintae, encaminhando-a para dentro. Passando pela cozinha, o rapaz não resistiu em pegar numa fruta, que logo trincou enquanto se dirigiam à sala.

Do sofá, ZhouMi se levantou, assim que viu os dois adentrarem o espaço.

- YA! Onde é que se meteram o dia todo? – Apressou-se a perguntar. – A empregada disse que saíram perto das oito da manhã e só voltam agora?!

- Estás armado em nosso pai, Mi? – Kyuhyun gozou.

- Ainda bem que falas nisso Cho Kyuhyun! Adivinha quem sabe que tu estás na China e vem cá fazer uma visita? – Perguntou, sarcástico.

- Como? – O maknae arregalou os olhos ao máximo. Ele só podia estar a brincar! – Deves estar a gozar!

- Antes estivesse. – O mais alto rolou os olhos, ao mesmo tempo que suspirava. – Mas é verdade, o teu pai está a caminho.

- Era só o que faltava! Mas o que é que aquele velho desgraçado quer agora? – Disse, sem paciência. – E tu confirmaste que eu estava cá, ZhouMi?

- Não foi preciso Kyu. Ele sabe. E está a vir. Quer um jantar hoje…

- O quê? – Kyuhyun cerrou os dentes.

- Também o que é que te custa um jantar? Só para ele ficar descansado… depois não te chateia mais… - O dono da casa insistiu, tentando acalmar o amigo.

- Mas que merda! Já me estragou o dia! – O maknae barafustou, começando a subir as escadas, furioso.

- Min… - ZhouMi chamou a atenção da rapariga. – Vê lá se o acalmas…

- Porquê eu? – Perguntou-se. – Olha que moral que eu tenho no que toca a falar de pais… - Queixou-se.

- Min…

- Ok, ok. – A morena suspirou e subiu as escadas atrás de Kyuhyun.

Quando chegou ao quarto, ouviu o barulho de água a correr na casa de banho. Foi-se aproximando até ver o moreno debruçado diante do espelho. Ela andou e abraçou-o por trás.

- Kyu-Kyu… vá lá, é só um jantar… - Começou a tentar demovê-lo.

- Para que sítio agradável é que me mandavas se eu te pedisse para jantares com o teu pai, Min? – Ele perguntou ríspido.

- Aish! Não compares as coisas! – Ela afastou-se. – Que eu saiba o teu pai não matou a tua mãe nem te mandou sozinho para um país diferente completamente à tua sorte! – Respondeu-lhe rapidamente.

Kyuhyun contorceu os lábios, reprovando ter-lhe dito aquilo.

- Desculpa Min-ah. – Virou-se para ela e tentou pegar-lhe nas mãos, mas ela fugiu do seu toque.

- Eu sei que não tenho moral nenhuma para te falar do teu pai, sei que não gostas muito dele. Mas ele não te fez nada de tão grave assim. E é só a porcaria de um jantar. Não custa assim tanto.

O rapaz suspirou, despindo a t-shirt.

- Ok, que seja a merda do jantar então! – Resignou-se, atirando a camisola para o chão com força. - Mas não sei a que propósito! Será que me vai dizer que tem muitas saudades minhas, é?

- Se calhar até tem. – Ela respondeu simples.

- Já me estás a irritar Mintae! – Ele gritou, batendo com o punho no lavatório. – O que é que te deu para o defenderes agora?

- Não estou a defender! – Ripostou. – Tu é que estás a fazer uma birra estúpida por nada! – Acusou. – E escusas de gritar comigo! – Disse, atirando-lhe uma toalha que estava ali perto pendurada.

O semblante dele mudou, passando de uma expressão irritada para um olhar carregado e um sorriso matreiro nos lábios. Deu um passo em frente na direcção dela.

- E se eu quiser gritar Min? O que é que vais fazer? – Disse ao mesmo tempo em que se impunha perante ela e a fazia embater com as costas na parede.

- Grita. Mas longe de mim! – Respondeu-lhe, empurrando-o para longe. Virou-se e preparou-se para sair da casa de banho. Já estava arreliada com ele o suficiente.

Sentiu o seu pulso ser agarrado e ser-se puxada para trás. O seu peito embateu contra o tórax nu dele com força. O desgraçado sabia que aquela era a sua fraqueza! Tentou focar-se e não se deixar levar pelo jogo dele.

- Larga-me Kyuhyun! – Ordenou.

- Não me apetece. – Ele disse com um tom de gozo.

- Estou a avisar-te! – A morena cerrou os dentes.

- Estás a fazer birra, Min? – Riu num tom de provocação.

Mintae sentiu o seu sangue ferver. Se os seus olhos matassem, Kyuhyun já estava morto àquela altura. Levantou a mão, em tentativa de acertar com ela na face dele, mas foi agarrada. No segundo seguinte foi sentada sobre o lavatório e o corpo do rapaz surgiu entre as suas pernas.

- Queres mesmo chatear-te e discutir por causa do meu pai? – Ele perguntou.

- Não. Quero chatear-me e discutir porque tu és um idiota! – Mintae empurrou-o e saiu de cima do lavatório.

Kyuhyun pôde notar o ligeiro sorriso que os lábios dela formavam. Já não estava zangada, apenas continuava a fingir com aquilo.

Quando ela estava à procura de algo mo armário, ele aproximou-se por trás e encostou-se ao corpo dela. As mãos pousaram sobre as ancas e agarraram a barra da blusa. Num gesto rápido, ele tirou-lhe a peça de roupa.
- Então vá, vamos discutir! – Propôs, rodando o corpo dela de modo a que ficassem frente a frente. Afastou-se um passo para trás. – Podes começar. - Mintae permaneceu imóvel. Nem se deu ao trabalho de lhe responder o que quer que fosse. – Então… não dizes nada? – Admirou-se.

A mão de Kyuhyun foi esticada na direcção da morena e agarrou a parte do meio do soutien dela, puxando-a novamente para si. Mintae abraçou o tronco dele e encostou os lábios ao seu pescoço.

- Vá lá Kyu-Kyu… - Sussurrou-lhe ao ouvido. – É só um jantar rápido. Jaebal…

- Sabes Min… eu vou fazer um esforço enorme… vais ter de me compensar…

- O que eu não faço por ti… - Ela suspirou, suprimindo um riso. Sentiu-se ser arrastada para dentro do compartimento de duche.

(continua...)

* Ni hao - Olá em mandarim

I hope you like it girls ^^
See ya!

Chu ~~
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MensagemAssunto: Re: [Vários Kpop] Playing With Fire   Sex Maio 13, 2011 7:42 pm

I Loved it!!!

Só tive tempo para ler agora:(

OMO! Eu e o Donghae somos tão fofinhos!!

Citação :
- Vou. Não há nada que me sirva no teu armário… - Atirou-lhe a língua. – Olha para isto, és mesmo grande e musculado Hae, aish! – Ela disse, passando as mãos pelo tronco dele.

Concordo Plenamente XD
O meu Eun ficou assim só por ouvir a minha voz? AIII Tou aflita para ver cenas carinhosas de mim e ele!!! Quando ele tiver acordado e recuperado XD

Aqueles Kiseop e TOP enervam-me!! Eu não acredito que eles vão matar o Min Woo!! Mas algo me diz que a Kim não vai sair bem nisto :/

Amo o casal Kyu e Min e adorei aquela discussão! O Kyu é mesmo safado XD
E está lixado porque a outra idiota já contou tudo ao Yesung oppa! AISH! Isto não vai correr nada bem!!!

A musica é tão bonita! eu amo o meu monkey e o meu fish!
O Donghae na musica diz algo assim:
"Deixa-me sussurrar nos teus labios 'Sarangheyo'." Até me arrepio a ouvir a voz dele XD

Anyway continua MIN!!

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MensagemAssunto: Re: [Vários Kpop] Playing With Fire   Qua Jun 08, 2011 1:50 pm

Sorry fazer Double post! Mas Cho Mintae! Continua a fic! Fast!

O teu mal foi ter dito que se a gente se pressionar tu escreves! Muuuuaaaahhhhhhaaaaaa! Vou-te perseguir até ver um novo capitulo XD

Estou a brincar Very Happy
Continua Mad
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MensagemAssunto: Re: [Vários Kpop] Playing With Fire   Qui Jun 09, 2011 1:52 pm

MIANHAE~!!

Fazes bem em perseguir-me Miya unnie, eu mereço!
Eu sei que não posto há bastante tempo, faz hoje precisamente um mês. Sorry sorry *dança os SuJu e apanha*

Vou ver se escrevo qualquer coisinha para ver se acabo o capítulo ^^

Mianhae-ah...
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MensagemAssunto: Re: [Vários Kpop] Playing With Fire   Sex Jun 10, 2011 4:59 pm

já li tudo à bue no meu pc mas só agora pude vir à net comentar! Por favor continua a postar! Eu a pensar que já tinha mais para ler!
Ai opaaaaa, eunhyuk, nao acredito que ele vai voltar a viver, e agora? ele reage mal à miya?? Ai vou morrer.
E a miya e o donghae como best friends!!! tao lindooos. Sim, porque eles só podem ser bests senao eu revolto-me que eu ando bue super junior outra vez entao ando bue apaixonadita pelo meu donghae again xDD principalmente a ouvir e ver esse video dele ao vivo com o eun que postaste *_* (tenho de escrever uma fic eunhae outra vez *_*)
E todas as memorias que tens posto do pessoal. A pon com a bebe, juro que me vieram as lágrimas aos olhos :O
Aaaai e a mintae a dizer o nome do taec a dormirr!!! até me deu um arrepio!! que cena marada xD
opa eu estou tao in love por este casal que so me apetece matar-te mais essa merda da gravidez para os tramar T-T
estou com uma puta de um medo do top e do kiseop! Ai maezinhaaaa, tirem-me daqui xD e o minwoo nao sabe a minima sobre mim meu, eu sou mesmo mentirosona Surprised tadito -.- como é que eu vou sair desta? matem-me estes gajos todos! E deem-me o meu minwoo obvio ~~
enfim, continua que eu vou morrer sem isto!!!
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MensagemAssunto: Re: [Vários Kpop] Playing With Fire   Dom Jun 12, 2011 2:51 pm

Annyeong hasseyo ^^

Antes de mais tenho de vos pedir desculpas por ter estado tanto tempo sem postar nada. Mianhae for that *bows*
Aqui fica mais um capítulo, I hope you like it ^^

Já sabem que nas partes da Miya eu recomendo que oiçam aquela música da IU ^^

E sem mais conversa ~

34.

A empregada bateu de leve à porta do quarto e logo ouviu a voz da rapariga mandar entrar. Abriu a porta devagar e avançou um passo.

- Com licença, o senhor ZhouMi mandou chamar. Os convidados chegaram e o jantar está quase a ser servido. – Informou.

- Obrigada. Nós descemos já. – Mintae respondeu-lhe.

A empregada voltou a sair e a morena olhou a expressão de tédio que adornava a face de Kyuhyun. Aproximou-se da cama onde ele estava sentado a fingir que lia uma revista qualquer.

- Vamos Kyu Kyu? – Esticou a mão na direcção dele.

Kyuhyun levantou os olhos para encarar a morena. Atirou a revista para o lado e agarrou a mão da rapariga, levantando-se.

- Aviso-te já que assim que acabar o jantar tenho planos para nós. Não vamos ficar a fazer sala. – Disse sério.

- Ne. – Ela assentiu. – Tenta é não ser desagradável Kyu Kyu. Faz um esforço.

Os dois desceram as escadas em direcção à sala. ZhouMi e Amber já estavam acompanhados por um homem que devia ter por volta dos quase setenta anos e uma rapariga loira que não aparentava mais de trinta.

Mintae desviou o olhar para o namorado e viu-o cerrar os lábios. Apertou-lhe a mão, pedindo calma.

- Cho Mintae! – A voz grossa e rouca do homem mais velho soou e todos olharam na direcção dos dois que acabavam de descer as escadas. – Filho!

- Boa noite. – A morena cumprimentou com um sorriso.

O homem aproximou-se e abraçou a rapariga.

- Como é que está o teu pai? – Perguntou.

- Acho que ainda deve estar vivo. – Ela suspirou, tentando não se aborrecer também. – Mas não sei de nada.

- Aish! Vocês crianças, quando é que perdoam de vez os erros dos pais? São coisas dos passado, pelo amor de Deus! Hãn, Kyuhyunnie? – Virou-se para ele que recuou, negando o abraço. Apertou apenas a mão do velho.

- Há certas coisas que são imperdoáveis. – Kyuhyun respondeu seco. – Vamos jantar de vez? Eu e a Min já temos coisas combinadas para depois. – Pegou na mão da morena e começou a arrastá-la para a sala de jantar.

- Não estás a esquecer-te de nada? – O senhor perguntou. – Não cumprimentas a Seojung? – Apontou para a loira.

- Boa noite. – Kyuhyun disse, lançando um olhar de gozo à rapariga e depois ao pai. Voltou a puxar Mintae pela mão, sussurrando-lhe ao ouvido: - Aquela cabra é a próxima da minha lista.

Mintae sorriu-lhe.

- Aish ZhouMi, ele ainda é pior do que eu! – O homem disse, dando uma palmadinha nas costas do anfitrião. – Que genes!

Todos foram até à sala onde o jantar foi servido. Kyuhyun fez o seu esforço para não sair dali a meio. Não suportava as baboseiras do pai. Ele era pouco melhor do que o pai de Mintae. O que não chegou a fazer foi mandá-lo para longe e matar a mãe, mas de resto, sempre se mostrou uma pessoa desprezível para com ele. Mas Kyuhyun não queria relembrar o seu passado.

Assim que acabaram de jantar, ele arranjou maneira de arrastar Mintae dali para fora. Os dois entraram num carro que o rapaz conduziu velozmente para fora do perímetro da mansão. O veículo acabou por ser estacionado à beira-mar, perto de uma pequena praia.

Quando se preparavam para sair, o telemóvel de Kyuhyun começou a tocar. Ele praguejou.

- Então? Não vais atender? – A morena perguntou.

- Não. É o Yesung. Deve querer chatear-me com mais problemas. – Adivinhou. - Mas vai ter de esperar. – Disse, atirando o aparelho para o banco do carro e saiu.

- Pronto Kyu, já passou. Podes relaxar agora. – Ela sorriu-lhe.

Kyuhyun esticou o braço e ela aproximou-se, encaixando-se debaixo dele. Abraçou o tronco dele com o seu braço. Começaram a caminhar pela areia mas logo pararam para ela se descalçar. Andar de saltos em areia não era algo concebível.

- Viste o cinismo dele a perguntar porque é que não perdoava-mos os erros dos pais? Deu-me nojo. – O rapaz disse.

- Esquece isso Kyu Kyu.

- O que é que te deu hoje que não paras de me chamar isso?

- Gosto. É fofo.

- Aish!

Os dois ficaram em silêncio por algum tempo até ela se manifestar:

- Que será que o Yesung oppa queria? Aish, tenho saudades dele… e da Miya unnie, da Pon e da Kim.

- Eu também tenho saudades. Mas está a ser bom estar aqui, não?

- Ne. – Ela assentiu. - E quando é que lhes vamos contar sobre isto? – Perguntou, mostrando a mão direita onde tinha o anel de noivado que ele lhe deu.

- Não tínhamos combinado que íamos contar só quando voltássemos?

- Sim. Mas eu estou ansiosa para mostrar a elas!

- Também não falta muito para voltarmos. Mas enquanto isso vamos aproveitar que estamos aqui em Ningbo. Longe dos problemas todos. Só nós os dois.

Kyuhyun inclinou o corpo para a frente, fazendo a morena cair de costas sobre a areia. Ele surgiu por cima dela e rapidamente lhe atacou os lábios rosados.

~~

- Fodasse! – Yesung gritou em plenos pulmões. Sentia o seu sangue ferver de raiva. Ainda por cima aquele desgraçado não atendia o telemóvel! Se apanhasse Kyuhyun à frente naquele momento ele era um homem morto!

- Hyung! – Junho entrou no escritório, alarmado com os berros do mais velho e o som de coisas a serem atiradas. – Está tudo bem?

- Não Junho. Está tudo mal! Aquele cabrão não atente a merda do telemóvel! Eu vou dar cabo dele! Melhor, a Mintae vai dar cabo dele! Aish, ainda por cima é ela que vai sofrer com isto tudo, aish!

- OMO hyung! Eu não estou a perceber nada. Afinal o que é que se passa?

- Não é da tua conta Junho! Não sejas intrometido.

- Só queria ajudar.

- Ninguém pode ajudar. Vai lá ter com o Lee Joon e com elas para jantar.

- Elas não estão.

- O quê?

- Não chegaram. Nenhuma delas.

- Aish! – Yesung suspirou. – A sério, eu estou farto disto. – Disse, começando a arrumar as coisas e dirigiu-se à porta.

- Vais sair hyung?

- Vou. Estou farto de ser eu a arcar com isto tudo. Chega! – Disse, saindo porta fora.

~~

ZhouMi e Amber estavam bastante entretidos no sofá da sala quando o telemóvel dele começou a tocar. Amber bufou irritada quando o rapaz a empurrou para o lado e se levantou para ir atender.

- Yesung-sshi! Tudo bem? – Perguntou ao interlocutor. – Oh, aconteceu alguma coisa de grave? – Silêncio. – O Kui Xian e a Min? Saíram. Porquê? – Mais silêncio. – Explica-me lá o que se passa! – Pediu e aguardou. – Para a Coreia no primeiro voo amanhã? Mas porquê? – Uma pausa. – O-ok… eu aviso-os mas… - E Yesung desligou, deixando o ruivo atónito com a conversa.

- Que se passa Mi? – Amber olhou-o, alarmada.

- Não sei. Mas é algo grave… o Yesung quer o Kyuhyun e a Mintae na Coreia amanhã. E não estava nada com boa voz.

Amber contorceu os lábios, numa expressão preocupada.

~~

Kim suspirou pela milésima vez, encostando a cabeça para trás, encostando-a ao banco do carro. As ameaças de Kiseop voltaram a assombrar-lhe a mente, assim como as palavras de TOP.

Ela tinha de cumprir o seu objectivo, aquilo a que se propusera. Faltava apenas mais um dia e algumas horas.

Não podia fraquejar! Nunca na vida tinha falhado numa missão e também não podia ser agora. Min Woo tinha de ser humilhado na corrida, tal como TOP queria. Isso significaria que a relação dos dois iria ser danificada… talvez aí ela ganhasse coragem para o passo seguinte.

- Aish! – Suspirou, batendo com força as duas mãos no volante. – Eu não sou capaz de matar a pessoa que mais amo neste mundo! – Gritou, já com as lágrimas a aflorarem nos seus bonitos olhos verdes. – Fodasse esta merda toda!

A loira saiu, finalmente, do carro, mas deixou-se ficar encostada à porta do mesmo, pensando.

- Hipótese número um e impossível de concretizar: agir conforme os planos do desgraçado do TOP. – Começou. – Hipótese número dois e o que eu tenho vontade de fazer: matar o desgraçado do TOP já que ele quer fazer mal ao meu Min Woo e tenho de protegê-lo e… OMO! – Kim levou a mão à boca quando se apercebeu do que tinha dito. “meu Min Woo” “tenho de protegê-lo”. – Ok, não interessa, concentra-te Kim! – Suspirou. – Mas se eu matar o TOP vou ter de dar uma boa explicação ao Kyuhyun… e tenho de pensar bem em como vou fazer isso e… merda!

Kim parou o raciocínio quando o telemóvel começou a tocar no seu bolso. Ela pegou-lhe e atendeu.

- Yoboseyo! – Disse, com um tom de voz não muito amigável. Logo o seu semblante mudou quando ouviu a voz de Min Woo do outro lado. – Ohh, ir a tua casa? Hum… eu gostava mas não posso. Estou cansada e… já estou de pijama. Desculpa. – Mentiu.

Assim que o rapaz compreendeu a situação e os dois desejaram uma boa noite de sono um ao outro, Kim desligou e finalmente saiu da garagem em direcção ao interior da mansão.

~~

- Agora já conheces a minha história… - Pon suspirou, pousando o copo quase vazio de vinho em cima da mesinha da sala. – Mas agora controla a matraca, nada de espalhar isso por aí. Com ninguém! – Alertou em jeito de brincadeira.

- Aish! Não confias em mim? Para que é que eu quero andar a contar detalhes da tua vida por aí? – Chansung protestou, servindo o seu copo novamente com mais daquela bebida avermelhada.

- Só estava a brincar Chan. Estávamos a falar a sério há muito tempo… já me estava a sentir desconfortável. – Ela riu e o rapaz fez o mesmo a seguir. – Mesmo assim… - Pon continuou. – Ainda quero ouvir a tua história agora. Conta-me lá. – Pediu.

- Hum… - Ele suspirou, encostando-se no sofá. – Não há muito para dizer. Eu não tenho assim nenhum acontecimento de especial que me marcou a infância ou algo do género. O meu caso foi apenas… - Ele fez uma pausa, voltando a remexer-se no assento. – Eu… sempre vivi numa instituição como aquela que fomos visitar no outro dia… aliás… eu sempre vivi lá, naquele mesmo local. Desde os seis meses até aos dezoito anos, quando o Yesung hyung me encontrou na rua e me acolheu como dongsaeng dele. – O rapaz contou, tentando sorrir no final, sem sucesso.

- Por isso é que te preocupas com aquelas crianças que vivem lá actualmente. Por isso é que os costumas ajudar, não é? – Pon inclinou-se, pousando uma mão sobre o ombro dele.

- Ne. – Ele respondeu com a voz fraca. – De uma maneira ou de outra, eu vejo aquelas crianças como família. Mesmo tendo saído de lá há cinco anos e não conheça as novas crianças que vão entrando… eu ainda dividi um pequeno quarto com alguns dos rapazes mais velhos… brinquei com eles, ri com eles, chorei com eles, dividi com eles um cobertor em invernos frios… nós éramos muitos e às vezes tínhamos apenas um cobertor para quatro ou cinco pessoas. – Chansung suspirou mais uma vez e a voz tremeu-lhe. – Eu dividi com eles alguma da pouca comida que me davam… Mas agora as coisas estão melhores por lá… não parecem passar por tantas dificuldades. – Finalmente o rapaz conseguiu esboçar um sorriso ligeiro.

- E tu contribuis para isso Chansung… não deixas de ajudá-los. – Pon sorriu-lhe. – É muito bonito da tua parte.

- É o mínimo Pon. Eu só não ajudo mais porque não posso. Não quero que o Yesung hyung descubra para onde desaparece o meu dinheiro… e também não quero levantar suspeitas sobre as minhas actividades. As ahjummas de lá sabem que eu tenho uma vida boa, mas não posso simplesmente doar-lhes alguns milhões assim do nada…

- Eu compreendo. Aish, Chan subiste tanto na minha consideração! – A maknae abraçou o rapaz com força.

- Folgo em saber. – Ele riu, um pouco irónico.

- Quer dizer… não é de agora. É desde o início até agora. Sabes que quando nos conhecemos naquele dia lá na sala do Professor e nos primeiros tempos eu só queria fazer-te desaparecer, torturar-te da mais cruel forma, matar-te a sangue frio… - Chansung riu enquanto ia ouvido as doces palavras da rapariga. – Se tivesse mesmo feito isso, tal seria o meu disparate… o que seria da vida daquelas crianças sem ti para as ajudar, para lhes levar comida, cobertores, brinquedos… Eu… - Pon fez uma pausa, deixando os olhos. – Eu admiro-te muito Chan. Tens um bom coração… Qualquer outro no teu lugar podia ter simplesmente esquecido o passado e nunca mais se importar com as outras crianças… mas tu resolveste ajudá-las e… - Ela foi interrompida.

- Pára lá com isso. – Pediu, encabulado.

- As verdades são para ser ditas. E tu mereces ouvir isto Chan. E devias agradecer em vez de te queixares! – Repreendeu. – Eu não sou do tipo que gosta de elogiar, por isso aproveita que eu hoje estou boazinha…

Chansung deu um gole no vinho, acabando por esvaziar o seu copo novamente. Pon repetiu o gesto dele.

- Para além disso… - A maknae continuou, pousando o vidro vazio sobre a mesinha. – Se eu te tivesse matado… agora não estava aqui assim… não te tinha conhecido realmente, não me tinha… - Ela parou o que ia a dizer, sem saber como tinha chegado àquele ponto e sem saber como continuar.

- Não te tinhas…? – O rapaz incentivou-a a continuar.

- Não me tinha… - Pon hesitou novamente, olhando primeiro à volta para depois se fixar nas orbes escuras e tão brilhantes de Chansung. – Não me tinha apaixonado por ti assim… - Acabou por confessar, embora sem ter a certeza se estava pronta para dizer aquilo.

Um sorriso abriu-se no rosto bonito do rapaz, que derreteu ao ouvir as palavras da maknae. Logo ela que era pouco daquelas coisas.

- Parece que mesmo assim me adiantei. – Ele disse e Pon levantou um pouco cabeça para conseguir olhá-lo nos olhos. – Eu apaixonei-me por ti desde o primeiro dia, desde o momento em que te vi lá na sala do Professor. – Ele confessou também.

Pon entreabriu um pouco os lábios, em sinal de espanto pelo que tinha acabado de ouvir. Chansung aproveitou a oportunidade para se aproximar mais dela e colar os lábios nos dela.

Como reacção ao seu gesto, Pon correspondeu enlaçando os braços à volta do pescoço do rapaz e deixando que a sua língua se misturasse com a dele num contacto profundo e carinhoso.

~~

Já era bastante tarde e, embora já quase toda a equipa do hospital lhe tivesse advertido que devia ir para casa, nada nem ninguém tirava Miya do quarto de Eunhyuk. Até Donghae já tinha desistido e ido para casa descansar, já que tinha muito trabalho no dia a seguir, mas nada afastava a rapariga morena da beira da cama do rapaz de cabelos castanho-claros.

Ela suspirou profundamente, enquanto que as palavras do médico mais cedo pulsavam na sua mente.

“O estado dele ainda é instável. Temos de deixar que ele recupere ao seu ritmo e não nos preocuparmos muito se ele ainda não consegue estar muito tempo acordado. Foram anos e anos em coma.”

A mão da morena deslizou suavemente pelo lençol branco, junto ao braço do rapaz adormecido.

“A menina não pode querer que ele acorde, comece por aí a falar normalmente e se levante da cama e vá embora!”

- Querer eu quero! Quem pensa que é para me impedir de querer o que eu quero… estúpida! - Miya deixou-se levar, acusando a enfermeira que tinha proferido a frase que agora invadia a sua mente. – Que raio de mundo é este em que agora eu já nem posso querer? Já que não é real, não quer dizer que eu não possa sonhar com o meu Eunhyuk aqui comigo! Fora desta cama, fora deste hospital. A falar, a andar, a trabalhar… a ter uma vida normal! Ou será que ele não pode ter isso?!

Enquanto a morena se ia deixando levar pelas emoções que a consumiam por dentro, nem se deu conta que já estava a falar num tom demasiado alto e irritado que podia perturbar os pacientes que descansavam àquela hora tardia.

- Aish… - Ela suspirou, tentando acalmar-se. Foi-se aproximando da cama dele novamente. – Mianhae Hyukkie… desculpa se te estou a perturbar. Vou calar-me, prometo. – Disse suavemente, acariciando-lhe a mão.

- Não. Continua. Eu… gosto da tua voz. – Uma voz masculina, fraca e ensonada soou baixinho.

O coração de Miya disparou e ela desviou os olhos para a porta e, não vendo lá ninguém, sentiu um calor invadir o seu peito. Olhou então para a face do rapaz. Os olhos castanhos curiosos estavam abertos na sua direcção.

- Fala… - Ele pediu. – Sabes quanto tempo é que eu estive sem ouvir esse timbre? Sabes quantas saudades eu tive?

Miya cerrou os olhos com força, deixando que grossas lágrimas deslizassem pela sua face.

- Tu… tu lembras-te… de mim… Hyukjae? – Miya perguntou, ciente que ele podia ter lapsos de memória ou ainda pior, não se lembrar de todo.

- Eu não me lembro de nada, não sei porque raios estou aqui deitado nesta cama desconfortável, não sei porque sinto as minhas pernas e braços dormentes, não sei porque a minha cabeça dói tanto que parece que vai explodir, não sei de nada. Mas como é que eu poderia não me lembrar de ti… Miya Haru? – Ele esboçou um ligeiro sorriso.

Miya recuou um passo para trás, deixando-se cair na cadeira que estava no sítio perfeito para a impedir de ir ao chão. Não conseguia impedir as lágrimas de deslizarem pelo rosto já encharcado. Era impossível descrever com palavras tudo o que ela sentia naquele momento. Eunhyuk acabara de proferir o seu nome… cada sílaba saída dos seus lábios rosados.

Só Deus sabia o medo que a atormentava todos os dias, com a possibilidade de nunca mais ouvi-lo dizer alguma palavra, sequer então proferir o seu nome daquela maneira. No entanto o milagre tinha acabado de acontecer.

“Como é que eu poderia não me lembrar de ti… Miya Haru?”

- Então… não me vais deixar ouvir a tua voz mais um bocadinho? – Ele insistiu.

- Lee Hyukjae! Isto só pode ser a minha imaginação a pregar-me uma partida. Como é que tu estás assim tão desperto a falar comigo?

Eunhyuk esboçou mais um sorriso e, com muito esforço, levantou o braço, esticando a mão para a rapariga. Miya olhou atentamente o braço trémulo dele aproximar-se de si. Com certeza que era muito difícil erguer assim o membro, mas mesmo assim ele tentava com todas a forças que tinha no momento.

A morena aproximou a sua mão e tocou de leve na dele. Bastou um segundo para que a mão dela fosse agarrada com uma força impressionante pela do rapaz. Os olhos dela abriram-se em puro espanto e todo o corpo tremeu. Aquele toque. Aquele ansiado toque.

No instante seguinte o corpo da morena surgiu sobre o tórax dele e Eunhyuk sentiu a respiração acelerada dela junto do seu ouvido, juntamente com o molhado das suas lágrimas. Os longos cabelos escuros, tão sedosos, a fazerem-lhe cócegas no nariz.

Eunhyuk sentiu uma coisa estranha. Aquela sensação… Sentia-se vivo novamente.

- Oh meu Deus! Hyukkie, tu acordaste! Eu ainda não acredito que estás comigo aqui! Não acredito que ouvi a tua voz mais uma vez, não acredito que me apertaste a mão com tanta força e… - Ela dizia entusiasmada, embora entre alguns soluções, mas foi interrompida.

- Dormi assim tanto?

- Como é que tens tanta força para estar assim a falar comigo? Os médico disseram que não ia ser tão brevemente e… - Miya afastou-se então, de modo a que conseguisse olhar para ele.

- Parece que há alguma coisa… ou alguém… que me dá força. – Ele explicou. – Mas sinto-me cansado… exausto, até.

- Então descansa.

- Mas eu quero falar contigo.

- Amanhã.

- Agora.

- Descansa. Temos tempo.

- Miya. – Chamou. – Minha princesa… - Ele disse, já fraco, antes de fechar os olhos novamente.

A pele da morena arrepiou-se. A última vez que tinha ouvido ele chamar-lhe aquele nome carinhoso tinha sido dentro de um carro, durante uma fuga, momentos antes da tragédia acontecer.

Com um sorriso nos lábios e o coração ainda acelerado, Miya deixou a cabeça repousar no colchão, perto do braço de Eunhyuk. Fechou os olhos.

~~

- Bom dia! – Pon cumprimentou, chegando à sala de jantar onde os dois rapazes já estavam sentados a comer o pequeno almoço.

- Bolas, vocês são madrugadores! – Kim comentou, sentando-se na cadeira ao lado de Lee Joon.

- Bom dia! – Eles cumprimentaram.

- O Yesung hyung está de mau humor e é melhor não o aborrecer mais. – Junho explicou, enchendo o copo de Pon com sumo de laranja.

- O que é que vocês fizeram para o chatear assim? – Kim comentou, rindo.

Junho e Lee Joon trocaram um olhar que deixou as raparigas desconfiadas.

- O que foi?

- Bem… - Lee Joon começou. – Acho que o problema dele não é connosco…

- Ele ficou um bocado aborrecido por vocês não aparecerem para jantar ontem… - Junho continuou.

- Pfff! – Kim rolou os olhos. – Será que ainda continua com a mania do proteccionismo?

Pon riu.

- E para além disso… - Junho continuou. – Ele ontem ia partindo a casa toda com a fúria que tinha do Kyuhyun hyung.

- Do Kyuhyun? – Pon estranhou.

- Sim. Eu ouvi-o a gritar a chamar-lhe nomes e a mandá-lo para todos os sítios possíveis…

- Que será que o chefinho fez? – Kim perguntou-se, não se preocupando muito.

- Bah, não liguem à troca de carinhos entre aqueles dois. Eles amam-se no fim de tudo. – Pon disse na brincadeira mas Lee Joon teve uma reacção inesperada.

O rapaz cuspiu quase todo o sumo que tinha na boca naquele momento.

- YA~! Que raio foi isso? – Kim gritou-lhe.

- OMO ~ - O rapaz sibilou, visivelmente chocado. – O Yesung e o Kyuhyun hyungs? OMO, a sério? Eu nunca pensei… eles os dois… OMO~!

- Não sejas parvo! – Junho repreendeu, atirando-lhe um guardanapo. – Ela estava a brincar, oh abécula!

Kim e Pon explodiram numa gargalhada.

- Épico Lee Joon! – A maknae disse, entre risos. – Não me façam imaginar o Kyuhyun e o Yesung como um casal! OMO~!

- Eles até podiam ficar fofinhos juntos… - A loira opinou.

Junho abanou a cabeça negativamente, olhando de soslaio para o outro rapaz que comia envergonhado.

- Então e onde é que está o pombo? – Kim perguntou de súbito, fazendo Pon quase se engasgar com o café.

- Quê? – Junho virou-se para ela, confuso.

- Onde é que está o Yesung oppa? – Corrigiu.

- Trancado no escritório.

- Aish! Mas ele agora passa a vida trancado no escritório? – A maknae franziu as sobrancelhas.

- Deve estar deprimido com saudades do Kyuhyun. – Kim disse simples e todos na mesa riram novamente, menos Lee Joon, que a olhou torto.

- Tu és terrível… - Comentou.

De repete todos pararam a algazarra quando ouviram uma porta bater com força. Segundos depois Yesung apareceu, com cara de poucos amigos, na sala de jantar. As duas raparigas trocaram um olhar cúmplice e depois, ao mesmo tempo, ecoaram um deliciado:

- Bom dia Yesunguie oppa!

O rapaz não respondeu.

Kim ia para protestar com ele, mas um barulho vindo do lado de fora cortou-a.

- Que barulho é este? – Junho perguntou por todos.

- Finalmente chegaram. – Yesung disse e correu para a entrada.

Os quatro ficaram confusos e, sem outra alternativa, seguiram-no para tentar descobrir o que se passava.

Kim, Pon, Junho e Lee Joon seguiram Yesung até às traseiras da casa, onde naquele momento pousava um helicóptero.

- Mas que raio… - Lee Joon sibilou. – Que se passa? – Perguntou, acotovelando Pon.

- Ya~! Aquele não é o helicóptero do ZhouMi? – Kim reconheceu o aparelho, que finalmente se estabilizava no solo.

- É. – A maknae reconheceu o símbolo de um dragão azul escuro desenhado na porta, que logo se abriu e revelou a figura de um rapaz alto, moreno, de óculos escuros no rosto e uma expressão aborrecida. Rapidamente reconheceram tratar-se do chefe.

- O que é que o Kyu está aqui a fazer? Pensei que eles só voltassem para a semana.

Quando o rapaz saiu do aparelho, atrás de si vinha uma rapariga morena, mexendo afincadamente no telemóvel.

- Unnie?! – Pon gritou num misto de surpresa e admiração.

A rapariga mais velha levantou os olhos e, vendo as suas dongsaengs ali, acenou-lhes e apressou-se para junto delas.

Pon e Kim abraçaram Mintae ao mesmo tempo.

- Unnie-ah!

- Annyeong amores!

- Já voltaram? Porquê? Aconteceu alguma coisa?

- Isso pergunto eu. – A mais velha disse, afastando-se delas para poderem conversar. – Que raios aconteceu aqui para o Yesung nos fazer voltar à força toda de urgência para aqui?

As três fitaram-se e depois desviaram o olhar para onde Kyuhyun e Yesung trocavam algumas palavras. Depois viram o mais velho puxar o maknae para dentro de casa.

- OMO ~ não estou a gostar nada disto. – Mintae disse.

- Devem ser problemas de algum negócio. Eles resolvem! – Kim afirmou.

- Isso! – A maknae reforçou. – Unnie, tive tantas saudades tuas!

- Eu também! Hum… - Mintae olhou à volta, dando pela falta de alguém. – E a Miya?

- Está no hospital. O Eunhyuk acordou.

- A sério? Que bom! A unnie deve estar tão feliz.

- OMONA~! – De repente Kim gritou. – Cho Mintae, o que é isso na tua mão? – A rapariga apontou.

- Hum… é um anel que o Kyu me deu. – Respondeu envergonhada, mostrando-lhes o anel.

- Não me digas que… - Pon começou.

- Vocês vão casar? OMO~!! – Kim continuou.

Rapidamente a maknae saltou para cima da mais velha, abraçando-a.

~~

- Explica-me de uma vez por todas que merda se passa Yesung! – Kyuhyun gritou ao chegar ao escritório, visivelmente irritado com o mais velho.

Yesung, que entrou atrás dele, apressou-se para a mesa do escritório e, abrindo uma gaveta, tirou de lá um envelope, atirando-o ao maknae.

- Lembras-te da Miyoung? – Perguntou, ríspido. – Uma das muitas cabras que levaste para a cama?

Kyuhyun ponderou um pouco. “Miyoung”. O nome não lhe era estranho. Seria aquela rapariga loira com umas mãos de ouro? Ainda se lembrava da massagem que ela lhe tinha feito da última vez que estiveram juntos… só de pensar nisso pareceu sentir novamente os dedos dela massajando a sua pele. Mas também podia ser uma rapariga morena de cabelos bastante compridos e lisos. Oh sim! Era essa mesmo… a Miyoung!

- Abre o envelope. – O hyung pediu e, embora confuso, Kyuhyun assim o fez.

Assim que tirou de lá as folhas, reconheceu o símbolo de um hospital. A primeira coisa que lhe passou pela cabeça é que Yesung poderia estar doente, mas depois leu o nome da rapariga no cabeçalho. Lee Miyong. Correu os olhos rapidamente pelas letras, um pouco atónito com tudo aquilo.

Os seus olhos petrificaram numa frase ali pelo meio. O maknae engoliu em seco.

- O que significa isto hyung? – Perguntou, levantando os olhos para o mais velho.

- Parabéns Kyuhyun! Vais ser pai. – Yesung respondeu, com um sorriso amarelo na face.

- C-como? – O maknae sentiu o coração falhar uma batida.

- Como? Estás a perguntar-me como, Cho Kyuhyun? – O mais velho repetiu, tentando controlar a sua fúria. – Tu é que deves saber o que é que andaste a fazer!

- Mas que merda é esta? – O maknae atirou as folhas para cima da mesa, perto de Yesung. – Brincadeiras de mau gosto?

- Brincadeiras? – Yesung pegou nos papéis. – Esta porcaria foi reconhecida por um dos hospitais mais importantes do país!

Kyuhyun ficou imóvel.

- Eu sempre te avisei para seres responsável! E não era preciso de avisar porque tu sabias muito bem! Agora explica-me como é que meteste a pata na poça desta maneira! – Yesung gritou. – Tens noção do que podes ter comprometido com isto?

- Chega! – A voz do mais novo alterou-se. – Menos escândalo hyung! Pára de me acusar! Sabes que eu sou responsável, porra! E como é que sabes que é meu? Ela é uma vadia, sabe-se lá com quantos já foi para a cama e…

- Eu fiz um teste de ADN! – Yesung gritou também. – Sabes que é possível fazer isso antes do bebé nascer… e foi o que eu fiz antes de te acusar! – O rapaz abriu novamente a gaveta e de lá tirou outro envelope. – 99,2% de correspondência.

- É impossível… - Kyuhyun desabafou, num suspiro. – Eu tive sempre cuidado hyung! Tu achas que eu ia deixar que uma coisa destas acontecesse?
Yesung pareceu acalmar-se um pouco ao ver a expressão do mais novo e a sua face mais branca do que a própria parede.

- E agora? Como é que vais resolver isto?

Kyuhyun permaneceu calado por instantes, pensando no que fazer e depois encarou o hyung com uma expressão firme.

- Eu não quero nenhum filho da Miyoung! – Disse, decidido. – Arranja alguém que a faça desaparecer!

- A sério Kyuhyun? – Yesung perguntou incrédulo. Realmente não acreditava no que tinha acabado de ouvir. – C-como é que tu és capaz de pensar nisso, sequer? – Os seus olhos estavam abertos aos máximo na direcção do mais novo.

- Que foi? – O maknae ripostou, como se o que tivesse dito fosse a coisa mais normal do mundo.

- Como é que tu consegues ser tão frio? Ao ponto de nem pestanejar quando planeias matar uma criança inocente! Ainda para mais o teu filho Kyuhyun!

- Estás muito preocupado agora hyung? – O maknae sorriu safado. – Que eu saiba nunca tiveste problemas em acabar com a vida de quem quer que fosse... – Acusou. – Ficaste sentimental, foi? – Gozou.

- É o teu filho, fodasse! – Yesung explodiu.

- Eu não tenho filho nenhum!

- Eu não te vou deixar fazer mal a ninguém Kyuhyun, não vou! – O hyung aproximou-se do outro. - Age como um homem e acarreta as tuas responsabilidades! A tua maldade tem limites Kyuhyun, quer querias quer não!

- Estás a ameaçar-me hyung? Estás? – O maknae deu também um passo em direcção do outro. – O que é que vais fazer? Hum? – A mão de Kyuhyun chegou ao colarinho da camisa negra do mais velho.

- Essa tua atitude mete-me nojo Kyuhyun! Há limites para tudo… - Yesung levou a sua mão ao peito do maknae, também.

- Isto é um assunto meu. Aconselho-te a não te meteres! Sabes que eu não gosto nada que me digam o que devo fazer ou não!

Os dois ficaram a encarar-se por alguns instantes, quase se queimando um ao outro só com a fúria do olhar.

- Pelo menos aceita a Miyoung até à criança nascer. Depois podes fazer o que quiseres com ela. Mas o bebé não tem culpa de nada… - Yesung insistiu.

- Quantas vezes é que eu vou ter de repetir que não quero nenhuma criança?! – Kyuhyun gritou, lançando um olhar negro ao hyung, antes de o empurrar para trás com força. – Eu vou mas é acabar com isto antes que me aborreça mais!

- Cho Kyuhyun! – Uma outra voz soou da porta e os rapazes viraram-se para a figura encostada à estrutura de madeira. Kyuhyun sentiu um arrepio.

(continua...)

E pronto, já está tudo envenenado Twisted Evil

Só um aparte/desabafo:
Spoiler:
 

E são estas coisas que me inspiram em escrever maldades na fic. Vai morrer gente brevemente XD *apanha*
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MensagemAssunto: Re: [Vários Kpop] Playing With Fire   Dom Jun 12, 2011 10:44 pm

UUUHHH MAIS UM CAPITULO!! :DD
okay, antes de mais tenho a dizer que adorei a cena do pequeno almoço! xD só de me imaginar a tomar o pequeno almoço com o junho e o joon (ao lado do joon. my god i can die happy now *-* xDD se nao fosse o minwoo nao me escapavas. ya, estou armada em decente, devo estar doente) é demais. é que é mesmo por estarmos todos juntos bue miguitos e a avacalhar! lindo lindo lindo! E a cena do kyuhyun com o yesung! MORRI! o joon é tao burrooo e eu sou tao puta logo a gozar bue. é mesmo eu, pegar nas más saidas das pessoas e trazer isso ao de cima montes de vezes principalmente se forem coisas perversas e gays! xD
depois.
ponto um. vou matar o pai do kyuhyun (em conjunto com o pai da mintae)
ponto dois. vou matar o top e ainda me estou a decidir em relaçao ao kiseop.. acho que a prisao é o melhor para esse idiota -.-
ponto tres. nao acredito que nao fui ter com o minwoo -.-
ponto quatro. cheguei à conclusao que sou mesmo bue assassina :O xD
ponto cinco. O chan e a pon sao tao fooofooos. mas tenho pena do doojoon -.-
ponto seis. EUNHYUUUUUUKKK! vou morrer, ele é o super homem ou o caralho! homem de força ao fim de tanto tempo em coma! juro que a miya vai chorar a ler isto, e se nao chorar DEVIA! xDD
ponto sete. morri a rir com a pequena cena do zhoumi empurrar a amber para o lado para atender o telefone xD

e deixando-me de pontos, eu vivi tanto a discussão do yesung com o kyuhyun!! ate li aquilo em voz alta com as entoaçoes bue irritadas! parecia que estava a ver um filme xD
e depois, nao percebo a cena do yesung! eu concordo que o kyuhyun é bue hot mauzao and i love it! e o yesung é um mole -.- o puto ainda nem é um bébé,é um feto! e eles sao da mafia e bue cabroes e tal! qual é o mal de matar a gaja?! que drama, matem-me essa puta que tambem so engravidou para foder a vida à nossa famelga linda de assassinos! U_U
e agora a mintae ouviu tudo e vou partir esta merda toda! xD
estou bue asneirenta mas opa, isto irrita-me, que é que queres?! a culpa é tua, ninguém te manda lixar a tua própria relação :O
(adoro dramas *___________*)
continuaaa mas é por amor de deus antes que eu tenha um ataque cardiaco! xD
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MensagemAssunto: Re: [Vários Kpop] Playing With Fire   Seg Jun 13, 2011 12:00 pm

OOOOMMMGGGG!!
MAIS UM CAPITULO!!

Adorei o pequeno almoço da familia!! Aish Joon és tão inocente!! De certeza que será gozado por nós pelo resto da vida muuuuaaaahhhh!!
A Pon e o Chan foi tão cute! Oh a vida do Chan não foi nada facil e ainda bem que o Yesung oppa o acolheu...
E falar em Yesung oppa!! Uahhu o homem passou-se mesmo!! Eu li a cena imaginei tudo principalmente a parte má do Kyu. Eu adoro vê-lo evil e a imagem que juntaste mostra exactamente a expressão que imaginei XD
Tenho pena da Min...mais sofrimento...o Kyu não aprende...mas vamos ver o lado bom da coisa ele tem razão no que está dizer né? O filho não é dele os outros cabrões é que o estão a lixar!
E a Kim está com um grande problemas nas mãos, queres o meu conselho mata o TOP.

OMO o meu Hyukie...A falar para mim! Eu quando estava ler pensei: "Sou eu a sonhar de certeza..." Mas não! A Min ouviu as minhas preces! Eu estava a ler e estava com um sorriso bobo no rosto, a minha mãe até pensou que estava a ter um ataque ou algo porque só faltava babar-me XD

Citação :
-Miya. – Chamou. – Minha princesa… - Ele disse, já fraco, antes de fechar os olhos novamente.

Aish que coisa tão fofa!!

Continua Min!!! RÁPIDO!!

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MensagemAssunto: Re: [Vários Kpop] Playing With Fire   Seg Jun 13, 2011 5:32 pm

OMONAAAAAAAAAAA~~~!!! Aish, eu já não comentava há tanto tempo! Mas não era só aqui, em todo o fórum (acho que já nem sei escrever no teclado >_>) Nee unnie, mianhae~~!! Eu já me actualizei e tenho a dizer que estou a adorar isto cada vez mais *-*
Nem sei por onde começar...acho que é melhor ser pelo inicio... xD
OMONA eu não consigo! Ok, vou concentrar-me.

Primeiro que nada, mas que raio de lamechice foi aquela PonHyunMin e Hwang Chansung?! Aish, eu senti-me mal por mim própria, por estar a dizer aquelas lamechices ao Chansung...desde quando virei assim sentimental? Estou a dar parte fraca. Raios Chansung! Apaixonados? Oh meu Deus. xD
EU MATEI O MEU MANINHOOO :O Ok, não tecnicamente, mas a culpa foi minha :O que triste. Ao menos salvei o cão, menos mal *apanha*

Ai tadinha da Kim. Eu voto na opção 2. Mata aquele bastard do TOP e fica o assunto resolvido xD
Nha nha nhaaaa ela também está in love XD É impossível resistir ao charme do Min Woo. Aliás. do "teu" Min Woo Kim-chan XD

AI MEU DEUS eu juro que quase morro nas partes do Eunhyuk e da Miya!
Esta última cena deles foi tão linda *-* Eu estou como a Kim, era caso para chorares Miya unnie xD
Eles são tão fofos *-* Mas tenho pena do Hae, tadinho...

Epá, eu fiquei histérica quando o Kyu pediu a Min em casamento, mas algo me diz que já não vai haver casamento nenhum...
Eu vivi tanto aquela discussão do Kyuhyun e do Yesung. Gosto de os ver assim todos maus a discutir, tipo beasts Cool *apanha* Estou com o Kyu, ele que mate a rapariga, fica despachado o assunto. O puto nem é dele -.- Nós não podemos falar com as personagens? Assim eu dizia-lhe~! 8D *apanha*

Ai a cena do pequeno almoço, que comédia xD Eu gosto tanto do facto da minha personagem e da Kim estarem sempre a gozar com tudo e todos juntas. That's so me...and her...like...us XD
O Kyu e o Yesung. Era lindo! XD

Nee e o Doojoon? Onde anda ele? I miss him. I want PonJoon again *-*

Eu estou a adorar isto Marta-chan! Está mais que perfeito! E não te preocupes em acabar a fanfic, isto cada vez está mais interessante, não nos podes tirar isto, please~ *puppy eyes*
I WANT MOREEEE *-*

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MensagemAssunto: Re: [Vários Kpop] Playing With Fire   Qui Ago 16, 2012 12:12 am

Hello ~~

Aish, eu nem sei por onde começar...
Eu sou uma vergonha e deixei a fic parada durante mais de um ano. Ainda por cima esta fic que eu gosto tanto e que me dá tanto prazer escrever... mas enfim, perdi-lhe o ritmo e depois nunca mais consegui escrever nada... durante este tempo todo OTL
Mas por outro lado acho que esta pausa até foi benéfica porque a fic parou num ponto crucial e eu já andava a stressar sem saber muito bem o que fazer a seguir e agora estou com ideias novas e acho que já encontrei algumas soluções para o seguimento de determinados pontos da história... por isso...
PLAYING WITH FIRE IS BACK~~
(se alguém ainda quiser voltar a ler isto, nee XD)

Eu sinto-me tão mal por ter estado tanto tempo sem mexer nesta fic... fgdjgkfdkgkfkdkkgfjsdjfjg FML nappeun saram, nappeun saram!
E peço desculpa a quem estava a ler a fic, mianhae girls, SORRY SORRY ~!!!
E obrigado a quem leu a fic até aqui, venero a vossa paciência para aturar as bacoradas que eu escrevo XD


E aqui fica:


A estrear brevemente ~

Enquanto isso não acontece, e como me apetecia assassinar um bocado a edição de vídeos e nem quis estar a chatear a Kim mais uma vez... aqui fica um vídeo feito por mim, é uma coisa básica só para mostrar as personagens principais da fic ^^ I hope you like it, mesmo que não esteja grande coisa ~


(Em HD é mais bonito - do it!)


E voltem a ver o trailer principal da fic ^^




Starting soon ~

Thank you pela vossa atenção ~~


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MensagemAssunto: Re: [Vários Kpop] Playing With Fire   Qui Ago 16, 2012 2:18 am

OMONAAAAA nem consigo acreditar, estive tanto tempo sem computador, tanto tempo sem vir aqui e a primeira vez que pego no computador novo e abro o fórum deparo-me logo com isto? HELL YEAHHHH *corre pelo quarto*

Nhai unnie, já tenho tantas saudades desta fic, aqui há uns tempos voltei a lê-la toda, eu gosto tanto, mas tanto dela *-*
I'm so excited, can't wait~~ *-*
Quero acção e pervness all over again, nhai~ *-*

Ainda bem que as tuas ideias voltaram Marta-chan, I'm glad~
PLAYING WITH FIRE FIGHTING~~
Nee, posta rápido unnie, please *-*

Aproveito já para dizer: I'M BACK Cool *leva com pedras*

Chu~

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MensagemAssunto: Re: [Vários Kpop] Playing With Fire   Dom Ago 19, 2012 10:49 pm

Annyeong ~~

Bem, aqui fica o comeback da PWF ^^
O capítulo é EXTRA MEGA SIZE porque eu queria acabar onde acabei para dar suspense e se dividisse em dois não ia ter o mesmo impacto xD
Por isso se eu demorar com as actualizações já sabem que é pelo facto dos capítulos serem grandes, eu demoro uma eternidade a escrever isto tudo XD

Eu gostei tanto de voltar a escrever isto *-* I missed as minhas personagens e este enredo todo ~*-* E tinha saudades de escrever coisas random também, please forgive me XD

Mas antes do capítulo, eu quero deixar aqui uma música para vocês ouvirem ~ Para quem viu aquele video que eu fiz, é uma das músicas de lá.
É uma música muito especial ♥ oh my sweet lord *-*acho que foi esta música a responsável pelo regresso da fic XD Porque quando eu a ouvi pela primeira vez em Março ou Abril, e ouvi aquele "you make me wanna play with fire~" lembrei-me logo da fic e comecei a ter novas ideias ~
E tipo, toda a letra da música me remete para esta fic ~ it's crazy! vejam a letra com atenção, please ~~
Por isso considerem esta música como a música tema / genérico da fic ~ e oiçam-na muitas vezes *-*
Aish, e a música é awesome, o Danny Saucedo é melhor ainda *fangirling* I love him and his voice and this is all perfect and fkhdfkgkgkdkgkh *apanha pelo ataque*
Pronto, já estou mais calma XD



Please enjoy ^^
(e perdoem qualquer erro, eu já não estou habituada a isto xD)


35.

- Cho Kyuhyun! – Uma outra voz soou da porta e os rapazes viraram-se para a figura encostada à estrutura de madeira. Kyuhyun sentiu um arrepio.

- Fodasse Doojoon! – Kyuhyun bateu com o punho no tampo da mesa de madeira. – Que susto!

- Pensavas que era a Mintae? – O rapaz sorriu em tom de gozo ao ver a expressão de pânico na cara do hyung. – E se fosse mesmo? E se ela tivesse ouvido o que eu ouvi? Como é que te safavas?

- Ya! Tu achas que eu estou com paciência para brincadeiras Doojoon? – O mais velho fulminou-o com os olhos.

- É mesmo Kyuhyun, o que vais fazer em relação à Min? – Foi a vez de Yesung perguntar.

- Vou deixá-la fora disto, como é óbvio. Eu não preciso de problemas com ela.

Yesung rolou os olhos em sinal de reprovação. - Isso idiota, cultiva mais mentiras! – Sibilou.

Kyuhyun olhou na direcção dele e, sem conseguir aguentar a fúria que o consumia por dentro, pegou no ecrã do computador e atirou-o à parede, a poucos centímetros da cabeça de Yesung. O aparelho acabou por se desfazer aos pés do rapaz mais velho.

Doojoon engoliu em seco, assistindo à cena.

- ACABOU YESUNG! Acabou esta merda de conversa! – O maknae gritou.

- Kyuhyun! – Uma voz feminina soou e os rapazes petrificaram.

Mintae entrou a correr escritório adentro e aproximou-se do namorado, agarrando-lhe no braço.

- Que raio te deu? – Perguntou incrédula.

Pon e Kim entraram atrás dela, olhando preocupadas para Yesung.

- Estás bem? – Pon apressou-se para junto do mais velho.

- Saiam daqui! – Kyuhyun ordenou no mesmo tom ríspido e frio. – Nós estamos a resolver uns assuntos importantes.

- Kyu… - Mintae insistiu.

- Doojoon leva-as lá para cima! – O chefe ordenou.

- Ya! – A morena protestou, puxando o braço de Kyuhyun. – O que é que se passa para estares assim? – Ela reparou no brilho negro nos olhos vazios dele.

- Obedece Mintae! Eu não estou com paciência para discutir contigo! – Ele soltou o braço da mão dela.

A rapariga não gostou do que ouviu. Cerrou os olhos, fitando o rapaz à sua frente friamente.

- Não discutam meninas, façam o que ele manda! – Yesung pediu, empurrando Pon para a saída do escritório. - Nós vamos resolver o nosso atrito com calma.

Mintae e Kyuhyun continuavam a fitar-se mutuamente.

- Faz o que eu te disse. Vai. – Ele voltou a mandar mas ela permaneceu imóvel. Kyuhyun bufou e pegou-lhe no braço com força, arrastando-a para fora do escritório. Quando ela, Pon, Kim e Doojoon saíram, fechou a porta e aproximou-se da janela, ao lado de onde jaziam os destroços do que fora um ecrã de computador. – O que é que a Miyong disse? Fez alguma exigência? – Perguntou algum tempo depois, mais calmo, sem descolar os olhos do vidro à sua frente.

- Ela disse que, apesar de tudo, estava contente. A única coisa que pediu foi para falar contigo.

Kyuhyun suspirou pesadamente.

- Porque é que eu tenho uma péssima sensação de dejá vu? Merda!

~~

- Vá lá Doojoon, não sejas chato! Deixa-me ouvir o que eles estão a conversar! – Mintae pedia ao rapaz, tentando aproximar-se da porta do escritório. – Imagina se eles se matam um ao outro! – Dramatizou. – Viste como estava o Kyu?

- Nem penses Mintae! Vamos para longe daqui! Eles entendem-se! – O rapaz pegou-lhe em ambos os braços e começou a arrastá-la para longe dali. Acabou por empurrar a morena para o sofá.

- Mas tu sabes o que se passa? – Ela insistiu.

- Não. – Mentiu. – Depois se for importante eles contam-nos.

- Relaxa unnie! Deves estar cansada, porque é que não sobes e dormes um bocado? – A maknae propôs.

- Sim, aproveita para fazer isso, já que nós temos de sair. – Kim falou a seguir. – Eu já estou atrasada e este dia vai ser um inferno.

- A tua corrida é amanhã, não é Kim? – Pon perguntou.

- É. Mas esse não é o maior dos meus problemas. Antes fosse só isso. – A loira suspirou.

- Fighting Kim! E tu Pon-chan? – Mintae virou-se para a maknae.

- Eu também tenho coisas combinadas com o… - A rapariga parou o que estava a dizer quando se apercebeu do que quase revelava. – Com o Professor e o assistente dele, o Jonghyun.

- Então vão lá meninas. Falamos melhor à noite. Boa sorte.

Kim e Pon aproximaram-se e deram um beijo à mais velha antes de sair. Kim resolveu ser generosa com Doojoon também, mas Pon saiu sem olhar para ele sequer.

- O que é que se passa entre vocês? Ainda não resolveram os vossos problemas? Ainda não lhe pediste desculpas pelo ataque de ciúmes do Dr. Junsu? – Mintae questionou-o.

- Eu tentei. Mas ela nem quer falar comigo sequer! – O rapaz tinha uma expressão triste no rosto. Sentou-se ao lado da morena.

- Aish! Não fiques assim Joon. – Mintae passou a mão no ombro dele, tentando passar algum conforto.

- Eu gosto tanto da Pon, Min… custa-me estarmos assim. Tenho saudades de quando estávamos juntos. Aish! Porque é que ela encarou os ciúmes assim? Ter ciúmes de quem se gosta não é a porcaria de uma prova de amor? – Ele disse, levantando a voz.

- Sim, mas tens de estar ciente que abusaste quando partiste logo para a agressão. Ainda por cima ele era o médico e só estava a cuidar dela, é normal que ele tivesse que tocar-lhe, examiná-la…

- Ok, pronto! Foi um erro meu! Agi de cabeça quente! Mas é preciso tratar-me assim? – Ele suspirou. – Parece que gosta de me ver a sofrer…

- Eu não tenho dúvidas disso. - Mintae esboçou um ligeiro sorriso matreiro.

- Quê? – O moreno franziu as sobrancelhas, fitando-a.

- Estamos a falar da Pon. Sabes perfeitamente que ela gosta de te tratar mal Doojoon. – Ela riu. – E tu também gostas disso, eu sei que gostas de raparigas difíceis.

- Sim, mas…

- Vira o jogo Doojoon.

- Como assim?

- Faz tu com que ela fique com ciúmes! – A rapariga piscou-lhe o olho. – Provoca-a.

- Será que adianta? Eu via-a com um gajo qualquer… aos beijos com ele!

- Aish Doojoon! Desde quando é que te tornaste um derrotista? – Bateu-lhe no braço. – A Pon gosta de ti. Muito. Só precisa de ser reconquistada novamente.

Doojoon sorriu então, mais animado.

- Kamsahamnida Min. Eu vou seguir o teu conselho. – Doojoon inclinou-se e abraçou a rapariga.

- Aish! Desde quando é que eu virei conselheira sentimental? – Ela repreendeu-se.

- É desse teu mel com o Kyuhyun. Andam os dois fofinhos e lamechas e… - Ele foi interrompido.

- Ya! Volta a dizer isso e és um homem morto Yoon Doojoon! – Ameaçou, enquanto se levantava para correr atrás do rapaz que já se tinha posto em fuga do ataque dela.

~~

O toque insistente e agudo do telemóvel fez a morena ir deixando o mundo dos sonhos e ir despertando para a realidade. Miya levantou a cabeça de cima do braço de Eunhyuk e coçou os olhos, já irritada com a porcaria do aparelho que não se calava e podia perturbar o rapaz.

Com alguma dificuldade, levantou-se e procurou na mala o telemóvel barulhento. Admirou-se quando viu o nome da dongsaeng mais velha.

- Yoboseyo! – Disse, ainda ensonada.

- Miya unnie! – Mintae respondeu do outro lado. – Está tudo bem contigo?

- Está. E tu, passou-se alguma coisa para me estares a ligar assim? – Preocupou-se.

- Estou na Coreia. Em casa. Voltamos hoje de manhã por causa de um problema com o Kyu e o Yesung. – Explicou. – E eles agora estão trancados no escritório, o Doojoon foi tratar de uns assuntos dele, a Kim e a Pon foram trabalhar… e eu não tenho nada para fazer…

- Queres vir ter comigo?

- Estás no hospital?

- Sim. O Eunhyuk ontem falou comigo Min! Aish, o Yesung oppa deve querer matar-me neste momento por eu mal pôr os pés em casa, mas eu não quero sair de perto do meu Eun.

- Não te preocupes com o Ye oppa. Com tanta discussão com o Kyu, ele mal se deve lembrar de ti. – Riu. – E se eu for aí não vou incomodar unnie?

- Claro que não. Podes vir. Podemos ir almoçar juntas depois.

- Ok. Então até já.

- Até já.

Miya desligou com um sorriso no rosto. Tinha saudades de Mintae. Mas, por outro lado, uma ligeira preocupação assombrou-a. Para eles terem voltado tão subitamente tinha que ter acontecido algo de muito grave.

- Vamos ter visitas? – Uma voz fraca soou de repente, assustando a morena, que deixou o telemóvel cair ao chão.

Os doces olhos castanhos brilhavam na sua direcção, denunciando uma curiosidade aguçada. Um leve sorriso formava-se nos lábios rosados entreabertos.

Miya tirou um segundo para se perguntar novamente se aquilo era mesmo verdade ou se estava a sonhar novamente. Mesmo a segunda hipótese sendo a mais plausível, era real a primeira. Eunhyuk estava novamente acordado, falando com ela.

-Aigoo, que susto Hyuk! Aish! – Miya baixou-se para apanhar o telemóvel.

- Desculpa. – Ele riu. – Estavas a falar com quem? – Não escondeu a sua curiosidade.

- Com uma das minhas dongsaengs. A Mintae. Ela voltou hoje da China e vai passar aqui para me ver. – A rapariga explicou. – E tu? Estás bem? Como é que te sentes?

- Estou bem. É impressionante como te consigo assustar sempre. – Ele brincou.

- Aish! É impressão minha ou tu mal acordaste e já estás a gozar comigo?

- É só impressão tua.

Miya sorriu. Parecia um sonho estar ali com ele de novo, o seu Eunhyuk alegre e divertido como nos velhos tempos.

- Miya… - Ele chamou, fazendo-a abandonar os seus pensamentos e olhá-la. – Eu… quero saber o que aconteceu. Pormenorizadamente. Porque é que eu estou no hospital? Há quanto tempo estou aqui?

Miya engoliu em seco. Ainda não estava preparada para aquelas perguntas todas. E agora, contava-lhe a verdade… ou poupava-o da dura realidade, pelo menos por enquanto?

A morena suspirou, aproximando-se para pegar na mão do rapaz.

~~

Kim estacionou o seu carro no local habitual, em frente do edifício imponente que sediava a empresa para a qual trabalhava. Antes de deixar a viatura, tirou algum tempo para ajeitar os cabelos loiros e retocar o gloss nos lábios. Tencionava passar pela sala de Min Woo antes de ir propriamente dedicar-se ao seu trabalho, por isso queria estar impecável. Arrependia-se de tê-lo deixado sozinho na noite anterior e teria de recompensá-lo.

Depois de se certificar que estava tudo perfeito, saiu do carro, sacudindo os cabelos ao vento. Pelo canto do olho pôde ver que, alguns metros dali, um homem das entregas acabara de deixar cair todas as encomendas no chão e praticamente salivava ao olhá-la. “Tolo.” – Pensou.

Ela não podia negar que se divertia com aquelas reacções. Uma corrente de adrenalina pulsava no seu corpo ao aperceber-se que poderia ter tudo deles sem sequer se mexer. Controlava-os como animaizinhos de estimação que obedecem a tudo o que o dono manda só com a força do seu olhar carregado, com um sorriso inocente ou um morder de lábios convidativo.

- É isso! – Sibilou, fazendo-se luz na sua cabeça. A solução para o problema que a assolava já há algum tempo.

Fechou a porta do carro. Quando se virou para começar a andar, os seus olhos encontraram uma situação suspeita e, ao mesmo tempo, interessante. Numa zona mais afastada do estacionamento, dois homens conversavam. Dois homens que ela conhecia bem mas preferia nunca se ter cruzado com eles. Nenhum deles. O empresário estava formalmente vestido com o seu fato clássico de trabalho e o outro vestia roupas que contrastavam o preto e o prateado de alguns acessórios.

A expressão da loira enrijeceu quando notou um sorriso cínico no rosto do mais novo.

- As duas novas melhores amigas… - Comentou quase em surdina, fixando os seus olhos verdes neles. Obviamente estavam a tramar qualquer coisa. Coisa essa que ela até desconfiava o que era. – Filhos da mãe! Estão tão lixados…

Kim reparou então que TOP passava um envelope para as mãos de Kiseop. As suas suspeitas estavam certas e ela sentiu o sangue ferver. Virou costas e recomeçou a andar.

- Já brincaram demais com o fogo… chegou a hora de se queimarem. – Disse entredentes. – Acabou a Kim boazinha… agora vai ser à minha maneira, bitches.

Kim seguiu em passos firmes e apressados. Ao chegar perto do homem das entregas, agora ajoelhado a apanhar o que tinha deixado ir ao chão, parou. O homem levantou a cabeça lentamente, ainda envergonhado. Assim que os seus olhos encontraram os dela, estremeceu perante o olhar carregado e a aura negra que ela emanava. Kim suavizou a expressão.

- Obrigada por melhorar o meu dia. – Ela disse. – Sabia que me ajudou a encontrar a solução para um grande problema?

- E-e-eu? – Ele gaguejou atónito.

- Você mesmo. Nunca me esquecerei. – Ela piscou-lhe o olho e afastou-se. A sua boa acção do dia estava feita, tinha tornado a vida de um ser humano mais feliz. Agora só tinha de se certificar que tornava a vida de dois outros seres humanos num inferno.

~~

Mintae desceu as escadas alegremente. Ia ver a sua unnie, estava cheia de saudades dela. Ao passar pela sala, viu a porta do escritório aberta e isso intrigou-a. Será que Kyuhyun e Yesung já estavam mais calmos? Tinham resolvido os problemas? Resolveu aproximar-se para averiguar.

Dentro da sala, Yesung estava a falar ao telemóvel perto da janela, pisando alguns pedaços desfeitos do computador. Kyuhyun estava sentado no sofá de cabeça baixa. Mintae foi entrando sem fazer barulho, aproximando-se do mais novo. Abaixou-se à sua frente, apoiando as mãos nos joelhos dele.

- Kyu…

Kyuhyun levantou os olhos, encarando a morena à sua frente. Sentiu-se angustiado. Como é que lhe ia contar aquilo? Como seria a reacção dela ao saber? Como ficariam os dois?

- Estás bem? – Ela insistiu, estranhando vê-lo assim.

- Está tudo bem Min. Só estou preocupado por causa de uns negócios. – Mentiu. Não era capaz de lhe dizer a verdade. Pelo menos por enquanto.

- Hum… deve ser grave… não é hábito ver-te assim por causa de um negócio…

- Não te preocupes. É grave mas eu vou arranjar uma solução para o problema o mais brevemente possível.

- Seja o que for, vai correr bem. Se precisares de ajuda diz, ok? Eu vou sair para… hum… ajudar a Miya unnie numa coisa, mas não devo demorar. – A rapariga informou.

- Ne. – Ele assentiu simplesmente.

- Ne! – Ela sorriu e levantou-se, preparando-se para sair. Algo a deteve no mesmo lugar e ela virou-se para ver o seu pulso ser agarrado.

Kyuhyun abraçou-a com força, enterrando a cabeça no seu ombro. Uma péssima sensação apoderou-se de si. Desejou poder prolongar aquele momento com ela para sempre.

- Kyu, tens a certeza que estás bem? Estás a tremer… - Mintae alarmou-se, sentindo o corpo dele balançar.

- Só estou nervoso. Não te preocupes… Saranghaeyo. – Sussurrou-lhe.

- Ya! O que é que eu te disse? Nada de lamechices aqui à frente deles! – Ela repreendeu-o, mas logo acrescentou: - Saranghaeyo Kyuhyun-ah… - E saiu, acenando a mão a Yesung, que acabava a sua conversa telefónica.

Kyuhyun voltou a sentar-se no sofá, levando as mãos à cabeça. Despenteou o cabelo ondulado freneticamente e praguejou raivosamente.

- A Miyoung pediu para que fosses ter com ela para falarem melhor e esclarecerem as coisas. – O mais velho informou, aproximando-se e pousando uma mão no ombro de Kyuhyun. – Vá lá… quanto mais depressa resolveres isto melhor… - Aconselhou.

- Aish hyung… a única coisa que me preocupa agora é a Min… ela não pode saber de nada.

- Ah, vais insistir na história da mentira. – Yesung suspirou, afastando-se. – Não a vais poder enganar para sempre, tens noção disso, não tens?

- Eu sei! – O mais novo levantou-se de rompante. – Ela vai saber. Mas não agora. Não até nós estarmos casados.

- Tss… Achas mesmo que é uma assinatura num papel que a vai fazer perdoar-te? E é uma aliança no dedo que vai prender a Min a ti? – Yesung rolou os olhos. Era inacreditável a quantidade de estupidez que ouvia Kyuhyun dizer num só dia, mal o reconhecia!

- Pelo menos eu vou ficar mais tranquilo.

- Eu nunca ouvi tanta idiotice junta Kyuhyun… que raios te acontec- - Yesung foi interrompido quando o seu telemóvel começou a tocar. Desviou o olhar para o visor e, ao ler o nome lá marcado, o seu coração disparou.

Kyuhyun notou a sua expressão mudar e um sorriso se formar nos lábios do hyung enquanto este olhava para o telemóvel a tocar. Para sua surpresa, Yesung desligou a chamada e guardou o aparelho no bolso.

- Ok! Eu vou-me embora, resolve os teus problemas à tua maneira. Eu estou farto deste assunto. Boa sorte. – O mais velho disse, pegando no casaco e saindo porta fora, deixando o maknae confuso.

Enquanto atravessava o corredor, Yesung alarmou-se ao ouvir o som de saltos altos a correr rapidamente. Alguém estivera ali perto… provavelmente a ouvir a conversa dos dois no escritório. Rezou para que não fosse Mintae.

~~

Naquela manhã apenas duas pessoas ocupavam a sala do laboratório. Jonghyun parecia muito entretido com o relatório que redigia com voracidade mas a sua colega não parecia padecer da mesma energia. Na verdade Pon estava extremamente entediada. Era mais chato estar ali a fingir que se interessava pela porcaria de um chip do que ficar deitada numa cama a recuperar de um tiroteio. Pelo menos enquanto estava a recuperar tinha sempre o Dr. Junsu a mimá-la e a cuidar bem de si. Suspirou. Tinha saudades do Dr. Junsu… ele era um bom médico, muito atencioso e preocupado. As suas mãos eram grandes mas muito delicadas e suaves quando massajavam a sua pele. O seu sorriso era como um analgésico que a fazia esquecer as dores todas. Até quando tinha de espetá-la com a sua agulha gigante ele era gentil e ela não sentia dor nenhuma. Ainda por cima ainda lhe fornecia toda a comida que pedia e dizia para ela se alimentar sempre bem para recuperar toda a força e energia e dava-lhe muitas bananas, ricas em fibras e potássio. Talvez tenha sido por causa disso que ela recuperou tão depressa.

“Não devia ter comido tantas bananas do Dr. Junsu... assim tinha recuperado mais devagar e ele ainda estava a cuidar de mim…” – Pon pensou, mergulhada nos seus devaneios com aquele médico tão competente. – “Realmente, o Dr. Junsu é o melhor médico que uma paciente pode ter…”.

Jonghyun desviou os olhos do papel quando ouviu um risinho. Olhou para o lado e encontrou a rapariga com uma expressão sonhadora no rosto. Expressão essa que logo mudou para um morder de lábios sugestivo, seguido de um suspiro apaixonado.

Pon estava tão entretida a sonhar com o Dr. Junsu que nem se deu conta que o rapaz a observava com uma expressão assustada. Naquele momento a mente da maknae só conseguia processar a imagem do Dr. Junsu com uma seringa na mão a aproximar-se de si.

- Vai doer muito Dr. Junsu? – Pon sibilou em voz alta. – É tão grande…

Jonghyun arregalou os olhos em choque.

- Menina Hyomin!! – Gritou.

Pon quase teve uma síncope quando ouviu a voz dele. Por pouco não caiu da cadeira onde estava sentada.

- Aish! – Queixou-se, levando a mão ao peito. – Ya! Queres-me matar do coração?! – Atirou irritada ao rapaz, que logo se encolheu.

- Mianhae… mas a menina Hyomin estava a comportar-se de maneira estranha… e a dizer coisas mais estranhas ainda! – Ele defendeu-se.

Pon amaldiçoou os seus devaneios, tentando recompor-se, visivelmente envergonhada por ter sido apanhada a fantasiar com o médico.

- Esta febre deve estar a causar-me alucinações… - Disse baixinho, pousando a palma da mão na testa.

- Oh, estás doente? – O rapaz preocupou-se.

- Está tudo bem. – Ela tranquilizou-o. – Vamos mas é voltar ao trabalho e esquecer o que se passou aqui. – Ela disse mais em tom de ordem do que de sugestão.

- Mas onde raios se meteu o Joonki hoje? – Jonghyun perguntou, olhando ao relógio. – Se ele estivesse aqui tudo era mais fácil… e a Hyomin podia ir recuperar.

- Chega de falar de recuperação! – Pon repreendeu. – Isso não ajuda a não pensar no Dr. Junsu… Como é que eu tiro algo tão grande da mente? Aish… - Acrescentou baixinho de modo a que ele não ouvisse.

- Mas se a Hyomin não se sente bem… - Ele continuou.

- Ya! Eu já disse que me sinto muito bem! Chega de falar de médicos! - Pon lançou-lhe um olhar mortífero.

- Certo, certo. Já compreendi. – Ele voltou a olhar para o relatório. – Mas que eu me lembre, eu não falei de médicos. A menina Hyomin é que estava a falar de médicos.

- Aish… - Pon suspirou cansada, pousando a testa sobre a mesa.

Jonghyun permaneceu calado por momentos até que resolveu dar o golpe final:

- Tem a certeza que não quer que eu lhe chame um médico? Eu conheço um muito bom. – Ele disse a rir.

- Desde quando é que tu aprendeste a gozar comigo? – A maknae perguntou sem se mover da sua posição. Estava demasiado incrédula por ouvir Jonghyun falar daquela maneira.

- Bem… acho que os ensinamentos do Joonki estão a começar a surtir efeito. – Jonghyun soltou uma gargalhada.

- Ya! – Pon finalmente se levantou. – Foi aquele desgraçado que te ensinou essas coisas? Mas quando ele chegar vai ver! – Disse furiosa.

- Calma Hyomin-sshi… cuidado com o stress! Se continuar assim eu vou ter mesmo que chamar o seu médico.

- Aish! Já me estás a irritar! – Pon bateu com as mãos no tampo da mesa. – Para mim chega! Eu vou apanhar ar antes que me faças perder o resto da paciência. – Ela disse e saiu porta fora, deixando o rapaz com um sorriso trocista nos lábios.

- Era só o que me faltava! Cambada de idiotas! Hwang Chansung, Jonghyun, Dr. Junsu, Yoon Doojoon… idiotas! Aish! – Ela foi barafustando pelo corredor.

~~

Mintae estacionou o Audi branco perto da entrada do hospital e apressou-se a entrar no edifício. O som agudo dos saltos finos ia ecoando a sua passagem pelos corredores. Não lhe foi difícil seguir as instruções que a unnie lhe tinha dado por isso logo chegou perto do quarto de Eunhyuk. A porta estava aberta e ela espreitou lá para dentro. O rapaz estava deitado na cama, como era de esperar, e Miya estava sentada numa cadeira ao seu lado. Miya tinha a sua mão por cima da dele e os dedos de ambos estavam entrelaçados, num gesto afectuoso. Mintae sorriu ao ver que ele estava acordado e olhava a sua unnie carinhosamente. Por sua vez, Miya tinha nos lábios o sorriso mais bonito e genuíno que alguma vez vira. A mais nova ficou a observá-los por alguns instantes. Até de longe dava para sentir a ligação forte dos dois. A energia e o carinho que passavam um ao outro. Foi então que percebeu o porquê da unnie nunca ter querido desligar as máquinas, mesmo após quatro longos e duros anos de espera e de esperanças arrancadas pelos médicos. O seu amor por ele era mais forte do que tudo o resto no mundo.

Mintae sentiu-se muito orgulhosa de a ter como unnie. Miya era um exemplo de força e coragem, uma autêntica força da natureza. Perguntou-se onde seria que ela ia buscar toda aquela resistência e vontade de não desistir do que acreditava. Para si era tão mais fácil fugir dos problemas do que pensar em resolvê-los de vez e fingir que não se importava com as coisas que a corroíam por dentro…

Resolveu deixar os seus pensamentos quietos e bateu à porta, despertando a atenção da unnie para si.

- Annyeong… - Disse baixa e timidamente.

- Min-ah! – Miya levantou-se rapidamente e caminhou na sua direcção, abraçando-a.

- Unnie~!! Senti a tua falta.

- Eu também! – Miya disse ao afastar-se. – Como é que foi a viagem? O Mimi hyung e a Amber estão bem? Porque é que voltaram tão cedo? Aconteceu alguma coisa o Kyu?

- Calma unnie. Uma pergunta de cada vez! – Mintae riu. – A viagem correu bem, eu adorei voltar à China e rever o Mimi e a Amber. Eles estão óptimos e mandaram cumprimentos, estão cheios de saudades. Voltamos às pressas porque o Yesung oppa estava furioso com o Kyu não sei porquê, mas não me agrada nada. O Kyu está bem por enquanto… mas não garanto que continue assim. – Ela explicou tudo de uma vez só.

- Como assim? O Kyu está bem por enquanto… porquê? Algum problema? – Miya preocupou-se.

- Falamos disso depois. Acho que tens alguém para me apresentar unnie!

Miya alargou o sorriso instantaneamente.

- Hyukie! – Ela chamou o rapaz, que olhou as duas raparigas simpaticamente. – Está é a Mintae, a minha dongsaeng mais velha e a que me dá mais trabalho. – Mintae rolou os olhos à provocação de Miya mas sorriu. – Min, este é Lee Hyukjae… o meu Eunhyuk… dispensa apresentações. Tu sabes da história.

- Olá. – O rapaz disse fraco.

- Olá Hyukjae-sshi. Prazer em conhecer-te… - Mintae cumprimentou, curvando-se.

- Hyukjae-sshi? O que é isso? – Ele riu. – Não precisas de me tratar pelo nome…

- Isso! – Miya interrompeu. – Somos todos família, por isso chama-lhe Eunhyuk. É mais confortável.

- Arasso.

Nesse momento entrou um médico no quarto e Miya olhou ao relógio. Estava na hora da fisioterapia de Eunhyuk. Ela aproximou-se da cama e debruçou-se para lhe beijar os lábios. – Eu vou sair para almoçar com a Min, mas não demoro.

Eunhyuk sorriu-lhe e Mintae despediu-se também antes das duas raparigas deixarem o quarto.

- O teu Eunhyuk tem um sorriso muito bonito unnie. Parece ser muito simpático.

- Sabias que ele não gosta do sorriso? Diz que acha feio. Às vezes até evitava rir por causa disso… – A mais velha disse. – Mas foi uma das coisas que me fez gostar mais dele. Quando o vejo sorrir sinto um conforto…

- Unnie, deixa-me confessar-te uma coisa… até há bem pouco tempo, até antes de eu chegar aqui e ver-te com ele, eu achava que tu eras masoquista por estares a insistir numa coisa que parecia não ter solução e que parecia só te magoar cada vez mais. Eu não conseguia compreender porque é que passaste tantos anos a alimentar uma esperança assim mas… assim que vos vi juntos percebi tudo.

- Chama-se perseverança. – Miya sorriu ao comentário da mais nova. – Tens de saber esperar com a esperança que um dia tudo vai melhorar. Os milagres acontecem, não são é frequentes porque senão são desvalorizados. Mas quem não desiste é recompensado um dia.

- Neh… Unnie, tu andas tão inspirada ultimamente. O Eunhyuk faz-te mesmo bem… - Mintae comentou divertida.

- Ele é o remédio para todos os meus males Min… - Miya comentou sonhadora.

- Aish, que unnie tão derretida pelo seu oppa que eu tenho…

Miya atirou a língua à mais nova pelo seu comentário e as duas riram.

- Unnie… tu por acaso sabes quem é alguém chamado “Miyoung”?

- Hum… não. Acho que não. Porquê?

Mintae suspirou, mudando de semblante para uma expressão mais fechada. – Porque eu hoje ouvi uma conversa demasiado estranha entre o Yesung oppa e o Kyu… e eles estavam a falar nessa pessoa.

- Que tipo de conversa estranha? – Miya perguntou curiosa.

- Bem, é melhor te contar a história toda desde o início… - Mintae começou, esticando a mão direita em direcção da mais velha que arregalou os olhos em choque ao ver um anel de noivado no dedo dela.

~~

Yesung olhou ao relógio de marca que tinha no pulso. Eram quase 6h da tarde. Tinha a cabeça a andar a “mil à hora” com todas as confusões e problemas de Kyuhyun anexados aos seus. Os últimos dias tinham sido um autêntico inferno já que as responsabilidades estavam todas a seu cargo. Sentia-se física e psicologicamente desgastado.

“Yesung oppa~”

Aquela voz voltou a penetrar a sua mente e ele suspirou, sentindo-se melhor automaticamente. Aquela voz que ouvira mais cedo pelo telemóvel, mal podia aguentar até poder ouvi-la… o mais próximo possível do seu ouvido.

A porta do carro a abrir tirou-o dos seus pensamentos. Ao seu lado apareceu um rapaz corpulento com uma flor na mão e uma expressão de desagrado.

- Ya! Hwang Chansung! Estou impressionado com a tua rapidez! Acho que te vou inscrever numa corrida de caracóis, tens chances de ficar em último lugar! Demoraste um dia inteiro para cumprir uma simples ordem!

- Aish hyung! – O maknae protestou, atirando-lhe a flor para o colo. – Eu corri a porcaria da cidade toda, durante a porcaria do dia todo para encontrar a porcaria de uma maldita flor! Isso vale o quê? Pelo menos uns milhões de won para compensar a trabalheira que deu a encontrar!

- Baixa o tom de voz maknae! – Yesung repreendeu, pegando na flor com o máximo cuidado e acariciado uma pétala.

- Eu perdi um dia de trabalho no laboratório por causa de uma porcaria de flor! – Chansung continuou com as queixas. – Porque é que tive de ser eu a arranjar essa coisa? O Lee Joon e o Junho é que não fazem nenhum! Porque é que não mandaste um deles?

- É simples! Porque eu mando e tu obedeces! E acalma-te de uma vez por todas!

Chansung sentiu o sangue ferver. Filho da mãe autoritário! Cerrou os dentes.

- Agora estás dispensado. Despacha-te a sair. Graças a ti eu já estou atrasado.

Chansung saiu rapidamente batendo com a porta do carro, que até estremeceu com o impacto da força do rapaz.

- Espera só até veres o que eu e a Pon vamos fazer com o teu querido chip! – Ameaçou entredentes ao ver o carro do hyung afastar-se.

O carro de Yesung imobilizou-se algum tempo depois em frente da entrada da Namsan Tower. Ele deixou o veículo apressadamente e subiu, tentando acalmar o batimento cardíaco. Mas de nada adiantava tentar acalmar-se, a cada segundo que passava a sua excitação só aumentava.

Assim que as portas do elevador se abriram e revelaram o terraço do edifício, os seus cabelos foram despenteados por uma rajada de vento. Yesung pôde jurar que só aquela brisa já o fizera sentir o perfume dela. Foi andando, reparando nos casais que deambulavam entre os muros cheios de cadeados naquele final de tarde. Diziam que dava sorte se os casais colocassem ali um cadeado, representado o seu amor. Yesung foi caminhando para o local onde sabia ter deixado um cadeado, alguns anos antes.

Os seus olhos fixaram-se na figura parada no mesmo local onde o rapaz queria chegar. Sentiu uma corrente de electricidade no corpo. Tomou um fôlego e aproximou-se dela, parando a poucos centímetros. Colocou-lhe a flor em frente dos olhos.

- A minha favorita… tu és incansável em agradar-me… - A voz dela soou calma e suave. Pegou na flor, cheirando-a delicadamente. – Finalmente… Yesung oppa ~.

Yesung pousou-lhe as mãos nos ombros e virou-a para si. Ela sorria. Ele não conseguiu aguentar mais e puxou-a para si, envolvendo-a num abraço apertado.

(continua...)

Espero que o capítulo esteja à altura ~ eu fiquei muito tempo sem escrever, a minha confiança foi às urtigas xD
Anyway ~

Nova personagem brevemente! Quem será a rapariga tão especial que fez o Yesung oppa mandar o Chan em busca de uma flor rara o dia todo? Ela vai ser muito importante daqui para a frente ~

Espero que tenham gostado ^^

See ya in the next ^^
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PonHyunMin
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MensagemAssunto: Re: [Vários Kpop] Playing With Fire   Seg Ago 20, 2012 12:27 am

WAAAAAAAAAAAAAAAAAA PWF IS BACK!!!!!!!!!
I'm excited~~

Para começar, essa música serve mesmo para genérico da fic, é perfeita! Alguma partes da letra parece que estão mesmo a descrever as relações de algumas das personagens, I love it~

Agora passando para o novo capítulo, aish, eu já não me lembrava bem em que ponto isto tinha ficado, tive de ler umas cenas do último capítulo, but now it's all coming back to me~
Eu assustei-me com o Kyuhyun ali naquela primeira cena, o Ye oppa ia ficando sem cabeça xD Mas eu gosto tanto do Kyu bruto, mau e zangado xD Evil maknae fucking awesome~ Nós é que levamos sempre por tabela xD

Opá, pobre Doojoon, eu tenho pena dele, a Pon trata-o super mal, aish! Mas agora isso de mudar o jogo should be interesting Cool vou gostar disso Cool Acho é que a Pon da fic não vai, mas é para aprender. Eles depois resolvem aquilo tudo with pure hard sex. XD

Nhéééé, EunMiya is the sweetest thing~ *-* as cenas entre deles são puro mel~
A Mintae tem razão, a nossa unnie é mesmo forte e determinada~

EPÁ KIM, eu adoro esta gaja, tão boss Cool a cena do homem das encomendas jsjbfsfj lindo!
MATA ESSES DOIS PORRA, já me começam a irritar, sempre a fazerem merda, estúpidos!

OH MY FUCKING GOD, WATCH:

Citação :
Na verdade Pon estava extremamente entediada. Era mais chato estar ali a fingir que se interessava pela porcaria de um chip do que ficar deitada numa cama a recuperar de um tiroteio. Pelo menos enquanto estava a recuperar tinha sempre o Dr. Junsu a mimá-la e a cuidar bem de si. Suspirou. Tinha saudades do Dr. Junsu… ele era um bom médico, muito atencioso e preocupado. As suas mãos eram grandes mas muito delicadas e suaves quando massajavam a sua pele. O seu sorriso era como um analgésico que a fazia esquecer as dores todas. Até quando tinha de espetá-la com a sua agulha gigante ele era gentil e ela não sentia dor nenhuma. Ainda por cima ainda lhe fornecia toda a comida que pedia e dizia para ela se alimentar sempre bem para recuperar toda a força e energia e dava-lhe muitas bananas, ricas em fibras e potássio. Talvez tenha sido por causa disso que ela recuperou tão depressa.

“Não devia ter comido tantas bananas do Dr. Junsu... assim tinha recuperado mais devagar e ele ainda estava a cuidar de mim…”

MELHOR DEVANEIO DE SEMPRE KJFBSDVFBSDNVJRFIVEBHF
Eu ri tanto com isto, OMO. Pon, eu compreendo-te man, o Dr. Junsu é o melhor médico de sempre XD
E depois ela a sair toda chateada com todos os gajos sefdjrf huescfh OMG

BEST SCENE EVER Cool

hei, hei, hei! Quem é a gaja do Yesung? Quero bué saber!!

Aish, I'm so glad por isto estar de volta~ *-*
Continua Marta-chan~ please~ *-*

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Cho MinTae
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MensagemAssunto: Re: [Vários Kpop] Playing With Fire   Qui Ago 30, 2012 2:54 pm

Hey ~

Mais um capítulo. Eu não gostei muito deste... está assim nhaaa. A parte da Kim ainda é que está melhor XD
Esta fic está a dar-me dores de cabeça porque está tão grande e tão cheia de dramas e confusões que precisam de ser resolvidas, aish! And I feel like I'm losing my touch...

Anyway ~

36.

O carro de Mintae foi abrandado até se imobilizar em frente do portão da mansão. O segurança, reconhecendo-a, abriu a estrutura de ferro para ela entrar mas o carro permaneceu no mesmo lugar. O homem corpulento aproximou-se então, estranhando-a.

- Mintae-sshi, está tudo bem? – Ele perguntou quando ela desceu o vidro.

Ela olhou o homem mas não disse nada. Estava com uma péssima sensação. Parecia ter uma voz na consciência a alertá-la para não entrar na mansão pois algo estava para acontecer. E ela sempre confiara na sua intuição. Mas, por outro lado, tinha de entrar. Era quase hora do jantar e tinha passado o dia todo fora. E não era como se pudesse evitar voltar para casa.

- Mintae-sshi? – O homem voltou a insistir, olhando-a desconfiado.

- Ah… - Ela começou, incerta. – Está tudo bem. Eu… eu só acabei de me lembrar que me esqueci de comprar uma coisa. – Desculpou-se. – Está tudo bem, eu só vou voltar para trás e buscar o que me esqueci.

Assim que acabou de falar, o homem assentiu com a cabeça e afastou-se e ela fez marcha-atrás e voltou a desparecer pela estrada que a levaria à cidade.

“Adiar o inevitável não vai adiantar de nada.” – Pensou, repreendendo-se logo a seguir por já estar a fazer dramas por algo que nem sabia o que era nem se ia acontecer realmente alguma coisa de mal.

- Eu estou a ficar cada vez mais paranóica… - Comentou.

A conversa que ouvira de manhã entre Kyuhyun e Yesung assolou-lhe a memória. Não gostou nada das palavras deles. Envolviam uma tal de Miyoung, mentiras, “a Min não pode saber de nada” e o casamento… que podia evitar que ela escapasse de Kyuhyun. Mas ela não tinha razões para fugir de Kyuhyun. Ou será que tinha?

Definitivamente, havia algo de errado. Seria sobre isso que a sua intuição a alertava? Desviou os olhos para o dedo onde jazia o anel brilhante. Sentiu-se insegura de repente. Seria mesmo aquilo que queria? Um casamento com Kyuhyun? Ou aquilo seria só uma maneira de…

- Aish! – Bateu com a mão no volante, irritada. – Sai da minha cabeça!

Foi conduzindo distraidamente pela cidade. Estar ao volante relaxava-a e por isso não se preocupou muito com as direcções que tomava. Pouco tempo depois reconheceu estar perto de um bairro bastante conhecido. Soltou um suspiro.

Estar na China foi como um bálsamo para a proteger dos problemas e responsabilidades, mas agora que estava de volta à Coreia e à sua vida normal parecia que os fantasmas estavam todos a voltar para a assombrar.

Foi abrandando e finalmente parou em frente da casa do pai. As luzes da sala e de um quarto no primeiro andar estavam acesas. Sentiu um aperto no peito só de estar ali. A casa estava a começar a degradar-se e o jardim estava morto. Nas suas recordações mais antigas, lembrava-se de como a mãe adorava cuidar do jardim e tratar das plantas com o máximo cuidado. A casa era tão colorida e resplandecia alegria. Agora, aquelas imediações metiam-lhe nojo. Antes de retomar a marcha, Mintae desejou um dia poder deitar fogo àquele antro de memórias dolorosas.

~~

- Ganhei! – A voz de Miya soou divertida. – Viste oppa? Eu ganhei! Vais ter de me comprar o gelado que prometeste!

- Aish, com certeza que deves ter feito batota! – O rapaz ripostou.

- Ya! Aceita a derrota com dignidade Lee Donghae!

Donghae esticou a mão até ao cabelo ela e embaraçou-lhe alguns fios, divertido. Eunhyuk esboçou um sorriso ao assistir à cena.

- Aish! Donghae! Nunca ninguém te ensinou a não fazer isso a cabelos de mulheres?! Aish, o meu cabelo não é fácil de pentear como o teu, dá-me muito trabalho! – Ela queixou-se levantando-se. – Agora vou ter de ir à casa de banho para me recompor! Nunca mais jogo nada contigo! – Miya saiu do quarto e Donghae gargalhou.

- Donghae… - A voz calma de Eunhyuk chamou o moreno à atenção e este desviou os olhos para si. – Tens cuidado bem dela? Como é que ela tem estado?

Donghae estremeceu com a pergunta. Não estava à espera daquilo.

- A Miya é muito forte, uma pessoa muito especial. E sim, eu tenho cumprido com a minha palavra. Tenho olhado por ela tanto quanto me é possível…

- Donghae, eu estou tão confuso. Eu não sei de nada, não tenho noção do que aconteceu durante este tempo todo, não sei como é o mundo fora desde quarto… sinto-me tão inútil e confuso… sinto que… estou deslocado da realidade. Promete-me que vais continuar a cuidar dela… eu não sei se alguma vez poderei voltar a fazer isso.

- Não fales assim. Tu vais recuperar… tem paciência e dá tempo ao tempo. – Donghae pousou a mão sobre a do amigo e apertou-a. – E por mais que eu olhe pela Miya… a única pessoa que ela quer a cuidar dela és tu… nunca ninguém vai assumir essa tarefa por ti.

- A Miya é um anjo que caiu do céu para mim, Hae. Eu devo-lhe a minha vida… por mais que eu saiba que tu também me amas – os dois sorriram ao comentário – se não fosse ela a batalhar por mim durante este tempo todo… eu jamais teria acordado. Eu não sei o que eu fiz de tão bom para a merecer na minha vida.

- Por isso mesmo tens de recuperar para depois a poderes recompensar… tudo o que a Miya mais quer é ter-te na vida dela… por isso esforça-te para lhe concretizares o desejo, ok?

- Vou tentar. – Eunhyuk apertou a mão de Donghae com força.

Nesse momento Miya voltou ao quarto, ainda com uma expressão de amuada no rosto, mas assim que olhou os dois rapazes, um sorriso nasceu nos seus lábios.

- Ya! Que liberdades são essas com o meu namorado? Mãos dadas e tudo! Eu sou ciumenta!

Donghae rolou os olhos e a rapariga aproximou-se dele, abraçando-o.

- Vocês são os dois meus! – Ela corrigiu, pegando depois na mão de Eunhyuk.

Uma enfermeira entrou no quarto, interrompendo o momento carinhoso dos três.

- Peço desculpa, mas o horário das visitas terminou. Menina Miya, o Dr. disse que a sua permanência aqui hoje está proibida. Já ficou aqui muitas noites e o senhor Hyukjae precisa de ficar sozinho para descansar correctamente.

Miya lançou um olhar assassino à mulher, mas esta não pareceu demovida.

- Vá lá Miya. Sê obediente pelo menos uma vez… Despede-te do Eunhyuk e vamos embora.

Contrariada, Miya fez o que lhe fora pedido. Minutos depois já caminhava em direcção à saída juntamente com Donghae.

- Eu levo-te a casa. – O rapaz ofereceu.

- Não. Eu é que te levo a casa hoje. – Miya corrigiu. – É verdade, eu fiz batota no jogo, por isso encara isto como a tua recompensa.

- És sempre a mesma coisa Miya Haru… - Donghae abanou a cabeça, mas depois riu, juntamente com ela.

~~

Pon olhou ao relógio pela milésima vez. Estava a começar a ficar demasiado irritada. E aquela já era a segunda dose de irritação do dia, por isso sentia-se pronta para voar sobre o pescoço de alguém. E até já tinha a vítima preferencial escolhida.

Um carro parou ao lado do seu, no sítio do costume, e Pon saiu do desportivo vermelho, pronta para começar a insultar a pessoa, quando ele se antecipou e começou a descarregar a fúria dando um valente pontapé no pneu do carro.

- Filho da mãe! – Chansung praguejou.

Pon admirou-se de vê-lo assim. A sua própria raiva pareceu até atenuar. Mas não podia amolecer, ele merecia ouvi-las e era isso mesmo que ia ter.

- Hwang Chansung! Posso saber onde é que te meteste a porcaria do dia todo? – Começou. – E que merdas andas tu a ensinar ao Jonghyun?! Ele teve a lata de gozar comigo hoje e disse que tu é que lhe andavas a ensinar essas coisas! Posso saber para quê, idiota?!

Embora a maknae não tenha sido propriamente branda com as palavras, elas não pareceram afectar o rapaz, que as ignorou por completo, como se nem as tivesse ouvido.

- O Yesung hyung é um filho da mãe autoritário! Ele fez-me correr a cidade inteira por causa da porcaria de uma flor! Desde quando é que ele gosta de flores? Ou melhor, quem é que é tão importante para ele que tenha de receber uma flor rara?! Vai-me dar tanto gozo destruir a porcaria do chip que ele tanto quer e rir na cara do desgraçado!

Após cada um ter a sua respectiva explosão de raiva, os maknaes pareceram acalmar-se. Pon acabou por cair no riso e Chansung suspirou, aliviando as frustrações. A rapariga sentou-se no capô do seu carro.

- O Kyuhyun e a Min unnie chegaram hoje da China… mas não me parece que o Yesung oppa fosse ter esse trabalho todo para dar uma flor à Min… ainda por cima toda a gente lá em casa sabe que as flores preferidas dela são gardénias brancas, super fáceis de encontrar. – A maknae disse. Ao ver que ele continuava com uma expressão zangada, ela resolveu continuar. – Se fosse eu que quisesse uma flor rara, tu arranjavas Chansunguie? – Brincou.

Chansung caminhou na direcção de Pon e encostou-se ao capô do carro ao lado dela. Momentos depois, abriu um sorriso.

- Estás a pedir-me que te dê flores Pon? Estás a ficar romântica? – Ele riu, provocando-a.

- Ya! – Pon perdeu o sorriso e bateu no braço dele. – Se voltas a dizer que eu sou romântica podes ter a certeza que eu acabo contigo à pancada!

- Eish, violenta! – Ele riu. – Mas diz lá, o que é que o Jonghyun te fez para estares de mau humor?

- Ah! Ainda bem que falas nisso! – Pon levantou-se então e ficou de pé em frente do rapaz. – Tu andas a ensinar o Jong a gozar comigo? E a mandar-me bocas?

- Ele fez isso? – Chansung pareceu surpreso. – Talvez ele não seja um caso perdido! – Ao ver a maknae com uma expressão fulminante no rosto, ele continuou: - Eu não disse para ele gozar contigo… eu dei-lhe uns conselhos no geral… estou a ver que ele resolveu pôr em prática contigo. Mas o que é que ele te disse?

Nesse momento, e ao lembrar-se da conversa com o rapaz do laboratório, Pon baixou os olhos, consumida pela vergonha.

- Isso não vem ao caso! – Tentou fugir do assunto. – É melhor esquecer o assunto de vez!

- Wow! Agora estou mesmo curioso! Pon, tu estás estranha… o que é que ele te disse de tão grave para te deixar assim?

- Chega deste assunto Chansung! – Ela rolou os olhos, já sem paciência. – Pediste-me para vir ter contigo por causa de trabalho, então é isso mesmo que vamos fazer! Eu não posso demorar a ir para casa.

- Porquê? – O rosto do rapaz entristeceu. – Porque é que vais para casa? Eu pensei que fossemos jantar…

- O Kyu e a Min voltaram hoje de viagem, eu quero estar com eles.

- Ah…

Pon fitou o rapaz baixar os olhos com uma expressão triste. Parecia mesmo desapontado. Ela reparou como ele ficava querido assim triste, parecia uma criança a quem tinha sido negado um doce.

- Bolas Chansung, desde quando é que a tua cuteness me demove? – Pon disse baixinho, mas o rapaz pareceu ouvir e levantou a cabeça para olhá-la, confuso. – Acho que o Kyu e a Min não se vão importar se eu não jantar com eles hoje…

- A sério? – A expressão dele mudou drasticamente, um largo sorriso formou-se nos seus lábios.

- Aish... sim.

Chansung esticou a mão de modo a conseguir alcançar a da maknae e puxou-a mais para si. Pon ficou assim encaixada no meio das coxas fortes dele. As mãos de Chansung rodearam a cintura de Pon e ela colocou os braços sobre os ombros dele.

- Eu gosto muito de ti Pon… - Ele disse, meio sussurrando.

A rapariga sentiu-se aquecer com aquilo. Sorriu.

~~

Junho estava sentado no sofá da sala, folheando uma revista mas sem grande interesse nela. Era uma daquelas revistas de mulheres… vestidos, maquilhagem, sapatos, malas, dicas e mais alguns assuntos de mulheres que ele preferia nem saber o que eram.

Olhou ao relógio. Era quase hora do jantar mas a casa estava deserta. Pon, Kim e Mintae tinham saído de manhã e ainda não tinham voltado. Miya então, já não se lembrava da última vez que a vira ali. Yesung tinha saído também sem sequer lhe dizer nada, Kyuhyun saíra a meio da tarde, Doojoon igualmente e Lee Joon tinha sido recrutado por Kim e saíra para a ir ajudar em algo que ele não sabia o que era.

- Aish! – Suspirou entediado, fechando a revista. Estava cheio de fome, e não fazia ideia de quando o jantar ia ser servido. Por isso mesmo a única solução era fazer uma visitinha à cozinha.

No momento em que se levantava, a porta principal abriu-se e uma rapariga entrou.

- Olá Junho! – Ela cumprimentou com um sorriso.

- O-olá Mintae-sshi! – Ele retribuiu, curvando-se.

- Eu já te disse que não quero essas formalidades! Nós somos da mesma idade… e somos amigos, ou não?

- É a força do hábito! Mas claro que sim, somos amigos!

- Óptimo! – Ela sorriu, pousando a mala e o casaco numa poltrona. – A casa parece tão pouco movimentada. Estás sozinho?

- Agora já não. – Junho sorriu. – Mas sim, saiu toda a gente. Isto está pior do que um deserto.

- Ohh… e eu a pensar que ia chegar atrasada ao jantar.

- Jantar? Isso parece uma utopia. – Ele queixou-se. – Eu ia mesmo agora à cozinha, estou a morrer de fome. Acompanhas-me Mintae?

- Claro.

Os dois foram então em direcção à cozinha, mas a meio do caminho a rapariga lembrou-se que deixara a mala na sala e voltou atrás para a ir buscar.

Assim que Mintae e Junho deixaram a sala, a porta voltou a abrir e duas pessoas adentraram a casa. Um rapaz e uma rapariga. Ao contrário dela, que trazia um sorriso no rosto e parecia estar feliz em ali estar, ele não parecia nada agradado. A sua expressão era um misto de aborrecimento e raiva.

- Ai, deixa-me dizer-te que adoro a tua casa Kyuhyun! – Ela disse. – É tão imponente e cheia de classe. Vou adorar morar aqui! É o ambiente perfeito para mim, que sou tão requintada!

- Vamos para o escritório. – Ele disse.

- Ah, mas o escritório porquê? Não podemos conversar aqui na sala? Parece tão confortável. – Ela sentou-se no sofá.

- Não! – Kyuhyun gritou. – Eu mandei-te para o escritório, é para lá que tu vais! Não me faças perder a paciência que me resta! – Disse irritando, aproximando-se dela. – Eu tenho uma vontade louca de te matar, não me tentes em concretizar o meu desejo aqui e agora!

A rapariga encolheu-se, baixando os olhos para não olhar para a expressão doentia na cara do rapaz.

Kyuhyun afastou-se dela, suspirando com força.

- A tua sorte é que eu já fui convencido a não te matar… por enquanto. Mas as coisas vão ser feitas à minha maneira. Por isso ouve com atenção… um único deslize e já sabes o que te acontece…

Miyoung continuou quieta no seu lugar, um pouco amedrontada pela brutalidade do rapaz. Aish, Inyoung ia ter de compensá-la muito bem para ter de estar a aturar aquilo e ainda arriscar a sua vida nas mãos daquele psicopata que era Cho Kyuhyun.

- Eu sei que tu não gostas de mim, Kyuhyun. Mas eu só estou a fazer isto pelo bem desta criança. Se os teus muitos inimigos descobrem que eu vou ter um filho teu, eles são capazes de usar a segurança do bebé para te chantagear. Eu nem quero nada teu… eu só quero que não aconteça nada ao bebé…

- Devias ter feito um aborto… poupavas essa preocupação toda! Poupavas lixar a minha vida!

- Peço desculpas ao teu egoísmo! – Ela levantou a voz também. – Nem todas as pessoas são sem-coração como tu! Eu tenho a minha religião e eu sei o que é certo e errado fazer, ao contrário de ti! Kyuhyun tu és um monstro! Uma pessoa vazia que perdeu todas as noções do que é um ser humano!

- Cala-te! Achas que eu tenho paciência para ouvir as tuas baboseiras? Achas que eu me interesso pelas tuas noções do que é certo e errado e pelas tuas lições de moral?

- Em que é que fazer o mal e matar pessoas te faz sentir realizado? Desde quando é que a tua vida é motivo de orgulho? – Ela já estava em lágrimas. – Chega… eu não quero discutir. Eu só quero que zeles por esta criança que não tem culpa dos nossos erros. Acredita que se a tua vida não fosse tão arriscada eu nunca viria à tua procura nem nunca iria querer que te aproximasses dela. Mas como mãe, eu só quero a segurança dela, segurança essa que só tu podes dar… eu não tenho uma casa que parece uma fortaleza, eu não tenho armas nem sei lutar contra ninguém…

- Pára de falar… - Kyuhyun deixou-se cair num dos sofás. – Tu não tens a mínima ideia do que é a minha vida. Achas que é só pegar em armas e andar aos tiros com meia dúzia de idiotas por diversão? Minha querida, tu não sabes o que é nascer no seio de uma família de criminosos e teres de aprender a ser como eles para sobreviver. Tu não sabes o que é perder as pessoas que mais gostas por causa de “futilidades” como dinheiro ou poder. Tu não sabes o que é ter de conviver dia após dia com uma consciência que te grita que tiraste a vida a alguém… o filho de alguém, a mãe de alguém, o irmão de alguém... alguém esse que vai sofrer para sempre por causa de ti. Tu podes fugir de tudo na vida esconder-te de todos, menos da tua mente, da tua consciência.

- E o que é que a tua consciência te diz sobre quereres matar o teu próprio filho? Não o desejares é uma coisa, mas quereres livrar-te dele assim? Porque é que não o encaras como uma chance de repor uma vida, quando já tiraste tantas?

Kyuhyun permaneceu calado e absorvido com os seus próprios pensamentos. Miyoung levantou-se, caminhando na direcção dele. Ajoelhou-se à sua frente.

- Dá uma chance a esta criança. Por favor. Eu imploro-te Kyuhyun…

Kyuhyun esticou a mão, pousando-a no ombro da rapariga que chorava aos seus pés.

- Ok. Não precisas de te preocupar mais. Eu vou resolver tudo. - Ele tranquilizou-a.

~~

Junho acabava de comer uma maçã, estranhando a demora da rapariga, que só tinha ido à sala buscar a mala. Pensou que talvez ela tivesse recebido um telefonema… ou entretanto chegara alguém e ela tinha ficado a conversar com essa pessoa.

Assim que acabou dirigiu-se à sala. Ficou surpreso em ver Kyuhyun com uma rapariga desconhecida. Nenhum dos dois estava com boa cara. Junho engoliu em seco e cumprimentou-os formalmente.

- Boa noite Kyuhyun-sshi, boa noite senhora. – Curvou-se. – Peço desculpa por interromper, eu pensei que a Mintae-sshi estivesse aqui, mas parece que me enganei. Desculpem-me. – Deu meia volta com a intenção de deixá-los a sós mas a voz do rapaz deteve-o.

- Como assim? – Kyuhyun engoliu em seco. – A Min estava aqui? Eu… eu… pensei que ela não estivesse em casa… eu não vi o carro dela na garagem. – O rapaz sentiu-se invadido por uma onda de pânico.

- Ela estava. Nós íamos para a cozinha mas ela voltou atrás para buscar a mala… mas ela ainda está ali. – Junho apontou para a poltrona onde estava uma mala preta e Kyuhyun reparou então nos pertences da rapariga. – Eu estranhei ela demorar tanto tempo só para vir buscar a mala então vim ver se estava tudo bem. Quanto ao carro… talvez ela tenha pedido ao empregado para o lavar… ou algo do género…

- Fodasse! – Kyuhyun gritou, levando as mãos à cabeça... – Ela ouviu tudo… merda!

- O que se passa Kyuhyun-sshi? – Junho preocupou-se.

- Liga ao Yesung hyung agora e manda-o vir para cá imediatamente! – Junho logo executou a ordem. - Ele tem de ficar com a Miyoung… eu não confio nela. – Kyuhyun lançou um olhar torto à rapariga. – Eu tenho de ir atrás da Min para lhe explicar tudo!

- Desculpe Kyuhyun-sshi, mas o telemóvel do Yesung hyung está indisponível. Impossível contactá-lo no momento. Quer que deixe recado?

- Desliga essa porcaria! Aish! Filho da mãe! – Furioso, Kyuhyun pegou numa jarra que enfeitava um móvel e atirou-a contra a janela. Quando o cortinado se moveu, ele viu um Audi branco se dirigir para a saída do perímetro da mansão.

- Quer que eu faça companhia à visita enquanto o Kyuhyun-sshi vai atrás da Mintae-sshi? – Junho ofereceu.

- Não. Eu tenho de estar aqui para quando a Kim, a Miya e a Pon chegarem para lhes explicar tudo… Vai tu Junho, vai atrás da Min e trá-la para casa. Agora Junho, vai!

- C-certo. – Junho ficou confuso mas fez o que lhe foi ordenado. Correu à garagem, agarrou no e seguiu a morena que acabava de transpor os portões da mansão.

- Parabéns. – Kyuhyun disse para Miyoung. – Agora é que está tudo lixado.

~~

Yesung estava sentado à mesa de um restaurante banal, mas acolhedor, no centro da cidade. A deslumbrante rapariga que estava sentada à sua frente bebia mais um pouco do vinho que tinha no copo e ele não conseguia tirar os olhos dela.

- Pára de olhar assim para mim oppa! – Ela pediu, divertida. – Estás a deixar-me nervosa.

- Desculpa… - Ele desviou os olhos para a mesa por um instante, voltando logo a fixá-los nela novamente. – Mas eu não consigo não olhar para ti. Tens noção do tempo que estiveste fora, longe da minha vista?

-Aish! – Ela rolou os olhos. – Mudando de assunto, como é que vão as coisas por cá? O Kyuhyun oppa, as meninas?

O sorriso babado de Yesung desapareceu instantaneamente assim que ela mencionou o nome do rapaz. A sua expressão tornou-se preocupada.

- O que foi? Aconteceu alguma coisa? Não lhes aconteceu nada, pois não? – A rapariga alarmou-se ao vê-lo assim.

- Aconteceu sim. Estamos a meio de uma crise… crise essa criada pela irresponsabilidade do Kyuhyun. Espero que ele a consiga resolver sem dar cabo de tudo. Mas vamos combinar uma coisa… hoje não vamos falar disso. A noite é nossa e eu não quero estragá-la com os problemas dos outros. Compreendido?

- Certo. – Ela sorriu. – Mas oppa, já que não vamos falar do Kyu oppa, nem de negócios, presumo, como é que vamos ocupar a noite toda? – Lançou um olhar carregado ao rapaz.

- Tu não voltes a dizer uma coisa dessas assim! - Yesung ordenou, quase se engasgando com a comida. – Estamos num restaurante cheio de gente… e tu sabes que não podes dizer essas coisas… eu posso não conseguir controlar-me!

Catii gargalhou ao ouvir a resposta dele. Yesung não mudava nunca!

- Então come depressa oppa… e vamos sair daqui.

Yesung pousou os talheres em cima da mesa e levantou-se rapidamente. Deixou uma nota, suficientemente valiosa para pagar três vezes o que tinham consumido, em cima da mesa e pegou na mão da rapariga, levando-a para fora do estabelecimento.

Assim que saíram para a rua, Yesung puxou a rapariga para si e abraçou-a com força.

- Ainda bem que estás de volta… - Sussurrou-lhe ao ouvido.

Catii abraçou o tronco dele e sorriu.

- É tão bom estar de volta Yesung oppa… eu estava a morrer de saudades tuas.

- Chega de viagens. Eu não te quero mais longe de mim. Não te afastes de mim outra vez, por favor…

- Eu não vou a mais lado nenhum oppa. O meu lugar é aqui.

~~

Nichkhun entrou na sala de trabalho que dividia com o colega e encontrou o rapaz moreno sentado de qualquer maneira numa cadeira, fitando o vazio com uma expressão nula, como já vinha sendo hábito. O loiro suspirou, farto daquela situação.

- Taecyeon! – Gritou, batendo com o punho na secretária de madeira. O moreno pareceu sair do seu transe, assustado. – Eu estou farto disto! Seja o que for que se passa contigo, não podes deixar que os teus problemas pessoais interfiram no nosso trabalho! Eu acabo de vir da sala do chefe, ele está sem paciência para nós, para a nossa inutilidade! Estou farto de ouvir sermões! Que raios se passa Taec?! Nós eramos os melhores do departamento, como é que chegamos a este ponto? Como é que os nossos casos estão todos parados, sem nenhumas resoluções?! – Nichkhun explodiu. – Nós somos amigos, parceiros, porque é que não falas comigo sobre o que te preocupa? Porra, desde quando é que deixaste de confiar em mim? Nos últimos dias tens parecido um zombie, arrastando-te sem vida pelos corredores, sem interesse nenhum em nada e quando eu te pergunto alguma coisa tu foges de mim a sete pés! Tudo bem, se não queres falar comigo não fales, mas ao menos colabora no trabalho! Nós somos uma equipa… eu não consigo fazer tudo sozinho.

- Desculpa Khun. – Taecyeon levantou-se e aproximou-se do loiro. – Tu tens razão. Eu não posso continuar assim… eu nunca fui de negligenciar o meu trabalho e não quero continuar assim. – O moreno pousou a mão no ombro do outro. – Se quiseres ir jantar comigo eu conto-te tudo… nós somos amigos e eu não quero ter segredos para ti…

- Certo. – O loiro assentiu. - Então despacha-te porque eu estou cheio de fome e não aguento mais estar neste departamento por hoje!

Taecyeon pegou no seu casaco e apressou-se a seguir o loiro para fora da sala.

~~

Junho olhou ao relógio pela milésima vez e suspirou. Andava a seguir Mintae há mais de uma hora, dando voltas incertas pela cidade. Será que ela não se cansava de conduzir de um lado para o outro? E Kyuhyun, será que não se cansava de lhe ligar de cinco em cinco minutos a perguntar se já tinha falado com a rapariga? Assim que acabou a última chamada desligou o aparelho. Dir-lhe-ia que tinha ficado sem bateria, quando ele o questionasse.

O carro de Mintae começou a abrandar, parando finalmente num parque que ficava mesmo de frente para o rio. Junho viu a rapariga sair do carro e encostar-se ao capô do automóvel, fitando o rio à sua frente. Ele parou o seu carro um pouco mais atrás e saiu, andando em direcção a ela, lentamente. Assim que chegou perto, reparou num traço molhado no rosto pálido da rapariga. Aquilo alarmou-o. Sabia que ela não era de chorar por qualquer coisa. Algo grave devia ter acontecido.

- Mintae… - Chamou baixinho.

Ela limpou o rosto com as mãos e depois moveu a cabeça na direcção dele. Junho aproximou-se mais.

- Porque é que as coisas não podem correr bem para o meu lado, pelo menos uma vez? – Ela disse, ajeitando o cabelo que lhe caía sobre os olhos.

Junho engoliu em seco, sem saber o que dizer. Reparou que ela estava apenas com uma blusa fina que nem lhe cobria os braços e o tempo arrefecera bastante. Despiu o casaco e colocou-o sobre os ombros dela, sentando-se sobre o capô do carro ao seu lado.

- Tu hás-de encontrar uma solução para tudo, custe o que custar. – Ele disse, tentando confortá-la. – Desistir não é opção. E… eu vou estar sempre aqui para o que precisares.

- Obrigada Junho… eu acho que até já sei qual é a solução para tudo. – Ela disse, suspirando pesadamente.

O rapaz pousou-lhe o braço no ombro, abraçando-a com carinho.

~~

Faltavam poucos minutos para que o relógio marcasse a meia-noite. Kim esquivara-se, com muito custo, às insistências de Min Woo para que passasse a noite com ele. A corrida seria na manhã seguinte e ela dissera que era melhor cada um descansar e dormir bem para estar em forma para o grande momento. Mas enquanto ele devia estar a fazer isso mesmo, ela não tinha a mesma sorte.

Conduziu até ao autódromo, como Lee Joon lhe dissera. Estacionou o carro ao lado do do rapaz, nas traseiras das instalações. Saiu do seu carro e entrou no dele.

- Então? – A loira perguntou assim que entrou no carro e fechou a porta.

- Eu segui o tal de Kiseop até aqui. Ele deitou os seguranças a baixo e entrou no autódromo há mais ou menos meia hora. – Lee Joon explicou.

- Eu sabia que ele e o TOP andavam a tramar alguma... mas a brincadeira acaba aqui e agora! – Ela ameaçou irritada.

- O que é que ele pode ter vindo fazer aqui? – O rapaz perguntou, não estando dentro dos assuntos dela.

- Obviamente que deve ter vindo sabotar o carro do Min Woo. Para amanhã, durante a corrida, ele ter um acidente! – Kim disse como se aquilo fosse do conhecimento geral.

- Estás muito certa disso… - Ele comentou.

- Claro que estou! Eu vou-te contar a história toda… - Ela suspirou. – O TOP odeia o Min Woo e tem ciúmes dele por causa da empresa e por isso contratou-me para o humilhar e matar no final. O Min Woo perder esta corrida, ainda por cima para mim, é a humilhação… no futuro, depois de ele ter sofrido bastante, eu tenho de matá-lo sem deixar vestígios. Sem o Min Woo no caminho o TOP vai chegar à presidência. Acontece que eu não quero matar o Min Woo porque gosto dele e o TOP é um filho da mãe! Se isto não bastasse para me dar dores de cabeça, ainda apareceu o Kiseop, o meu ex, que me quer de volta. Por obra do destino o TOP e o Kiseop conheceram-se e, para me lixar ainda mais, tornaram-se aliados. Porque o TOP acha que eu não vou conseguir cumprir as ordens dele, agora aqueles dois idiotas querem matar o Min Woo à conta deles! Assim, o TOP fica com a empresa e o Kiseop acha que consegue ficar comigo.

- Eish, não tens jeito nenhum para contar histórias… que confusão! – Lee Joon queixou-se.

- E tu já não tens idade para ser tão lento a perceber as coisas! – Ela ripostou, aborrecida.

- Estás sempre a gozar comigo! O que é que eu te fiz para seres tão má? – O rapaz pôs uma expressão ofendida no rosto.

- Ai de ti que me faças alguma coisa! Eu não terei piedade contigo! E olha que eu dava muito para ter o teu corpinho sob o meu controle e ver a tua carinha perfeita a choramingar-me por clemência! – Ela gozou.

- Vai sonhando…

- Estás a desafiar-me Lee Joon? – Kim inclinou-se no assento, aproximando-se mais do rapaz, que pareceu ficar um pouco incomodado com a extrema proximidade dela. Kim estava a poucos centímetros de si, fitando-o com uma expressão de desafio no rosto e um sorriso perigoso nos lábios. – É porque se estiveres fica sabendo que eu não recuso um desafio… - Ela inclinou-se ainda mais para poder sussurrar-lhe ao ouvido. - Ainda mais um desafio assim…

Mal Kim acabou de falar, sentiu a sua cintura ser agarrada por duas mãos fortes que a puxaram e a fizeram sentar-se sobre as pernas do rapaz. As mãos de Lee Joon agarraram depois os seus pulsos finos, prendendo-os. Kim gemeu de surpresa. O rapaz deliciou-se a contemplar a expressão confusa no rosto dela.

- Fazes um juízo errado de mim Kim… - O rapaz falou com um tom baixo e rouco, bastante sensual, que ela nunca tinha ouvido. – Eu posso ser distraído e lento a perceber as tuas artimanhas… mas não me subestimes.

Embora surpresa com as palavras dele, a loira sorriu agradada.

- Ora, ora… afinal tens alguma iniciativa… - Comentou. – Mas desculpa-me desiludir-te… - Kim moveu os quadris, desconcentrando o rapaz que logo perdeu alguma força, permitindo-lhe assim soltar os pulsos. – É preciso fazeres muito melhor para me surpreender. – Ela sorriu e saiu de cima dele.

Lee Joon arfou, tentando recompor-se. Ajeitou-se melhor no assento do carro e desviou o olhar para o lado contrário de modo a não olhar a rapariga. No mesmo momento, Kim avistou Kiseop a sair do interior do autódromo e saiu do carro pegando num pequeno objecto que estava em cima do tablier.

- Lee Kiseop! – Kim gritou, despertando a atenção do rapaz que quase tropeçou na calçada com o susto de ouvir o seu nome já que pensava estar sozinho ali. Porém o pior de tudo nem era alguém chamar o seu nome, mas sim quem o chamava. Ele conhecia tão bem a quem aquele timbre de voz pertencia.

- K-Kim…? – Kiseop sibilou incrédulo, virando-se para a encarar.

- Eu mesma. – Kim sorriu. – Não me digas que não tinhas saudades minhas? Temos de ter uma conversinha…

- Kim… isto não é… e-eu…

- Scht! A nossa conversa fica para depois… ela vai ser longa e dolorosa para o teu lado. Agora eu tenho de ir remediar a confusão que vieste aqui fazer.

- C-como é que…? – Kiseop arregalou os olhos, aterrorizado com a possibilidade do seu plano estar arruinado.

- Scht! Quanto menos energia gastares agora mais te sobrará para quando realmente precisares dela. E acredita que vais precisar de muita! – Concluiu em tom de ameaça. – Agora, dorme… bons sonhos. – Ao acabar de falar, a rapariga lançou uma pequena seta que acertou em cheio no pescoço do rapaz. Kiseop logo começou a sentir o seu corpo pesado e acabou por cair de joelhos no chão, antes de todo o seu corpo aterrar sobre o alcatrão e perder toda a sua consciência. Kim sorriu e ajeitou o cabelo, satisfeita. Lee Joon apareceu atrás de si e os dois pegaram em Kiseop, carregando-o até à bagageira do carro do rapaz.

- Espero que o Kiseop goste da cave do Kyu… - A loira comentou. – Amarra-o bem Joon, o filho da mãe tem uma habilidade incrível com as mãos. Daqui a umas horas eu devo estar em casa e vou ver se ele ficou bem instalado.

- E se o Kyuhyun ou alguém perguntar alguma coisa, o que é que eu lhes digo?

- Dizes a verdade. O Kiseop é meu hóspede especial, assim que eu chegar logo resolvo tudo.

- Certo. – Lee Joon entrou no carro e ligou o motor.

- Obrigada pela ajuda. – A rapariga agradeceu.

- Não agradeças. Ficas a dever-me uma… e acredita que eu vou cobrar. – O rapaz piscou-lhe o olho e arrancou.

- Cobra com juros até se quiseres… - Ela desabafou baixinho e depois voltou a concentrar-se no que tinha de fazer. Caminhou até à porta do autódromo e entrou.

(continua...)

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